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Séries

Como assistir Gianni Versace na ordem cronológica

Se você se embaralhou no vaivém no tempo de The Assassination of Gianni Versace, faça sua própria edição

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Foto: Netflix/Divulgação

The Assassination of Gianni Versace, a segunda temporada da série The American Crime Story, é sem dúvida uma produção cheia de qualidades. Mas, cá pra nós, precisava mesmo uma narrativa toda embaralhada, indo e vindo no tempo sem que isso seja fundamental para a trama?

Bom, se você está entre os que se incomodaram com esse detalhe, rebele-se. Faça sua própria edição e assista a história do começo, antes de passar pelo meio e pelo fim. Exatamente, existe uma ordem de episódios que vai tornar muito mais fácil a compreensão da história.

Anote aí: comece pelo episódio 8, que narra fatos da infância de Versace e da vida do assassino Andre Cunaham nos anos 1980, depois vá para o 7, ambientado em 1992, e depois siga na ordem 5 (1995), 6 (1996), 4, 3, 2, 1 e 9 (todos em 1997, no período que antecede o assassinato de Gianni Versace e a caça ao autor dos disparos.

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Série The ABC Murders só tem um problema: é curta

Adaptação do livro de Agatha Christie estreou na Globoplay. Primeira temporada tem apenas três episódios

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Foto: Netflix/Divulgação

The ABC Murders, série adaptada de livro de Agatha Christie, estreou na Globoplay. Uma pena é que a primeira temporada tenha apenas três episódios. Se for para ter uma segunda com outros três, por que não fazer uma série limitada e apresentar tudo de uma vez? Bom, mas, tirando esse detalhe, a série é sensacional.

John Malkovich está ótimo como sempre na pele de um Hercule Poirot meio sorumbático, amargurado pelo ostracismo, bem acompanhado por Eamon Farren, que dá um show na pele do atormentado Alexander Cust, e por Rupert Grint (o ruivinho de Harry Potter, agora adulto), como o inseguro inspetor Crome.

Nesta parte inicial, The ABC Murders é amparada nesses três personagens. Trata-se de uma história atípica na obra de Agatha Christie, pois não gira em torno de um assassinato e da pergunta clássica “quem matou?”. Desta vez, o detetive Hercule Poirot enfrenta um assassino em série, que o provoca direta e pessoalmente.

Ele antecipa cada crime enviando uma carta para Hercule Poirot avisando a cidade onde ocorrerá. Segue uma ordem alfabética tanto nos nomes das cidades quanto nos das vítimas. Isso justo quando Poirot está em plena decadência e sem muito crédito junto à Scotland Yard.

Seu amigo inspetor Japp (Kevin McNally) se aposentou e foi substituído pelo jovem Crome, que tem um pé atrás com o velho detetive. Engraçado é a ironia que se faz o tempo todo com o envolvimento do personagem com o luxo e a frivolidade de gente rica nas suas histórias mais conhecidas.

O assassino começa por provocar Poirot justamente tocando-o em sua vaidade. Mas The ABC Murders também vai evocar mistérios sobre o passado do próprio Hercule Poirot. O que ele fazia antes de se tornar detetive, Crome quer saber, e nós, espectadores também. Mas o segredo se mantém pelos três episódios.

A adaptação corre livre sobre a obra original, imprimindo um pouco mais de violência e clima sombrio. Lembra, às vezes, a ótima O Alienista, mas perde justamente pela quebra precoce na narrativa, com a divisão em duas temporadas.

Vale ressaltar ainda a recriação da Londres dos anos 1930, impecável — a qualidade da produção se revela, aliás, já na fantástica abertura, em que estruturas de ferro vão se misturando para dar origem a uma grande figura humana.

