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Cozinhando com Nadiya: contra as regras de Rita Lobo

No programa de culinária da Netflix, a inglesa Nadiya Hussain defende a praticidade de comidas prontas na cozinha

Planeta Flix

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Não convidem para a mesma cozinha a brasileira Rita Lobo e a britânica Nadiya Hussain, ambas donas de programas de culinária na TV. Elas certamente iriam divergir quanto ao uso de alguns itens. Enquanto a apresentadora do Cozinha Prática, do GNT, bate da tecla de que devemos consumir alimentos o mais frescos e naturais possível, a apresentadora do Cozinhando com Nadiya, na Netflix, acha um absurdo não contar com a praticidade de alguns enlatados ou comidinhas prontas de supermercado.

Nadiya Hussain é conhecida no Reino Unido por ter vencido uma das edições do The Great British Bake Off, uma competição culinária de bolos. Virou celebridade a ponto de ser convidada a fazer um bolo para as comemorações do 90º aniversário da rainha Elizabeth II. Como toda chef celebridade, logo ganhou um programa na TV. No caso, a BBC.

Dividida entre apresentar programa, escrever para revistas (colabora na The Times Magazine e Essentials), participar de outros programas de TV, lançar livros (ela em vários) e cuidar da família (marido e três filhos), Nadiya defende uma cozinha prática, onde não é nenhum pecado recorrer a um molho de tomate em lata ou batatas cozidas em conserva. Ou “trapacear”, como ela mesmo diz.

Cozinhando com Nadiya, que tem uma temporada de sete episódios na Netflix, segue essa toada de quanto mais rápido melhor. O propósito da chef-apresentadora é ensinar ao seu público como gastar o menor tempo possível na cozinha, o que significa apresentar uma série de soluções que facilitem a execução de receitas. Nadiya também não se preocupa muito com esse negócio de baixas calorias, vale dizer.

Certamente, o programa atende a necessidade de quem não quer fazer a linha “chef”, mas apenas ter uma comidinha rápida e de aparência mais bonita no dia a dia. Por isso mesmo, não deve interessar aos que defendem uma culinária mais requintada e guiada pelos princípios do quanto mais fresco e natural melhor. Nem a quem concorda com Rita Lobo que bom mesmo é fazer tudo você mesmo. Nadiya e seu público têm pressa, o resto não interessa.

Outro detalhe: é bom assistir com um bloquinho na mão, se quiser anotar as receitas, a não ser que queira lê-las depois em inglês, no site da BBC.

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Série conta história do Brasil por meio da comida

A História da Alimentação no Brasil é uma deliciosa e divertida viagem pela mesa brasileira

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A partir da comida, podemos falar em saúde, cultura, meio ambiente, relações sociais, história, sociologia, política… Saber porque comemos o que comemos e por que comemos pode nos fazer encontrar algumas respostas sobre o funcionamento da sociedade em que estamos inseridos. Por isso, A História da Alimentação no Brasil merece tanto ser vista.

A série documental produzida em 2017 e exibida no CineBrasil TV agora está disponível no Amazon Prime. Baseado em livro homônimo do norte-riograndense Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), lançado em 1967, A História da Alimentação no Brasil tem 13 episódios de 30 minutos, cada um sobre um prato ou ingrediente brasileiro.

Mandioca, banana, coco, milho… cada um desses é ponto de partida para uma viagem por nossa história, nossos hábitos, costumes e cultura, ilustrada por muitas imagens de arquivo, depoimentos de chefs , estudiosos e artistas, como o cantor Chico César e a cineasta Helena Solberg. Um verdadeira aula, só que em ritmo de entretenimento.

Na foto do alto (de Marco Rempel), o chef pernambucano Rivandro França, do Cozinhando Escondidinho, mostra um prato especial de seu restaurante, o “cuscuz de cabeça amarrada”. Na série, ele mostra a preparação no episódio sobre… cuscuz, é claro.

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Jack White e Coldplay: sessão dupla de rock no Prime

O documentário A Head Full of Dreams e o show Quebrando Tudo no Anthem D.C. estão disponíveis na plataforma

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Foto: Divulgação

Coldplay – A Head Full of Dreams e Jack White – Quebrando Tudo no Anthem D.C são dois programas imperdíveis para fãs dos respectivos artistas. Ambos foram produzidos pelo Amazon Studios e estão disponíveis no Prime Vídeo. O de Jack White já há algum tempo, o do Coldplay está fresquinho, entrou por esses dias.

