Conecte-se conosco
Planeta Flix

Publicado

em

The ABC Murders, série adaptada de livro de Agatha Christie, estreou na Globoplay. Uma pena é que a primeira temporada tenha apenas três episódios. Se for para ter uma segunda com outros três, por que não fazer uma série limitada e apresentar tudo de uma vez? Bom, mas, tirando esse detalhe, a série é sensacional.

John Malkovich está ótimo como sempre na pele de um Hercule Poirot meio sorumbático, amargurado pelo ostracismo, bem acompanhado por Eamon Farren, que dá um show na pele do atormentado Alexander Cust, e por Rupert Grint (o ruivinho de Harry Potter, agora adulto), como o inseguro inspetor Crome.

Nesta parte inicial, The ABC Murders é amparada nesses três personagens. Trata-se de uma história atípica na obra de Agatha Christie, pois não gira em torno de um assassinato e da pergunta clássica “quem matou?”. Desta vez, o detetive Hercule Poirot enfrenta um assassino em série, que o provoca direta e pessoalmente.

Ele antecipa cada crime enviando uma carta para Hercule Poirot avisando a cidade onde ocorrerá. Segue uma ordem alfabética tanto nos nomes das cidades quanto nos das vítimas. Isso justo quando Poirot está em plena decadência e sem muito crédito junto à Scotland Yard.

Seu amigo inspetor Japp (Kevin McNally) se aposentou e foi substituído pelo jovem Crome, que tem um pé atrás com o velho detetive. Engraçado é a ironia que se faz o tempo todo com o envolvimento do personagem com o luxo e a frivolidade de gente rica nas suas histórias mais conhecidas.

O assassino começa por provocar Poirot justamente tocando-o em sua vaidade. Mas The ABC Murders também vai evocar mistérios sobre o passado do próprio Hercule Poirot. O que ele fazia antes de se tornar detetive, Crome quer saber, e nós, espectadores também. Mas o segredo se mantém pelos três episódios.

A adaptação corre livre sobre a obra original, imprimindo um pouco mais de violência e clima sombrio. Lembra, às vezes, a ótima O Alienista, mas perde justamente pela quebra precoce na narrativa, com a divisão em duas temporadas.

Vale ressaltar ainda a recriação da Londres dos anos 1930, impecável — a qualidade da produção se revela, aliás, já na fantástica abertura, em que estruturas de ferro vão se misturando para dar origem a uma grande figura humana.

Séries

Sintonia é a melhor série nacional da Netflix até agora

Produção criada pelo diretor de clipes Kondzilla mostra periferia de São Paulo entre o pop e o realismo cru

Planeta Flix

Publicado

em

sintonia série netflix
Foto: Netflix/Divulgação

Sintonia é a melhor série produzida no Brasil pela Netflix até agora. Sem exagero. Até porque O Mecanismo, 3%, Samantha!, O Escolhidonão são de fazer cair o queixo de ninguém. Sintonia também não, mas surpreende pela forma como retrata a periferia, sem espetacularização da violência, muito comum em produções do tipo. A série opta pelo tom de crônica do cotidiano de gente comum que busca a felicidade dentro do que o ambiente lhes permite.

Pré Venda: ESCRAVIDAO VOLUME 1Também surpreende o fato de Sintonia ter como um de seus principais realizadores Kondzilla (o paulista Konrad Dantas), até aqui mais conhecido como diretor de videoclipes de funk. Junto com Felipe Braga (de Samantha!) e o documentarista Guilherme Moraes Quintella (Meu Amigo Hindu), ele cria uma história humana e cativante, equilibrada entre ser pop e cruamente realista.

O perigo iminente, a ternura, os laços afetivos, a viração do dia a dia e os sonhos de pessoas comuns perpassam de forma natural e inevitável o dia a dia de três jovens que nasceram e cresceram em uma comunidade de periferia da Grande São Paulo, dominada pelo tráfico de drogas, por igrejas evangélicas e por cantores de funk. O olhar é de quem intimidade com o ambiente da periferia, e não externo.

