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Séries

A ótima série Carnival Row é fantasia com os pés no chão

Em clima de sonho, a produção do Amazon Studios trata de temas como intolerância, xenofobia e êxodo

Planeta Flix

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Foto: Prime Vídeo/Divulgação

Carnival Row, série que estreou no último dia 30/8 no Prime Vídeo, é uma fantasia com tudo que lhe é de direito. Tem fadas, faunos, trolls, lobisomens, confronto entre reinos, história de amor, um herói justo e atormentado, um heroína corajosa e uma estranha criatura que mata em série, estraçalhando suas vítimas e arrancando-lhes o fígado.

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Ambientada num tempo impreciso, Carnival Row tem a liberdade de absorver referências de diferentes épocas. Isso resulta num fascinante exercício de imaginação de seus criadores e roteiristas, entre os quais René Echevarria é quem tem o currículo mais vistoso (produziu e escreveu Dark Angel, Medium e Teen Wolf, entre outras séries).

E um dos grandes méritos desse exercício é a ponte que eles fazem entre toda essa fantasia e a realidade. Em clima de sonho, Carnival Row trata de temas como migração em massa, xenofobia, intolerância, violência. É fácil ligar os pontos e perceber que a atmosfera onírica não tem nada de conto de fadas, embora elas estejam na tela o tempo todo.

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Na história, dois reinos (ou países), Burgos e Pacto, reivindicam o direito sobre a terra das fadas, que ali vivem por milênios. No confronto, Pacto derrota Burgos, que ocupava a área até então, e instala o terror, fazendo com que as fadas que ali habitam tenham que fugir em busca de asilo.

O único abrigo que encontram é em Burgos, seu “colonizador”. Ali, passam a viver no gueto Carnival Row, onde se amontoam outros seres fantásticos que chegam empurrados pelas mesmas circunstâncias. Alvo de preconceito, são relegados a subempregos e ainda assim acusados de tirar o trabalho dos cidadãos “burgueses”.

Assim, a fantasia remete o tempo todo à realidade, sobretudo a estupidez da guerra, a migração em massa e a xenofobia. A tolerância aos imigrantes é discutida exaustivamente na sociedade e no parlamento — não por acaso, Burgos parece uma típica cidade europeia, cortada por um rio e com várias pontes, lembrando Londres ou Paris.

O tom político-social corre paralelo à história de amor entre o justo e atormentado Philo (Orlando Bloom) a fada Vignette (Cara Delevingne), que durante a guerra se encontram, se apaixonam, se separam e se reencontram tempos depois em Burgos, em meio a mágoas e à impossibilidade amorosa.

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Mas várias subtramas, ao estilo de telenovela, tornam ainda mais interessante o enredo da série. É o caso dos irmãos falidos Imogen (Tamzin Merchant) e Ezra Spurnrose (Andrew Gower), que tentam passar por cima dos seus preconceitos e aceitar a amizade de um novo vizinho apenas por interesse financeiro.

O novo vizinho é um fauno, Agreus Astrayon (David Gyasi), que prosperou e pôde se dar ao luxo de comprar uma casa num bairro de gente granfina, mas nem por isso é aceito pela vizinhança. Imogen e Ezra vêm nele a oportunidade de obter um empréstimo. Em troca, se propõem a ajudá-lo a se integrar com os vizinhos.

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Esse é o grande barato de Carnival Row. Por trás daquele visual deslumbrante — são lindas as imagens de dirigíveis flutuando sobre a terra das fadas e as panorâmicas da cidade de Burgos, por exemplo — e de um despudorado desfile de efeitos especiais de primeira linha, ela expõe em detalhes a pequenez humana e suas trágicas consequências.

Séries

Upload suaviza a ideia de horror futurista

Série da Amazon combina humor, romance e aventura em história sobre paraíso artificial onde mortos sobrevivem

Planeta Flix

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Foto: Amazon Prime Vídeo/Divulgação

Upload, série que estreou este mês na Amazon Prime Vídeo, tem parentesco com Black Mirror. É ambientada no futuro não muito distante e parte de uma situação em que a tecnologia interfere na vida das pessoas de forma assustadora. Mas o clima de horror futurista que guia a série britânica de ficção científica criada por Charlie Brooker aqui se dissolve numa mistura de comédia, romance e aventura.

