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Crítica/ Ultravioleta vai além do clichê das séries policiais

Na produção polonesa, pessoas comuns usam internet para resolver casos que a polícia não consegue solucionar

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Foto: Netflix/Divulgação

A série polonesa Ultravioleta, que estreou na Netflix, consegue até certo ponto fugir do esquema repetitivo das séries policiais que têm chegado ao serviço de streaming — geralmente, uma dupla detetive/policial que investiga um crime num lugar meio sombrio e tem que enfrentar, no caminho, pessoas esquisitas que falam pouco.

Ultravioleta começa a inovar pela protagonista, Ola Serafin (Marta Nieradkiewicz), uma motorista de Uber, inconformada com o fato de o assassinato do irmão, pela mulher dele, ter sido considerado pela Justiça e pela polícia como legítima defesa.

Enquanto lida com a mãe, traumatizada pela perda do filho, e dirige seu carro (sem preocupação de obter altas avaliações dos passageiros), Ola busca um meio de esclarecer a morte do irmão. Acaba encontrando um grupo, chamado UV (Ultravioleta), de pessoas comuns que usam a internet para solucionar casos que a polícia não resolve.

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E a utilização da tecnologia é que destaca a série das demais do gênero e lhe dá um toque Black Mirror. Um garoto nerd, um funcionário de aeroporto e duas amigas que fazem tutoriais de moda/beleza conseguem fuçar redes sociais e outros recursos virtuais de forma genial para encontrar as pistas que faltam no mundo real. E tudo é plausível.

O tom atormentado e rebelde de Ola talvez cause algum dèja-vu, mas é bem interessante a forma como ela agrega em torno dela o pessoal da UV, o policial Michal Holender (Sebastian Fabijanski) e um amigo da família, Henryk Bak (Marek Kalita), especialista em motores, para investigar os casos que surgem.

Baseada em livro americano, ação é transposta para a cidade Lodz, na Polônia (Foto: Netflix/Divulgação)

Como Ultravioleta conta um caso a cada episódio, com começo, meio e fim, os roteiristas têm que ser criativos para inventar uma forma de fazer Ola, que é uma “investigadora voluntária”, digamos, acabe entrando na história para ajudar a polícia — que se beneficia das participações dela mas ainda a olha com desdém.

Ultravioleta é inspirada no livro The Skeleton Crew, da americana Deborah Halber, mas transpõe a ação para a cidade de Lodz, a 130km de Varsóvia e terceira localidade mais populosa da Polônia. Foi produzida originalmente para o canal AXN na Polônia.

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Upload suaviza a ideia de horror futurista

Série da Amazon combina humor, romance e aventura em história sobre paraíso artificial onde mortos sobrevivem

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Foto: Amazon Prime Vídeo/Divulgação

Upload, série que estreou este mês na Amazon Prime Vídeo, tem parentesco com Black Mirror. É ambientada no futuro não muito distante e parte de uma situação em que a tecnologia interfere na vida das pessoas de forma assustadora. Mas o clima de horror futurista que guia a série britânica de ficção científica criada por Charlie Brooker aqui se dissolve numa mistura de comédia, romance e aventura.

Criada por Gred Daniels (que tem no currículo roteiros para Simpsons, The Office e a criação de Parks and Recreations, também disponível na Amazon Prime Vídeo), Upload mostra um mundo em que qualquer pessoa, depois de morta, pode continuar vivendo num paraíso virtual. Para isso, basta fazer o upload de sua consciência pouco antes de morrer.

Só que, neste mundo pós-morte, o capitalismo também dá as cartas. Existem paraísos de várias categorias, dos mais simples até os mais luxuosos, como o Lakeview, para onde vai Nathan (Robbie Amell), o protagonista de Upload.  Ainda jovem, ele morre num inexplicável acidente de carro autônomo (carros que se movem sem motorista) e vai para o paraíso luxuoso bancado pela namorada esnobe, Ingrid (Allegra Edwards), que assim passa a ser dona do destino do rapaz.

Só que, ao mesmo em que descobre que o mundo pós-morte virtual não é esse paraíso todo, Nathan se envolve com sua anjo, Nora (Andy Allo). Anjo é como chamam a profissional da companhia de tecnologia responsável pelo Lakeview encarregada de assistir pessoalmente cada cliente. Para ficar junto, porém, Nathan e Nora terão que vencer mais que a distância entre mundo real e artificial e o cerco de Ingrid.

A trama pode até se tornar meio confusa no vai e vem entre uma realidade e outra, mas é simples e um tanto previsível, seja em relação ao romance do casal de protagonistas, seja quanto à trama que envolve o aparente assassinado de Nathan. Dessa forma, Upload dissolve a premissa à Black Mirror, tornando-se entretenimento leve, ou o tanto quanto é possível ao tratar de um tema sempre difícil como o da morte.

Uma segunda temporada de Upload já está confirmada.

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Bissexualidade é tema de Meus 2 Amores, no Looke

Na minissérie francesa de três capítulos homem fica dividido entre o namorado e uma paixão de infância

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Acaba de entrar no catálogo do Looke a minissérie Meus 2 Amores, produção para a TV francesa, exibida originalmente pelo canal ARTE, em três capítulos. Um drama leve que trata das fluidez das relações sexuais e amorosas nos tempos atuais, a partir da história de Hector, um homem divididio entre os dois amores do título.

Aos 35 anos, Hector (François Vincentelli) reencontra sua paixão de infância, Louise (Julia Faure). O encontro faz com que seus sentimentos por ela voltem à tona instantaneamente. Mas tem um problema: ele é gay e tem se relacionado com Jérémie (Olivier Barthélémy) já faz alguns anos.

Hector passa então a levar uma vida dupla, sem saber até quando pode continuar sem tomar uma decisão entre o o namorado e o antigo amor que reaparece. Uma curiosidade é a participação, como atriz, da cantora Yelle (conhecida pela canção A Cause des Garçons), no papel de Marie.

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Under the Dome, baseada em Stephen King, entra na Globoplay

Série combina fantasia, ficção científica e mistérios em três temporadas, já exibidas pelo TNT

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A imaginação de Stephen King serve de base para a série Under the Dome, série produzida entre 2013 e 2014 e exibida aqui pelo canal TNT, mas que agora entra no catálogo da Globoplay. A trama é sobre uma pequena cidade americana que, repentinamente, fica isolada do resto do mundo por uma enorme e misteriosa e indestrutível cúpula transparente.

Mistura de drama, fantasia, ficção científica e mistério, bem ao gosto do escritor, Under the Dome tem nos créditos, além de King, dois nomes de peso: o criador Brian K. Vaughan (roteirista de Lost, que é também quadrinista) e, na produção executiva, Steven Spielberg. Brian deixou a produção “amigavelmente” no início da segunda temporada – foram realizadas três no total.

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A estreia de Under the Dome na Globoplay é oportuna porque, de certa forma, a história traz referências à reclusão a que estamos submetidos atualmente. Isoladas, as pessoas presas dentro da cúpula precisam encontrar maneiras próprias de sobreviver com a diminuição dos recursos e as crescentes tensões, enquanto forças militares, governo e meios de comunicação, fora da barreira, tentam derrubá-la.

O elenco, liderado por Mike Vogel (Quatro Amigas e um Jeans Viajante) e Rachelle Lefèvre (Charmed), conta ainda com uma participação do próprio Stephen King no primeiro episódio da segunda temporada.

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