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O horror da ditadura chilena em sessão dupla na Netflix

Um documentário e um filme de ficção mostram como foi sangrenta a passagem de Pinochet pelo poder

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O Chile viveu, entre os anos de 1973 e 1990, uma das mais violentas ditaduras da América Latina. No dia 11 de setembro de 1973, o general Augusto Pinochet, com apoio do exército e de civis, bombardeou o Palácio de La Moneda, sede do poder federal, em Santiago, para tirar de lá o então presidente Salvador Allende.

Allende, de ideias socialistas, havia sido eleito democraticamente três anos antes, mas o seu governo encontrava forte oposição da direita. O presidente resistiu até o fim e só saiu do La Moneda morto — há versões altamente questionáveis de que teria se suicidado.

Uma ideia do que se segue a partir daí é dada em duas produções atualmente disponíveis na Netflix. Um documentário, Massacre no Estádio (2019), e um filme de ficção, Colonia (2015), baseado na história real de um lugar que parecia uma caixinha de horror dentro do cenário de horror maior implantado por Pinochet.

Curiosamente, ambos são realizações de diretores não chilenos. O nova-iorquino Bent-Jorgen Perlmutt dirige Massacre no Estádio, que faz uma apurada reconstituição da história do assassinato de Victor Jara, cantor e compositor de música folk de grande sucesso, que usou sua arte para apoiar a candidatura de Allende.

De origem humilde (1938-1973), Jara fez das suas canções crônicas da vida do povo campesino e dos operários chilenos. Sua voz e seus versos tinham um poder incrível de mobilizar multidões. Um verdadeiro perigo para Pinochet e seus asseclas.

Uma das primeiras providências do governo implantado à força foi calar essa voz. Jara foi brutalmente assassinado o Estádio Chile, em Santiago. Mas seu assassinato só foi reconhecido pelo Estado chileno em 1990, por meio da Comissão da Verdade e da Reconciliação.

Massacre no Estádio é impactante, principalmente por mostrar a violência indisfarçada do governo de Pinochet — calcula-se que pelo menos 3.500 pessoas foram assassinadas pelos militares no período em que o general esteve no poder. E, também, por mostrar o descaso do Estado em buscar os verdadeiros culpados pela morte de Victor Jara.

Nazismo e fanatismo religioso
Já  longa Colonia, do diretor alemão Florian Gallagher, usa uma história de ficção para apresentar um lugar que existe até hoje no Chile, a Colonia Dignidad, uma comunidade fundada em 1961 ex-militar nazista alemão por Paul Schäfer, que também funcionou como local de tortura e morte durante a ditadura do general Augusto Pinochet.

Os moradores da colônia, um ambiente estritamente fechado, viviam sob uma rígida disciplina, que misturava exaltação às ideias nazistas e fanatismo religioso. Dedicavam-se à agricultura e não podiam deixar o local sob nenhuma hipótese.

No filme, Daniel (Daniel Brühl, de O Alienista) é um jovem artista gráfico alemão residente em Santiago em 1973 e simpatizante de Salvador Allende, a favor de quem desenha cartazes. Sua namorada, Lena (Emma Watson, de O Círculo) é aeromoça e vem a Santiago justamente quando acontece o golpe de estado e Daniel é preso.

Ela descobre então que ele foi levado para a tal Colonia Dignidad e se infiltra no local, como participante da seita, para tentar encontrá-lo. Mas isso se torna difícil porque ali mulheres e homens vivem rigidamente separados. Cinematograficamente, Colonia não chama a atenção, mas deve ser visto pelo tema de que trata.

A situação em si e a indignação e repulsa que ela causa já bastam para dar peso ao filme de Gallagher. Vale como denúncia do perigo que corremos diante do extremismo e dos regimes de vocação totalitarista. Vale para reafirmar que toda ditadura é nociva, seja de direta ou de esquerda, civil ou militar.

