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Crítica/ A Casa das Flores detona hipocrisia familiar

Com humor ácido, série mexicana exalta contradições humanas e debocha dos preconceitos da classe média

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Foto: Netflix/Divulgação

A Casa das Flores, série mexicana que estreou na Netflix, é explosiva em muitos sentidos. Já começa causando impacto, com uma cena de suicídio e uma belíssima abertura. Na sequência, o primeiro episódio traz, em pouco mais de 30 minutos, uma alucinada sucessão de acontecimentos ao longo de uma festa.

É a comemoração de aniversário de Ernesto (Arturo Rios), patriarca da família La Mora, proprietária de uma luxuosa floricultura, A Casa das Flores. Os La Mora são tidos socialmente como a família perfeita, graças aos esforços da mãe, Virgínia (Verônica Castro), para manter aparências.

Um parêntese: a atriz Verônica Castro ficou conhecida por aqui nos anos 1970 e 1980, por protagonizar folhetins mexicanos exibidos pelo SBT, como Os Ricos Também Choram (1979), O Direito de Nascer (1981) e Rosa Selvagem (1988).

Virgínia é a encarnação perfeita daquela “gente de bem” carregada de preconceitos e hipocrisia, com habilidade para esconder da sociedade o que acredita que não deveria existir. E esse é o alvo de A Casa das Flores, o que é deixado evidente logo de saída, quando a festa rola solta no jardim da mansão, enquanto a amante se suicida lá dentro.

Ernesto porém, logo ficamos sabendo, tem não só duas mulheres, mas duas Casa das Flores, a floricultura e a outra… Um cabaré com shows de travestir. E aos poucos ficamos sabendo também que não é só ele que leva vida dupla. O filho Julián (Dario Yazbek Bernal), por exemplo, se divide entre a namorada e o consultor financeiro da família.

Privalia

Quem dirige A Casa das Flores é Manolo Caro, de quem a Netflix tem no acervo dois ótimos filmes de comédia, A Vida Imoral do Casal Ideal e Elvira (Te Daria Minha Vida mas Estou Usando-a). Caro não nega que a admiração por Almodóvar. Sua forma de retratar o ser humano é tem a mesma acidez, sensibilidade e colorido do diretor espanhol.

E tudo isso favorece a série original da Netflix. A Casa das Flores tem elementos de folhetim e de comédia vaudeville, mas trata os personagens com afeto, mesmo quando seus atos são reprováveis. Até Virgínia, que poderia ser uma vilã de novela antiga, recebe essa condescência.

A Casa das Flores é diversão pura, mas deixa o que pensar. Manolo Caro usa o humor para mostrar que entre dois universos, o da fina floricultura e o do caliente cabaré, a vida é repleta de nuances e contradições que é justamente o que a torna mais interessante.

E uma observação: reparem como Cecilia Suárez, que faz a filha mais velha, Paulina, é a cara da Marina Person. Cecília também pode ser vista (ótima!) no filme Elvira.

Séries

Upload suaviza a ideia de horror futurista

Série da Amazon combina humor, romance e aventura em história sobre paraíso artificial onde mortos sobrevivem

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Foto: Amazon Prime Vídeo/Divulgação

Upload, série que estreou este mês na Amazon Prime Vídeo, tem parentesco com Black Mirror. É ambientada no futuro não muito distante e parte de uma situação em que a tecnologia interfere na vida das pessoas de forma assustadora. Mas o clima de horror futurista que guia a série britânica de ficção científica criada por Charlie Brooker aqui se dissolve numa mistura de comédia, romance e aventura.

Criada por Gred Daniels (que tem no currículo roteiros para Simpsons, The Office e a criação de Parks and Recreations, também disponível na Amazon Prime Vídeo), Upload mostra um mundo em que qualquer pessoa, depois de morta, pode continuar vivendo num paraíso virtual. Para isso, basta fazer o upload de sua consciência pouco antes de morrer.

