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Séries

Sintonia é a melhor série nacional da Netflix até agora

Produção criada pelo diretor de clipes Kondzilla mostra periferia de São Paulo entre o pop e o realismo cru

Planeta Flix

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Foto: Netflix/Divulgação

Sintonia é a melhor série produzida no Brasil pela Netflix até agora. Sem exagero. Até porque O Mecanismo, 3%, Samantha!, O Escolhidonão são de fazer cair o queixo de ninguém. Sintonia também não, mas surpreende pela forma como retrata a periferia, sem espetacularização da violência, muito comum em produções do tipo. A série opta pelo tom de crônica do cotidiano de gente comum que busca a felicidade dentro do que o ambiente lhes permite.

Pré Venda: ESCRAVIDAO VOLUME 1Também surpreende o fato de Sintonia ter como um de seus principais realizadores Kondzilla (o paulista Konrad Dantas), até aqui mais conhecido como diretor de videoclipes de funk. Junto com Felipe Braga (de Samantha!) e o documentarista Guilherme Moraes Quintella (Meu Amigo Hindu), ele cria uma história humana e cativante, equilibrada entre ser pop e cruamente realista.

O perigo iminente, a ternura, os laços afetivos, a viração do dia a dia e os sonhos de pessoas comuns perpassam de forma natural e inevitável o dia a dia de três jovens que nasceram e cresceram em uma comunidade de periferia da Grande São Paulo, dominada pelo tráfico de drogas, por igrejas evangélicas e por cantores de funk. O olhar é de quem intimidade com o ambiente da periferia, e não externo.

Nando (Christian Malheiros), Donizete (Jottapê Carvalho) e Rita (Bruna Mascarenhas) são amigos de infância, mas na adolescência cada um vai tomar um rumo, seja por escolha ou por forças circunstanciais. Nando entra para o tráfico, Donizete vira o MC Doni e Rita vai almejar a carreira de pastora evangélica. Impressiona a naturalidade das cenas nesses três ambientes, especialmente nas sequências que envolvem o pessoal do tráfico, com atores desconhecidos que nos dão impressão de estarmos diante de um documentário.

Do trio de protagonistas, só Christian Malheiros tem experiência anterior (fez o longa Sócrates, de Alexandre Moratto) e aparece em cena impregnado pelo marrento Nando. Jottapê compensa a falta de habilidade na atuação com um tremendo carisma (reforçado pela carinha de anjo) e Bruna também empresta muito do carisma pessoal à Rita. O resultado são personagens apaixonantes.

Vale destacar uma das melhores sequências de Sintonia: Nando passa por um ritual de aceitação na “família” do crime, ao mesmo tempo em que Rita é batizada na igreja evangélica e MC Doni assina o contrato com a gravadora. As cenas se alternam indicando que ali começa um novo tempo. Pena que aí já estamos no sexto e último episódio da primeira temporada. E ficamos ansiosos que chegue a segunda.

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Upload suaviza a ideia de horror futurista

Série da Amazon combina humor, romance e aventura em história sobre paraíso artificial onde mortos sobrevivem

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Foto: Amazon Prime Vídeo/Divulgação

Upload, série que estreou este mês na Amazon Prime Vídeo, tem parentesco com Black Mirror. É ambientada no futuro não muito distante e parte de uma situação em que a tecnologia interfere na vida das pessoas de forma assustadora. Mas o clima de horror futurista que guia a série britânica de ficção científica criada por Charlie Brooker aqui se dissolve numa mistura de comédia, romance e aventura.

Criada por Gred Daniels (que tem no currículo roteiros para Simpsons, The Office e a criação de Parks and Recreations, também disponível na Amazon Prime Vídeo), Upload mostra um mundo em que qualquer pessoa, depois de morta, pode continuar vivendo num paraíso virtual. Para isso, basta fazer o upload de sua consciência pouco antes de morrer.