Oakley BRApesar de ter o mesmo nome do álbum lançado pelo Coldplay em 2015, A Head Full of Dreams não é uma versão ao vivo do disco. Trata-se de um documentário que traça o caminho de Chris Martin e seus companheiros desde 1998 até a A Head Full of Dreams Tour, levada pelo Coldplay entre 2016–2017.

Lançado pela banda em outubro passado, A Head Full of Dreams Tour foi dirigido por Mat Whitecross, amigo de longa data do grupo britânico. Whitecross conheceu o quarteto em 1996, um ano antes dos quatro se tornarem Coldplay. Depois, dirigiu vários clipes dos amigos.

Entre eles, Bigger Strong, Lovers in Japan e, mais recentemente, Adventure in a Lifetime Something Just Like This (remix do Coldplay com o The Chainsmokers). Mat Whitecross também é diretor de um documentário sobre o Oasis, Supersonic (2016).

Essa proximidade da banda favoreceu o acesso do diretor a um farto material de bastidores, entrevistas e filmes do acervo familiar de Chris Martin.  A Head Full of Dreams Tour também traz trecho da apresentação do Coldplay no Glastonbury Festival, em 1998. Mas no geral é muito falatório, o que pode torná-lo chato para quem não é fã da banda.

submarino.com.brDiferentemente de Jack White – Quebrando Tudo no Anthem D.C, que é um show do ex-líder do The White Stripes na íntegra. O diretor é Emmett Malloy, dono de currículo brilhante na trilha do rock: realizou trabalhos para The Kooks, Beck, The Racounters, Weezer, Oasis. Foo Fighters, Metallica e The Black Eyed Peas, entre outros.

Hannah Gatsby inventa o stand up culto em Nanette

Malloy também tem intimidade com Jack White. Foi ele quem dirigiu o documentário The White Stripes Under Great White Northern Lights (2009), além de assinar uns três videoclipes da antiga banda de White. E faz um belo trabalho em Quebrando Tudo no Anthem D.C.

O show é todo filmado bem de pertinho, registrando uma grande performance do cantor e guitarrista. A apresentação em Washington foi arte da turnê Boarding House Reach e passa em revista músicas de diferentes fases de sua carreira. Com direito a Seven Nation Army no final, em versão acelerada e coro da plateia. Imperdível.

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América Latina Para Imbecis: murro no preconceito

Só no palco, John Leguizano usa humor e fatos históricos para mostrar a estupidez da discriminação aos latinos

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Foto: Netflix/Divulgação

América Latina Para Imbecis, stand up com John Leguizano que acabou de estrear na Netflix, é muito próximo de Nanette, da australiana Hannah Gadsby (também disponível na Netflix). Ambos se anunciam como atração de humor, mas passam uma rasteira no espectador desavisado e põem em cena assuntos seríssimos.

Oakley BRLeguizano, ator de filmes como Romeu + Julieta (1996), O Pagamento Final (1993) e da série E.R. (2005/2006), nasceu na Colômbia, mas vive nos Estados Unidos desde os 4 anos de idade. E aqui resolve dar uma aula de história para mostrar quão sem fundamento é a discriminação aos latinos nos Estados Unidos.

Uma resposta ao discurso que levou Donald Trump à Casa Branca e às ações do presidente americano, que aplica cada vez mais truculência para impedir a entrada ou mesmo mandar de volta aos países de origens os estrangeiros vindos de outras partes da América.

Na semana passada, por exemplo, o presidente enviou 5 mil soldados do Exército americano à fronteira com o México com ordens expressas: “Se os imigrantes atirarem pedras nos soldados, eles reagirão. E fique claro que cada pedrada deve ser interpretada como um tiro de fuzil”, afirmou Trump.

John Leguizano usa muito do humor, mas não esconde sua legítima indignação. Brinca, mas recorre a uma bibliografia de fato, citando e empunhando livros, para fundamentar seus argumentos. O pretexto é convencer o filho adolescente, que não se vê como um latino — mas é visto e tratado assim pelos colegas de escola.

Sozinho no palco, o ator dá um show de versatilidade, interpretando a si mesmo, a esposa judia, o filho, a filha pré-adolescente; dançando tango, cha cha cha, samba; improvisando com a plateia… Mas não afrouxa em nenhum momento sua contundente fala.

Ressalta a presença de seu povo na América muito antes da chegada Colombo, esculacha Colombo (“o Trump daquela época”) e revisa a história, mostrando a presença dos latinos em importantes momentos da trajetória dos Estados Unidos…

Por fim, deixa claríssimo o que só mesmo um imbecil é incapaz de compreender. Em resumo: entendeu ou quer que desenhe?

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