Só que, neste mundo pós-morte, o capitalismo também dá as cartas. Existem paraísos de várias categorias, dos mais simples até os mais luxuosos, como o Lakeview, para onde vai Nathan (Robbie Amell), o protagonista de Upload.  Ainda jovem, ele morre num inexplicável acidente de carro autônomo (carros que se movem sem motorista) e vai para o paraíso luxuoso bancado pela namorada esnobe, Ingrid (Allegra Edwards), que assim passa a ser dona do destino do rapaz.

Só que, ao mesmo em que descobre que o mundo pós-morte virtual não é esse paraíso todo, Nathan se envolve com sua anjo, Nora (Andy Allo). Anjo é como chamam a profissional da companhia de tecnologia responsável pelo Lakeview encarregada de assistir pessoalmente cada cliente. Para ficar junto, porém, Nathan e Nora terão que vencer mais que a distância entre mundo real e artificial e o cerco de Ingrid.

A trama pode até se tornar meio confusa no vai e vem entre uma realidade e outra, mas é simples e um tanto previsível, seja em relação ao romance do casal de protagonistas, seja quanto à trama que envolve o aparente assassinado de Nathan. Dessa forma, Upload dissolve a premissa à Black Mirror, tornando-se entretenimento leve, ou o tanto quanto é possível ao tratar de um tema sempre difícil como o da morte.

Uma segunda temporada de Upload já está confirmada.

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Bissexualidade é tema de Meus 2 Amores, no Looke

Na minissérie francesa de três capítulos homem fica dividido entre o namorado e uma paixão de infância

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Acaba de entrar no catálogo do Looke a minissérie Meus 2 Amores, produção para a TV francesa, exibida originalmente pelo canal ARTE, em três capítulos. Um drama leve que trata das fluidez das relações sexuais e amorosas nos tempos atuais, a partir da história de Hector, um homem divididio entre os dois amores do título.

Aos 35 anos, Hector (François Vincentelli) reencontra sua paixão de infância, Louise (Julia Faure). O encontro faz com que seus sentimentos por ela voltem à tona instantaneamente. Mas tem um problema: ele é gay e tem se relacionado com Jérémie (Olivier Barthélémy) já faz alguns anos.

Hector passa então a levar uma vida dupla, sem saber até quando pode continuar sem tomar uma decisão entre o o namorado e o antigo amor que reaparece. Uma curiosidade é a participação, como atriz, da cantora Yelle (conhecida pela canção A Cause des Garçons), no papel de Marie.

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Under the Dome, baseada em Stephen King, entra na Globoplay

Série combina fantasia, ficção científica e mistérios em três temporadas, já exibidas pelo TNT

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A imaginação de Stephen King serve de base para a série Under the Dome, série produzida entre 2013 e 2014 e exibida aqui pelo canal TNT, mas que agora entra no catálogo da Globoplay. A trama é sobre uma pequena cidade americana que, repentinamente, fica isolada do resto do mundo por uma enorme e misteriosa e indestrutível cúpula transparente.

Mistura de drama, fantasia, ficção científica e mistério, bem ao gosto do escritor, Under the Dome tem nos créditos, além de King, dois nomes de peso: o criador Brian K. Vaughan (roteirista de Lost, que é também quadrinista) e, na produção executiva, Steven Spielberg. Brian deixou a produção “amigavelmente” no início da segunda temporada – foram realizadas três no total.

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A estreia de Under the Dome na Globoplay é oportuna porque, de certa forma, a história traz referências à reclusão a que estamos submetidos atualmente. Isoladas, as pessoas presas dentro da cúpula precisam encontrar maneiras próprias de sobreviver com a diminuição dos recursos e as crescentes tensões, enquanto forças militares, governo e meios de comunicação, fora da barreira, tentam derrubá-la.

O elenco, liderado por Mike Vogel (Quatro Amigas e um Jeans Viajante) e Rachelle Lefèvre (Charmed), conta ainda com uma participação do próprio Stephen King no primeiro episódio da segunda temporada.

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