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Séries

O Escolhido é uma mistura de terror B e ilha de Lost

Série brasileira na Netflix tem exageros e defeitos que acabam por tornar divertida a experiência de assisti-la

Planeta Flix

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Foto: Netflix/Divulgação

O Escolhido, série brasileira que estreou na Netflix, é uma espécie de terror B ambientado na ilha de Lost.  Beira o trash, não se sabe se involuntariamente. Mas os defeitos acabam tornando divertida a experiência de assistir a uma história que tende a ser sombria e pesada, ao tratar de fanatismo religioso em confronto com a medicina.

Três médicos, a mato-grossense Lúcia (Paloma Bernardi), o gaúcho Enzo (Gutto Szuster) e o carioca Damião (Pedro Caetano), recebem a missão de vacinar a população de vilarejos do Pantanal. Num deles, Aguazul, enfrentam uma forte resistência. Os moradores alegam que não precisam de medicina porque ali ninguém fica doente.

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Os dois primeiros episódios têm tom quase didático, reiterando a necessidade da vacinação. Parece produção publicitária do Ministério da Saúde. Mas o clima vai ficando cada vez mais estranho e o trio descobre que está em meio a um grupo de fanáticos religiosos comandado por um homem chamado de O Escolhido (Renan Tenca).

A partir do terceiro episódio, o didatismo e as belas imagens do Pantanal vão sendo substituídos por sequências bizarras, com rituais estranhos, mortes, violência, muita correria e mistério em meio à mata – daí a lembrança de Lost – ou em barcos rio acima e rio abaixo.

Cenas noturnas e diurnas se alternam sem muita lógica, no imbroglio que envolve ainda um líder da comunidade, Mateus (Mariano Mattos Martins), com que a médica Lúcia acaba se envolvendo romanticamente, e uma estrangeira de aparência fantasmagórica, Angelina (Alli Willow), que se apresenta como “a vida” d’O Escolhido.

Não faltam diálogos e interpretações ruins. Mas os “atores” que fazem os indígenas chegam a ser hilários de tão tacanhos no desempenho. Pior é que, mesmo assim, fica difícil não acompanhar O Escolhido até o sexto episódio da primeira temporada  para saber afinal de onde vem todo mistério e se o trio de médicos vai, enfim, se safar.

Realizada pela produtora Mixer Fimes, que fez O Negócio, para a HBO, Rio Heroes, para o Fox, e Escola de Gênios, do Gloob, O Escolhido é dirigida por Michel Tikhomiroff (de O Negócio e do filme Confia em Mim, também disponível na Netflix). Toda essa experiência, no entanto, aqui não parece contar muito.

O Escolhido perde assim a chance de ser uma boa série de suspense a partir de uma causa social — o confronto entre religião e medicina –, na linha de Aruanas, que estreou na Globoplay e trata da questão ambiental em ritmo de aventura, com direito a tomadas aéreas da selva Amazônica para vender como cartão postal no mercado estrangeiro.

Séries

Upload suaviza a ideia de horror futurista

Série da Amazon combina humor, romance e aventura em história sobre paraíso artificial onde mortos sobrevivem

Planeta Flix

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Foto: Amazon Prime Vídeo/Divulgação

Upload, série que estreou este mês na Amazon Prime Vídeo, tem parentesco com Black Mirror. É ambientada no futuro não muito distante e parte de uma situação em que a tecnologia interfere na vida das pessoas de forma assustadora. Mas o clima de horror futurista que guia a série britânica de ficção científica criada por Charlie Brooker aqui se dissolve numa mistura de comédia, romance e aventura.

Criada por Gred Daniels (que tem no currículo roteiros para Simpsons, The Office e a criação de Parks and Recreations, também disponível na Amazon Prime Vídeo), Upload mostra um mundo em que qualquer pessoa, depois de morta, pode continuar vivendo num paraíso virtual. Para isso, basta fazer o upload de sua consciência pouco antes de morrer.