Criada por Gred Daniels (que tem no currículo roteiros para Simpsons, The Office e a criação de Parks and Recreations, também disponível na Amazon Prime Vídeo), Upload mostra um mundo em que qualquer pessoa, depois de morta, pode continuar vivendo num paraíso virtual. Para isso, basta fazer o upload de sua consciência pouco antes de morrer.

Só que, neste mundo pós-morte, o capitalismo também dá as cartas. Existem paraísos de várias categorias, dos mais simples até os mais luxuosos, como o Lakeview, para onde vai Nathan (Robbie Amell), o protagonista de Upload.  Ainda jovem, ele morre num inexplicável acidente de carro autônomo (carros que se movem sem motorista) e vai para o paraíso luxuoso bancado pela namorada esnobe, Ingrid (Allegra Edwards), que assim passa a ser dona do destino do rapaz.

Só que, ao mesmo em que descobre que o mundo pós-morte virtual não é esse paraíso todo, Nathan se envolve com sua anjo, Nora (Andy Allo). Anjo é como chamam a profissional da companhia de tecnologia responsável pelo Lakeview encarregada de assistir pessoalmente cada cliente. Para ficar junto, porém, Nathan e Nora terão que vencer mais que a distância entre mundo real e artificial e o cerco de Ingrid.

A trama pode até se tornar meio confusa no vai e vem entre uma realidade e outra, mas é simples e um tanto previsível, seja em relação ao romance do casal de protagonistas, seja quanto à trama que envolve o aparente assassinado de Nathan. Dessa forma, Upload dissolve a premissa à Black Mirror, tornando-se entretenimento leve, ou o tanto quanto é possível ao tratar de um tema sempre difícil como o da morte.

Uma segunda temporada de Upload já está confirmada.

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Bissexualidade é tema de Meus 2 Amores, no Looke

Na minissérie francesa de três capítulos homem fica dividido entre o namorado e uma paixão de infância

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Acaba de entrar no catálogo do Looke a minissérie Meus 2 Amores, produção para a TV francesa, exibida originalmente pelo canal ARTE, em três capítulos. Um drama leve que trata das fluidez das relações sexuais e amorosas nos tempos atuais, a partir da história de Hector, um homem divididio entre os dois amores do título.

Aos 35 anos, Hector (François Vincentelli) reencontra sua paixão de infância, Louise (Julia Faure). O encontro faz com que seus sentimentos por ela voltem à tona instantaneamente. Mas tem um problema: ele é gay e tem se relacionado com Jérémie (Olivier Barthélémy) já faz alguns anos.

Hector passa então a levar uma vida dupla, sem saber até quando pode continuar sem tomar uma decisão entre o o namorado e o antigo amor que reaparece. Uma curiosidade é a participação, como atriz, da cantora Yelle (conhecida pela canção A Cause des Garçons), no papel de Marie.

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Séries

Under the Dome, baseada em Stephen King, entra na Globoplay

Série combina fantasia, ficção científica e mistérios em três temporadas, já exibidas pelo TNT

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A imaginação de Stephen King serve de base para a série Under the Dome, série produzida entre 2013 e 2014 e exibida aqui pelo canal TNT, mas que agora entra no catálogo da Globoplay. A trama é sobre uma pequena cidade americana que, repentinamente, fica isolada do resto do mundo por uma enorme e misteriosa e indestrutível cúpula transparente.

Mistura de drama, fantasia, ficção científica e mistério, bem ao gosto do escritor, Under the Dome tem nos créditos, além de King, dois nomes de peso: o criador Brian K. Vaughan (roteirista de Lost, que é também quadrinista) e, na produção executiva, Steven Spielberg. Brian deixou a produção “amigavelmente” no início da segunda temporada – foram realizadas três no total.

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A estreia de Under the Dome na Globoplay é oportuna porque, de certa forma, a história traz referências à reclusão a que estamos submetidos atualmente. Isoladas, as pessoas presas dentro da cúpula precisam encontrar maneiras próprias de sobreviver com a diminuição dos recursos e as crescentes tensões, enquanto forças militares, governo e meios de comunicação, fora da barreira, tentam derrubá-la.

O elenco, liderado por Mike Vogel (Quatro Amigas e um Jeans Viajante) e Rachelle Lefèvre (Charmed), conta ainda com uma participação do próprio Stephen King no primeiro episódio da segunda temporada.

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