Só que, neste mundo pós-morte, o capitalismo também dá as cartas. Existem paraísos de várias categorias, dos mais simples até os mais luxuosos, como o Lakeview, para onde vai Nathan (Robbie Amell), o protagonista de Upload.  Ainda jovem, ele morre num inexplicável acidente de carro autônomo (carros que se movem sem motorista) e vai para o paraíso luxuoso bancado pela namorada esnobe, Ingrid (Allegra Edwards), que assim passa a ser dona do destino do rapaz.

Só que, ao mesmo em que descobre que o mundo pós-morte virtual não é esse paraíso todo, Nathan se envolve com sua anjo, Nora (Andy Allo). Anjo é como chamam a profissional da companhia de tecnologia responsável pelo Lakeview encarregada de assistir pessoalmente cada cliente. Para ficar junto, porém, Nathan e Nora terão que vencer mais que a distância entre mundo real e artificial e o cerco de Ingrid.

A trama pode até se tornar meio confusa no vai e vem entre uma realidade e outra, mas é simples e um tanto previsível, seja em relação ao romance do casal de protagonistas, seja quanto à trama que envolve o aparente assassinado de Nathan. Dessa forma, Upload dissolve a premissa à Black Mirror, tornando-se entretenimento leve, ou o tanto quanto é possível ao tratar de um tema sempre difícil como o da morte.

Uma segunda temporada de Upload já está confirmada.

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Bissexualidade é tema de Meus 2 Amores, no Looke

Na minissérie francesa de três capítulos homem fica dividido entre o namorado e uma paixão de infância

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Acaba de entrar no catálogo do Looke a minissérie Meus 2 Amores, produção para a TV francesa, exibida originalmente pelo canal ARTE, em três capítulos. Um drama leve que trata das fluidez das relações sexuais e amorosas nos tempos atuais, a partir da história de Hector, um homem divididio entre os dois amores do título.

Aos 35 anos, Hector (François Vincentelli) reencontra sua paixão de infância, Louise (Julia Faure). O encontro faz com que seus sentimentos por ela voltem à tona instantaneamente. Mas tem um problema: ele é gay e tem se relacionado com Jérémie (Olivier Barthélémy) já faz alguns anos.

Hector passa então a levar uma vida dupla, sem saber até quando pode continuar sem tomar uma decisão entre o o namorado e o antigo amor que reaparece. Uma curiosidade é a participação, como atriz, da cantora Yelle (conhecida pela canção A Cause des Garçons), no papel de Marie.

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Under the Dome, baseada em Stephen King, entra na Globoplay

Série combina fantasia, ficção científica e mistérios em três temporadas, já exibidas pelo TNT

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A imaginação de Stephen King serve de base para a série Under the Dome, série produzida entre 2013 e 2014 e exibida aqui pelo canal TNT, mas que agora entra no catálogo da Globoplay. A trama é sobre uma pequena cidade americana que, repentinamente, fica isolada do resto do mundo por uma enorme e misteriosa e indestrutível cúpula transparente.

Mistura de drama, fantasia, ficção científica e mistério, bem ao gosto do escritor, Under the Dome tem nos créditos, além de King, dois nomes de peso: o criador Brian K. Vaughan (roteirista de Lost, que é também quadrinista) e, na produção executiva, Steven Spielberg. Brian deixou a produção “amigavelmente” no início da segunda temporada – foram realizadas três no total.

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A estreia de Under the Dome na Globoplay é oportuna porque, de certa forma, a história traz referências à reclusão a que estamos submetidos atualmente. Isoladas, as pessoas presas dentro da cúpula precisam encontrar maneiras próprias de sobreviver com a diminuição dos recursos e as crescentes tensões, enquanto forças militares, governo e meios de comunicação, fora da barreira, tentam derrubá-la.

O elenco, liderado por Mike Vogel (Quatro Amigas e um Jeans Viajante) e Rachelle Lefèvre (Charmed), conta ainda com uma participação do próprio Stephen King no primeiro episódio da segunda temporada.

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