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Séries

Crítica/ Maravilhosa Sra. Maisel é simplesmente genial

Série da mesma criadora de Gilmore Girls, produção da Amazon, concorre a 14 categorias no Emmy

Planeta Flix

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Foto: Prime Vídeo/Divulgação

Maravilhosa Sra. Maisel (The Marvelous Mrs. Maisel) vai ao Emmy 2018, dia 17 de setembro, concorrendo em 14 categorias. Inclusive a de melhor série de comédia. Não é preciso assistir a uma temporada inteira para entender o motivo das indicações. A série original da Amazon, disponível no Prime Vídeo, é genial em múltiplos sentidos.

Em The Marvelous Mrs. Maisel, tudo funciona, todos os elementos da produção estão perfeitamente encaixados. A começar pelo carisma que Rachel Brosnahan empresta à protagonista. Sim, porque uma dona de casa americana perfeita dos anos 1950 tem tudo para ser uma chata, mas Mrs. Maisel, não. É espirituosa, leve, tem gana de viver.

A ambientação na Nova York do pós-guerra é riquíssima; a trilha sonora — com músicas de Peggy Lee, Blossom Dearie, Charlie Parker, Frank Sinatra e coisas assim — é um luxo; os diálogos são rápidos, engraçadíssimos. A cena do jantar que toma boa parte do segundo episódio é uma pequena e ótima peça de teatro inserida na trama.

Da mesma criadora de Gilmore Girls, Amy Sherman-Palladino — também roteirista de séries como Veronica’s Closet e Roseanne –, Maravilhosa Sra. Maisel alinha-se com o atual pensamento de reavaliação da condição feminina sem necessidade de recorrer a discurso engajado chato.

Miriam (Rachel Brosnahan) — ou Midge, como é chamada — é filha de bem situada família judia nova-iorquina. Ela se casa com  Joel Maisel (Michael Zegen) e os dois vão morar num confortável apartamento no Upper West Side, no mesmo prédio dos pais dela.

Miriam se torna uma dona de casa exemplar. Tem dois filhos, um menino e uma menina, logo nos primeiros quatro anos de casamento; apoia o marido em todos os seus planos, inclusive o de fazer comédias stand up em clubes alternativos do Village; mantém a casa em ordem e está sempre linda.

Sra. Maisel em ação, cansada de ser prendada e do lar (Foto: Prime Vídeo/Divulgação)

Mas um belo dia Joel diz, enquanto arruma a mala, que aquilo não é a vida com que sonhou. Está partindo, também, porque está apaixonado pela secretária, a bonita e burra Penny Pann (Holly Curran). Sem entender o que se passa, Miriam toma uma garrafa de vinho e vai parar no clube do Village aonde ia com o marido.

Atordoada, sobe ao palco e, sem travas na língua, conta sua história de um jeito que faz todo rir. A gerente do local, Susie (Alex Borstein), uma lésbica supermasculinizada, fica encantada com a performance. Resolve, então, que se tornará agente de talentos e lançará Miriam como comediante.

Ao longo de todos esses acontecimentos, Maravilhosa Sra. Maisel mostra, com humor irônico, como é absurda a visão que se tinha da mulher naquela época, mesmo numa moderna metrópole como Nova York. Quer dizer, daquela época e de ainda hoje. Basta assistir Good Girls para ver.

Séries

Upload suaviza a ideia de horror futurista

Série da Amazon combina humor, romance e aventura em história sobre paraíso artificial onde mortos sobrevivem

Planeta Flix

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Foto: Amazon Prime Vídeo/Divulgação

Upload, série que estreou este mês na Amazon Prime Vídeo, tem parentesco com Black Mirror. É ambientada no futuro não muito distante e parte de uma situação em que a tecnologia interfere na vida das pessoas de forma assustadora. Mas o clima de horror futurista que guia a série britânica de ficção científica criada por Charlie Brooker aqui se dissolve numa mistura de comédia, romance e aventura.

Criada por Gred Daniels (que tem no currículo roteiros para Simpsons, The Office e a criação de Parks and Recreations, também disponível na Amazon Prime Vídeo), Upload mostra um mundo em que qualquer pessoa, depois de morta, pode continuar vivendo num paraíso virtual. Para isso, basta fazer o upload de sua consciência pouco antes de morrer.