Só que, neste mundo pós-morte, o capitalismo também dá as cartas. Existem paraísos de várias categorias, dos mais simples até os mais luxuosos, como o Lakeview, para onde vai Nathan (Robbie Amell), o protagonista de Upload.  Ainda jovem, ele morre num inexplicável acidente de carro autônomo (carros que se movem sem motorista) e vai para o paraíso luxuoso bancado pela namorada esnobe, Ingrid (Allegra Edwards), que assim passa a ser dona do destino do rapaz.

Só que, ao mesmo em que descobre que o mundo pós-morte virtual não é esse paraíso todo, Nathan se envolve com sua anjo, Nora (Andy Allo). Anjo é como chamam a profissional da companhia de tecnologia responsável pelo Lakeview encarregada de assistir pessoalmente cada cliente. Para ficar junto, porém, Nathan e Nora terão que vencer mais que a distância entre mundo real e artificial e o cerco de Ingrid.

A trama pode até se tornar meio confusa no vai e vem entre uma realidade e outra, mas é simples e um tanto previsível, seja em relação ao romance do casal de protagonistas, seja quanto à trama que envolve o aparente assassinado de Nathan. Dessa forma, Upload dissolve a premissa à Black Mirror, tornando-se entretenimento leve, ou o tanto quanto é possível ao tratar de um tema sempre difícil como o da morte.

Uma segunda temporada de Upload já está confirmada.

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Séries

Bissexualidade é tema de Meus 2 Amores, no Looke

Na minissérie francesa de três capítulos homem fica dividido entre o namorado e uma paixão de infância

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Acaba de entrar no catálogo do Looke a minissérie Meus 2 Amores, produção para a TV francesa, exibida originalmente pelo canal ARTE, em três capítulos. Um drama leve que trata das fluidez das relações sexuais e amorosas nos tempos atuais, a partir da história de Hector, um homem divididio entre os dois amores do título.

Aos 35 anos, Hector (François Vincentelli) reencontra sua paixão de infância, Louise (Julia Faure). O encontro faz com que seus sentimentos por ela voltem à tona instantaneamente. Mas tem um problema: ele é gay e tem se relacionado com Jérémie (Olivier Barthélémy) já faz alguns anos.

Hector passa então a levar uma vida dupla, sem saber até quando pode continuar sem tomar uma decisão entre o o namorado e o antigo amor que reaparece. Uma curiosidade é a participação, como atriz, da cantora Yelle (conhecida pela canção A Cause des Garçons), no papel de Marie.

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Under the Dome, baseada em Stephen King, entra na Globoplay

Série combina fantasia, ficção científica e mistérios em três temporadas, já exibidas pelo TNT

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A imaginação de Stephen King serve de base para a série Under the Dome, série produzida entre 2013 e 2014 e exibida aqui pelo canal TNT, mas que agora entra no catálogo da Globoplay. A trama é sobre uma pequena cidade americana que, repentinamente, fica isolada do resto do mundo por uma enorme e misteriosa e indestrutível cúpula transparente.

Mistura de drama, fantasia, ficção científica e mistério, bem ao gosto do escritor, Under the Dome tem nos créditos, além de King, dois nomes de peso: o criador Brian K. Vaughan (roteirista de Lost, que é também quadrinista) e, na produção executiva, Steven Spielberg. Brian deixou a produção “amigavelmente” no início da segunda temporada – foram realizadas três no total.

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A estreia de Under the Dome na Globoplay é oportuna porque, de certa forma, a história traz referências à reclusão a que estamos submetidos atualmente. Isoladas, as pessoas presas dentro da cúpula precisam encontrar maneiras próprias de sobreviver com a diminuição dos recursos e as crescentes tensões, enquanto forças militares, governo e meios de comunicação, fora da barreira, tentam derrubá-la.

O elenco, liderado por Mike Vogel (Quatro Amigas e um Jeans Viajante) e Rachelle Lefèvre (Charmed), conta ainda com uma participação do próprio Stephen King no primeiro episódio da segunda temporada.

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