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Séries

Crônicas de San Francisco: volta mais do que justificada

Nova produção mantém o encanto e atualiza o interesse da história baseada na obra de Armistead Maupin

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Foto: Netflix/Divulgação

Crônicas de San Francisco, minissérie em cartaz na Netflix, é a terceira realizada a partir da obra do escritor Armistead Maupin. Em 1993, teve Tales of the City e em 1998,  More Tales of the City. E a insistência em retomar os excêntricos personagens da história original, tanto tempo depois, em vez de parecer um excesso, é mais do que justificada.

À frente desta nova produção, Lauren Morelli (também roteirista de Orange is The New Black) consegue manter o interesse nos tipos humanos que transitam por Barbary Lane. E as discussões sobre família, afeto, realização, aceitação suscitadas por seus dramas nunca pareceram tão atuais e mais que necessárias.

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Crônicas de San Francisco se passa 20 anos após More Tales of the City. Mary Ann (Laura Linney), que havia abandonado o ex-marido Brian (Paul Gross) e a filha Shawna (Ellen Page) para se dedicar a carreira, retorna a São Francisco. Vem acompanhada do atual marido, mas está vivendo uma profunda crise no casamento.

Apesar das referências a fatos passados, não há nenhuma necessidade de ter assistido às minisséries anteriores para acompanhar, se envolver e se emocionar com esta nova sequência. Crônicas de San Francisco mantém o foco em duas personagens-chave da história, Anna Madrigal (Olympia Dukakis) e Mary Ann, mas cria novos tipos e novos conflitos.

Um dos mais interessantes é o do casal Jake (Garcia) e Margot (May Hong). Jake é um homem trans, mas começou a namorar Margot quando ainda era mulher. Margot aceitou a transição da companheira, agora, no entanto, enfrenta um dilema porque sente saudade dela como era. Jake, por sua vez, descobre que sente atração também por homens.

Histórias como essa e discussões sobre, por exemplo, o uso de termos politicamente corretos, trazem Crônicas de San Francisco para bem perto de nós, do momento presente. Nem por isso se afasta da obra de Armistead Maupin, que tem como grande objetivo e mérito fazer uma crônica afetuosa, mas sem concessões, da vida na cidade que é uma referência mundial do movimento pelos direitos dos homossexuais.

Movimento esse que tem em Armistead Maupin um grande ativista. Aliás, para conhecer melhor a trajetória do autor e o contexto em que ele escreveu Tales of the City, é imprescindível assistir ao excelente documentário The Untold Tales of Armistead Maupin, também disponível na Netflix.

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Upload suaviza a ideia de horror futurista

Série da Amazon combina humor, romance e aventura em história sobre paraíso artificial onde mortos sobrevivem

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Foto: Amazon Prime Vídeo/Divulgação

Upload, série que estreou este mês na Amazon Prime Vídeo, tem parentesco com Black Mirror. É ambientada no futuro não muito distante e parte de uma situação em que a tecnologia interfere na vida das pessoas de forma assustadora. Mas o clima de horror futurista que guia a série britânica de ficção científica criada por Charlie Brooker aqui se dissolve numa mistura de comédia, romance e aventura.

Criada por Gred Daniels (que tem no currículo roteiros para Simpsons, The Office e a criação de Parks and Recreations, também disponível na Amazon Prime Vídeo), Upload mostra um mundo em que qualquer pessoa, depois de morta, pode continuar vivendo num paraíso virtual. Para isso, basta fazer o upload de sua consciência pouco antes de morrer.

Só que, neste mundo pós-morte, o capitalismo também dá as cartas. Existem paraísos de várias categorias, dos mais simples até os mais luxuosos, como o Lakeview, para onde vai Nathan (Robbie Amell), o protagonista de Upload.  Ainda jovem, ele morre num inexplicável acidente de carro autônomo (carros que se movem sem motorista) e vai para o paraíso luxuoso bancado pela namorada esnobe, Ingrid (Allegra Edwards), que assim passa a ser dona do destino do rapaz.

Só que, ao mesmo em que descobre que o mundo pós-morte virtual não é esse paraíso todo, Nathan se envolve com sua anjo, Nora (Andy Allo). Anjo é como chamam a profissional da companhia de tecnologia responsável pelo Lakeview encarregada de assistir pessoalmente cada cliente. Para ficar junto, porém, Nathan e Nora terão que vencer mais que a distância entre mundo real e artificial e o cerco de Ingrid.

A trama pode até se tornar meio confusa no vai e vem entre uma realidade e outra, mas é simples e um tanto previsível, seja em relação ao romance do casal de protagonistas, seja quanto à trama que envolve o aparente assassinado de Nathan. Dessa forma, Upload dissolve a premissa à Black Mirror, tornando-se entretenimento leve, ou o tanto quanto é possível ao tratar de um tema sempre difícil como o da morte.

Uma segunda temporada de Upload já está confirmada.

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Bissexualidade é tema de Meus 2 Amores, no Looke

Na minissérie francesa de três capítulos homem fica dividido entre o namorado e uma paixão de infância

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Acaba de entrar no catálogo do Looke a minissérie Meus 2 Amores, produção para a TV francesa, exibida originalmente pelo canal ARTE, em três capítulos. Um drama leve que trata das fluidez das relações sexuais e amorosas nos tempos atuais, a partir da história de Hector, um homem divididio entre os dois amores do título.

Aos 35 anos, Hector (François Vincentelli) reencontra sua paixão de infância, Louise (Julia Faure). O encontro faz com que seus sentimentos por ela voltem à tona instantaneamente. Mas tem um problema: ele é gay e tem se relacionado com Jérémie (Olivier Barthélémy) já faz alguns anos.

Hector passa então a levar uma vida dupla, sem saber até quando pode continuar sem tomar uma decisão entre o o namorado e o antigo amor que reaparece. Uma curiosidade é a participação, como atriz, da cantora Yelle (conhecida pela canção A Cause des Garçons), no papel de Marie.

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Under the Dome, baseada em Stephen King, entra na Globoplay

Série combina fantasia, ficção científica e mistérios em três temporadas, já exibidas pelo TNT

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A imaginação de Stephen King serve de base para a série Under the Dome, série produzida entre 2013 e 2014 e exibida aqui pelo canal TNT, mas que agora entra no catálogo da Globoplay. A trama é sobre uma pequena cidade americana que, repentinamente, fica isolada do resto do mundo por uma enorme e misteriosa e indestrutível cúpula transparente.

Mistura de drama, fantasia, ficção científica e mistério, bem ao gosto do escritor, Under the Dome tem nos créditos, além de King, dois nomes de peso: o criador Brian K. Vaughan (roteirista de Lost, que é também quadrinista) e, na produção executiva, Steven Spielberg. Brian deixou a produção “amigavelmente” no início da segunda temporada – foram realizadas três no total.

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A estreia de Under the Dome na Globoplay é oportuna porque, de certa forma, a história traz referências à reclusão a que estamos submetidos atualmente. Isoladas, as pessoas presas dentro da cúpula precisam encontrar maneiras próprias de sobreviver com a diminuição dos recursos e as crescentes tensões, enquanto forças militares, governo e meios de comunicação, fora da barreira, tentam derrubá-la.

O elenco, liderado por Mike Vogel (Quatro Amigas e um Jeans Viajante) e Rachelle Lefèvre (Charmed), conta ainda com uma participação do próprio Stephen King no primeiro episódio da segunda temporada.

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