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Patrick Melrose: entre o cinismo e a tragédia

Minissérie, disponível na Globoplay, conta com magnífica atuação de Benedict Cumberbatch, entre outros trunfos

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Patrick Melrose, minissérie que estreou na Globoplay, é uma drama pesado desde a primeira cena: em Londres, Patrick Melrose (Benedict Cumberbatch, o Doutor Estranho de Os Vingadores) recebe por telefone a notícia da morte do pai exatamente quando acaba de se aplicar heroína. A seringa ainda no braço, de onde escorre sangue.

Atarantado, Patrick ouve a voz do outro lado da linha lhe dizer que ele deverá ir a Nova York para assistir ao funeral do pai e buscar a urna com as cinzas. Todo o primeiro episódio de Patrick Melrose gira em torno dessa súbita e enlouquecida viagem do protagonista. Em todos os sentidos, uma bad trip.

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Patrick é um riquinho inglês viciado em tudo quanto é droga. Heroína, cocaína, anfetamina e o que mais vier. Quando não está alucinado pelo efeito de uma delas, está enlouquecido pela falta, em crises de abstinência. É um homem sem habilidade alguma para o convívio social. E tenta mascarar isso com extremado cinismo.

E isso, se verá adiante, tem a ver com a relação com os pais. O pai, David Melrose (Hugo Weaving, de O Hobbit), é um homem bruto e tirano.  A mãe, Eleanor (Jennifer Jason Leigh, da série Atypical, na Netflix), é uma mulher amedrontada pela violência do marido e, por consequência, ausente na vida do filho.

Baseada em uma série de romances semi-autobiográficos do inglês Edward St Aubyn, Patrick Melrose se estrutura em quatro partes bem definidas, uma por episódio. A primeira em 1982, em Nova York. A segunda, nos anos 1960, na infância do protagonista. A terceira, em 2003, quando Patrick tenta retomar a vida social após longo período longe das drogas. E a quarta, dois anos depois, quando a mãe morre.

O resultado é um drama poderoso, denso e tenso. Patrick Melrose é sobre gente que vive entre a riqueza material e a pobreza de afetos. Os personagens transitam entre casas de campo no sul da França, hotéis e restaurantes de luxo em Londres e Nova York, mas são absolutamente miseráveis no que se refere aos sentimentos que nutrem entre si.

No entanto, antes de ser um conto moral sobre “dinheiro não traz felicidade”, a história de St. Aubyn transposta para a tela pelo diretor alemão Edward Berger (Jack) e pelo escritor e roteirista David Nichols (Um Dia) é um ensaio radical sobre como a miséria humana nem sempre depende de condições materiais.

Não há luxo (nem drogas) que mitigue a agonia de Patrick Melrose, traduzida numa magnífica interpretação de Benedict Cumberbatch, bem acompanhado por um elenco em que se destacam Jennifer Jason Leigh, sempre ótima em papéis de mulheres emocionalmente instáveis, e Hugo Weaving, assustador no papel no pai irascível.

Cumberbatch ganhou indicações a melhor ator no Globo de Ouro e no Emmy, onde Patrick Melrose também concorreu em outras quatro categorias, sem levar nenhuma. Mas bem que mereceu todas as menções.

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Upload suaviza a ideia de horror futurista

Série da Amazon combina humor, romance e aventura em história sobre paraíso artificial onde mortos sobrevivem

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Foto: Amazon Prime Vídeo/Divulgação

Upload, série que estreou este mês na Amazon Prime Vídeo, tem parentesco com Black Mirror. É ambientada no futuro não muito distante e parte de uma situação em que a tecnologia interfere na vida das pessoas de forma assustadora. Mas o clima de horror futurista que guia a série britânica de ficção científica criada por Charlie Brooker aqui se dissolve numa mistura de comédia, romance e aventura.

Criada por Gred Daniels (que tem no currículo roteiros para Simpsons, The Office e a criação de Parks and Recreations, também disponível na Amazon Prime Vídeo), Upload mostra um mundo em que qualquer pessoa, depois de morta, pode continuar vivendo num paraíso virtual. Para isso, basta fazer o upload de sua consciência pouco antes de morrer.