Só que, neste mundo pós-morte, o capitalismo também dá as cartas. Existem paraísos de várias categorias, dos mais simples até os mais luxuosos, como o Lakeview, para onde vai Nathan (Robbie Amell), o protagonista de Upload.  Ainda jovem, ele morre num inexplicável acidente de carro autônomo (carros que se movem sem motorista) e vai para o paraíso luxuoso bancado pela namorada esnobe, Ingrid (Allegra Edwards), que assim passa a ser dona do destino do rapaz.

Só que, ao mesmo em que descobre que o mundo pós-morte virtual não é esse paraíso todo, Nathan se envolve com sua anjo, Nora (Andy Allo). Anjo é como chamam a profissional da companhia de tecnologia responsável pelo Lakeview encarregada de assistir pessoalmente cada cliente. Para ficar junto, porém, Nathan e Nora terão que vencer mais que a distância entre mundo real e artificial e o cerco de Ingrid.

A trama pode até se tornar meio confusa no vai e vem entre uma realidade e outra, mas é simples e um tanto previsível, seja em relação ao romance do casal de protagonistas, seja quanto à trama que envolve o aparente assassinado de Nathan. Dessa forma, Upload dissolve a premissa à Black Mirror, tornando-se entretenimento leve, ou o tanto quanto é possível ao tratar de um tema sempre difícil como o da morte.

Uma segunda temporada de Upload já está confirmada.

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Séries

Bissexualidade é tema de Meus 2 Amores, no Looke

Na minissérie francesa de três capítulos homem fica dividido entre o namorado e uma paixão de infância

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Acaba de entrar no catálogo do Looke a minissérie Meus 2 Amores, produção para a TV francesa, exibida originalmente pelo canal ARTE, em três capítulos. Um drama leve que trata das fluidez das relações sexuais e amorosas nos tempos atuais, a partir da história de Hector, um homem divididio entre os dois amores do título.

Aos 35 anos, Hector (François Vincentelli) reencontra sua paixão de infância, Louise (Julia Faure). O encontro faz com que seus sentimentos por ela voltem à tona instantaneamente. Mas tem um problema: ele é gay e tem se relacionado com Jérémie (Olivier Barthélémy) já faz alguns anos.

Hector passa então a levar uma vida dupla, sem saber até quando pode continuar sem tomar uma decisão entre o o namorado e o antigo amor que reaparece. Uma curiosidade é a participação, como atriz, da cantora Yelle (conhecida pela canção A Cause des Garçons), no papel de Marie.

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Under the Dome, baseada em Stephen King, entra na Globoplay

Série combina fantasia, ficção científica e mistérios em três temporadas, já exibidas pelo TNT

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A imaginação de Stephen King serve de base para a série Under the Dome, série produzida entre 2013 e 2014 e exibida aqui pelo canal TNT, mas que agora entra no catálogo da Globoplay. A trama é sobre uma pequena cidade americana que, repentinamente, fica isolada do resto do mundo por uma enorme e misteriosa e indestrutível cúpula transparente.

Mistura de drama, fantasia, ficção científica e mistério, bem ao gosto do escritor, Under the Dome tem nos créditos, além de King, dois nomes de peso: o criador Brian K. Vaughan (roteirista de Lost, que é também quadrinista) e, na produção executiva, Steven Spielberg. Brian deixou a produção “amigavelmente” no início da segunda temporada – foram realizadas três no total.

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A estreia de Under the Dome na Globoplay é oportuna porque, de certa forma, a história traz referências à reclusão a que estamos submetidos atualmente. Isoladas, as pessoas presas dentro da cúpula precisam encontrar maneiras próprias de sobreviver com a diminuição dos recursos e as crescentes tensões, enquanto forças militares, governo e meios de comunicação, fora da barreira, tentam derrubá-la.

O elenco, liderado por Mike Vogel (Quatro Amigas e um Jeans Viajante) e Rachelle Lefèvre (Charmed), conta ainda com uma participação do próprio Stephen King no primeiro episódio da segunda temporada.

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