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Love, Death + Robots é uma ótima antologia de animação

Série criada por Tim Miller (Deadpool) reúne 16 curtas de diversos técnicas e gêneros, entre eles algumas obras-primas

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Love, Death + Robots, na Netflix, é imperdível, principalmente para quem curte história em quadrinhos. A série é uma antologia de 16 curtas animados, de diferentes gêneros, mas com predominância da ficção científica, realizados por diversos diretores, sob tutela de Tim Miller, diretor de Deadpool e criador dos efeitos especiais de Avatar.

Há um ou outro filme não tão empolgante — um deles é o segundo episódio, Os Três Robôs, de Víctor Maldonado e Alfredo Torres, que é simplesmente chato, com seu excesso de fala e pouca ação. Mas, no geral, os trabalhos são sensacionais, a começar pelo primeiro episódio, A Vantagem de Sony, de Dave Wilson e Gabriele Pennacchioli.

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A estilosa história futurista, com muita violência e um toque de erotismo, anuncia que o que virá são boas histórias em quadrinhos em movimento. Promessa que se cumpre muitas vezes ao longo dessa primeira temporada de Love, Death + Robots.

Dá para citar pelo menos duas obras-primas: A Testemunha (episódio 3), de Alberto Mielgo, trama intrigante em um desenho absolutamente deslumbrante, e Boa Caçada (episódio 8, foto no alto), de Oliver Thomas, ambientada numa China em que tradição e modernidade se confrontam.

David Fincher figura como produtor executivo de Love, Death + Robots, o que dá um crédito a mais para a série, mas nem precisa. A criação de Tim Miller tem muitas qualidades que justificam por si só o lançamento de uma segunda, terceira, quarta, quinta temporada…

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Campeões trata de tema tabu com humor e inteligência

Sitcom da Netflix tem como protagonista um simpático garoto de 12 anos, homossexual sem dramas e com muita pinta

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Campeões, série disponível na Netflix, é tudo que uma boa e típica sitcom americana deve ser. Tem diálogos rápidos e inteligentes, ironias sobre comportamentos do cotidiano e personagens simpáticos. Mas dá um passinho adiante ao retratar um personagem homossexual.

O protagonista, Michael Patel (Josie Totah), é um menino de 12 anos, que ainda nem se importa para as coisas do sexo, mas que é claramente homossexual. O garoto dá muita pinta, adora as divas e tudo que é referência da cultura gay. Josie Totah tem 17 anos na vida real, mas dá um show na pele do personagem.

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Michael é filho de mãe de ascendência indiana e mora em Ohio, mas é louco para estudar em uma famosa escola de arte de Nova York. Quando consegue uma bolsa, a mãe decide entregá-lo ao pai, que ele nunca conheceu. O pai é Vince (Anders Holm).

Vince é um bonitão mulherengo e, junto com o irmão Matthew (Andy Favreau), é dono de uma academia de ginástica no Brooklyn e nem sabia da existência do filho. Mesmo surpreendido, aceita-o. E aí tem que se virar para aprender seu novo papel de pai de um adolescente cheio de personalidade.

Não deixa de ser um risco, retratar um garoto homossexual, e fazer isso com humor, em tempos de tanta vigilância moral. Mas o interessante é que em Campeões a homossexualidade não está vinculada ao sexo. Michael não entende quando o pai implica com o pôster de um homem  sensual em seu quarto, e quando Vince o chama para “a conversa” sobre sexo, ele diz que nem sabe sequer se gosta de garotos…

Mas não demora a se interessar romanticamente por um colega de escola. O que rende situações hilárias, graças à habilidade dos criadores-roteiristas Charlie Grandy (roteirista de The Officer, Saturday Night Live) e Mindy Kaling (roteirista e protagonista de The Mindy Project).

A dupla tem bom currículo no negócio de fazer rir — Mindy também está no elenco no papel de Priya, mãe de Michael — e o know how é muito bem utilizado em Campeões, que tem ainda a seu favor algumas adoráveis personagens secundárias, a exemplo da instrutora Ruby (Fortune Feimster), uma gordinha lésbica e paqueradora. Fofa demais!

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