Só que, neste mundo pós-morte, o capitalismo também dá as cartas. Existem paraísos de várias categorias, dos mais simples até os mais luxuosos, como o Lakeview, para onde vai Nathan (Robbie Amell), o protagonista de Upload.  Ainda jovem, ele morre num inexplicável acidente de carro autônomo (carros que se movem sem motorista) e vai para o paraíso luxuoso bancado pela namorada esnobe, Ingrid (Allegra Edwards), que assim passa a ser dona do destino do rapaz.

Só que, ao mesmo em que descobre que o mundo pós-morte virtual não é esse paraíso todo, Nathan se envolve com sua anjo, Nora (Andy Allo). Anjo é como chamam a profissional da companhia de tecnologia responsável pelo Lakeview encarregada de assistir pessoalmente cada cliente. Para ficar junto, porém, Nathan e Nora terão que vencer mais que a distância entre mundo real e artificial e o cerco de Ingrid.

A trama pode até se tornar meio confusa no vai e vem entre uma realidade e outra, mas é simples e um tanto previsível, seja em relação ao romance do casal de protagonistas, seja quanto à trama que envolve o aparente assassinado de Nathan. Dessa forma, Upload dissolve a premissa à Black Mirror, tornando-se entretenimento leve, ou o tanto quanto é possível ao tratar de um tema sempre difícil como o da morte.

Uma segunda temporada de Upload já está confirmada.

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Bissexualidade é tema de Meus 2 Amores, no Looke

Na minissérie francesa de três capítulos homem fica dividido entre o namorado e uma paixão de infância

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Acaba de entrar no catálogo do Looke a minissérie Meus 2 Amores, produção para a TV francesa, exibida originalmente pelo canal ARTE, em três capítulos. Um drama leve que trata das fluidez das relações sexuais e amorosas nos tempos atuais, a partir da história de Hector, um homem divididio entre os dois amores do título.

Aos 35 anos, Hector (François Vincentelli) reencontra sua paixão de infância, Louise (Julia Faure). O encontro faz com que seus sentimentos por ela voltem à tona instantaneamente. Mas tem um problema: ele é gay e tem se relacionado com Jérémie (Olivier Barthélémy) já faz alguns anos.

Hector passa então a levar uma vida dupla, sem saber até quando pode continuar sem tomar uma decisão entre o o namorado e o antigo amor que reaparece. Uma curiosidade é a participação, como atriz, da cantora Yelle (conhecida pela canção A Cause des Garçons), no papel de Marie.

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Under the Dome, baseada em Stephen King, entra na Globoplay

Série combina fantasia, ficção científica e mistérios em três temporadas, já exibidas pelo TNT

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A imaginação de Stephen King serve de base para a série Under the Dome, série produzida entre 2013 e 2014 e exibida aqui pelo canal TNT, mas que agora entra no catálogo da Globoplay. A trama é sobre uma pequena cidade americana que, repentinamente, fica isolada do resto do mundo por uma enorme e misteriosa e indestrutível cúpula transparente.

Mistura de drama, fantasia, ficção científica e mistério, bem ao gosto do escritor, Under the Dome tem nos créditos, além de King, dois nomes de peso: o criador Brian K. Vaughan (roteirista de Lost, que é também quadrinista) e, na produção executiva, Steven Spielberg. Brian deixou a produção “amigavelmente” no início da segunda temporada – foram realizadas três no total.

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A estreia de Under the Dome na Globoplay é oportuna porque, de certa forma, a história traz referências à reclusão a que estamos submetidos atualmente. Isoladas, as pessoas presas dentro da cúpula precisam encontrar maneiras próprias de sobreviver com a diminuição dos recursos e as crescentes tensões, enquanto forças militares, governo e meios de comunicação, fora da barreira, tentam derrubá-la.

O elenco, liderado por Mike Vogel (Quatro Amigas e um Jeans Viajante) e Rachelle Lefèvre (Charmed), conta ainda com uma participação do próprio Stephen King no primeiro episódio da segunda temporada.

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