Nando (Christian Malheiros), Donizete (Jottapê Carvalho) e Rita (Bruna Mascarenhas) são amigos de infância, mas na adolescência cada um vai tomar um rumo, seja por escolha ou por forças circunstanciais. Nando entra para o tráfico, Donizete vira o MC Doni e Rita vai almejar a carreira de pastora evangélica. Impressiona a naturalidade das cenas nesses três ambientes, especialmente nas sequências que envolvem o pessoal do tráfico, com atores desconhecidos que nos dão impressão de estarmos diante de um documentário.

Do trio de protagonistas, só Christian Malheiros tem experiência anterior (fez o longa Sócrates, de Alexandre Moratto) e aparece em cena impregnado pelo marrento Nando. Jottapê compensa a falta de habilidade na atuação com um tremendo carisma (reforçado pela carinha de anjo) e Bruna também empresta muito do carisma pessoal à Rita. O resultado são personagens apaixonantes.

Vale destacar uma das melhores sequências de Sintonia: Nando passa por um ritual de aceitação na “família” do crime, ao mesmo tempo em que Rita é batizada na igreja evangélica e MC Doni assina o contrato com a gravadora. As cenas se alternam indicando que ali começa um novo tempo. Pena que aí já estamos no sexto e último episódio da primeira temporada. E ficamos ansiosos que chegue a segunda.

Continue lendo

Séries

The Handmaid’s Tale tem segunda temporada na Globoplay

E chega pouco antes de a terceira temporada estrear no Paramount Channel, no próximo dia 18/8

Planeta Flix

Publicado

em

Foto: Paramount/Divulgação

A segunda temporada de The Handmaid’s Tale acaba de estrear na Globoplay — poucos dias antes da terceira começar a ser exibida no Paramount Channel — está anunciada para 18 de agosto. Esta segunda fase é composta de 13 episódios e o primeiro é aterrorizante, com uma longa e torturante sequência em que Offred (Elizabeth Moss) e outras aias são levadas a encarar a morte.

Logo em seguida, é revelado que a aia de Serena Joy (Yvonne Strahovski) está grávida, mas Offred recusa os mimos destinados a mulheres em sua condição e foge com ajuda do motorista Nick (Max Minghella) Ela consegue se livrar do uniforme vermelho de aia e experimenta um novo modo de vida. Mas o drama ainda está bem longe do final.

Continue lendo

Séries

Trailer da série Carnival Row antecipa visual deslumbrante

Produção do Amazon Studio tem tudo para ser um dos grandes lançamentos no universo das séries este ano

Planeta Flix

Publicado

em

Foto: Prime Vídeo/Divulgação

Carnival Row, série que tem estreia anunciada para 30 de agosto no Amazon Prime Vídeo, tem tudo para ser um dos grandes lançamentos do ano. A começar pelo visual deslumbrante, que pode ser visto no trailer, disponível no YouTube e na própria plataforma do Prime. A produção tem clima onírico, ambientado num mundo onde humanos convivem com criaturas fantásticas.

Guillermo del Toro (O Labirinto do Fauno) é um dos pais da ideia e escreveu o primeiro dos oito episódios da primeira temporada, dirigidos por quatro diretores diferentes. Entre eles, os conhecidos Jon Amiel (Sommersby: O Retorno de um Estranho), responsável por quatro episódios, e Paul McGuigan (Estrelas de Cinema Nunca Morrem, disponível no Prime), que dirige um.

Orlando Bloom (O Hobbit, Conspiração Terrorista) e Cara Delevingne (Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, também disponível no Prime) protagonizam a série,  nos papéis de um humano e uma fada vivendo uma história de amor cheia de percalços.

Continue lendo

Mais lidas

Copyright © 2018 PlanetaFlix - Um mundo inteiro para você curtir a partir do seu sofá. contato@planetaflix.com.br

error: Conteúdo protegido!