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7 livros que viraram séries de sucesso na Netflix

Assistir à série não dispensa a leitura, afinal, quase sempre há muitas diferenças entre o que se vê o que se lê

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A adaptação de um livro para filme ou é série pode não garantir a excelência literária do autor, mas pelo menos indica uma coisa: ele tem boa imaginação, afinal, se foi capaz de atrair o interesse de produtores e diretores é porque pelo menos apresentou uma história suficientemente atraente.

Mas cada veículo — impresso e audiovisual — tem seu jeito de contar Ver a série ou filme e ler o livro — ou os livros, no caso de séries literárias — são experiências bem diferentes. Por isso, vale ficar de olho nestes livros que se tornaram séries disponíveis na Netflix. Algumas delas de muito sucesso:

Virgin RiverVirgin River — Um Lugar para Sonhar, de Robyn Carr
A americana Robyn Carr já era mãe de filhos crescidos quando começou a escrever ficção. Desde então, lança um best seller atrás do outro. Um deles é este sobre enfermeira que responde a um anúncio para trabalhar numa remota cidade da Califórnia, a Virgin River do título. Lá, tem que fazer grandes esforços para se adaptar ao lugar. Sue Tenney transformou o livro em série, com uma temporada no ar e uma segunda anunciada.

 

Anne com E

Anne de Green Gables, de Lucy Maud Montgomery
Publicada no início do século 20, a série de livros da canadense Lucy Maud Montgomery ganha adaptações para cinema e TV desde 1934. Nenhuma, porém, tão requintada quanto a da Netflix, Anne With an E. Difícil não se apaixonar pela simpática ruivinha Anne Shirley, orfã de 11 anos que, por engano, é adotada por dois irmãos de meia idade, Matthew e Marilla Cuthbert, moradores de uma zona rural. Já são três temporadas.

A pecadora The SinnerA Pecadora, de Petra Hammesfahr
Em um dia ensolarado, uma jovem e amável mãe mata um homem em um lago, diante da própria família e de outras testemunhas. O que a levou ao ato extremo é o grande mistério do livro da alemã Petra Hammesfahr, lançado pela primeira vez em 1999. O livro foi transformado em minissérie, com Bill Pullman e Jessica Biel, mas fez tanto sucesso que ganhou mais duas temporadas, com novas histórias. Somente duas delas estão disponíveis na Netflix.

 

The Last KingdomO Último Reino, de Bernard Cornwell
Um especialista em romances históricos ambientados durante conflitos ocorridos na Inglaterra, Bernard Cornwell oferece a matéria-prima para a série épica The Last Kingdom, que já tem quatro temporadas. Mas este é só um volume das Crônicas Saxônicas do autor, que já tem 11 volumes. The Last Kingdom conta a história da invasão dinamarquesa à Ilha Britânica (hoje formada por Inglaterra, Escócia e País de Gales). Um dos destaques do elenco é a participação do ator Rutger Hauer, morto ano passado.

Não fale com estranhosNão Fale com Estranhos, de Harlan Coben
O livro do autor americano Harlan Coben é a fonte da série também conhecida pelo título original The Stranger, com uma temporada disponível. Coben é conhecido pelas histórias de suspense, que o leitor dificilmente larga antes do fim. Com algumas liberdades, Não Fale com Estranhos, a série, conta a história de uma família cuja família vira pelo avesso depois que o marido encontra um estranho, que lhe revela um segredo do passado.

 

downloadThe Witcher, de Andrzej Sapkowski
The Witcher é uma série de cinco livros do polonês Andrzej Sapkowski e, inclusive, já tinha sido adaptada para a TV lá no país do autor, em 2002. Na versão feita para a Netflix, Henry Cavill (foto no alto) assume o papel principal da trama, Geralt de Rivia, um bruxo mutante que desde criança foi treinado para caçar e matar monstros por dinheiro.  A história é cheia de referências à mitologia eslava. Tem uma temporada disponível e a segunda já está confirmada.

 

Carta ao Rei LivroCarta ao Rei, de Tonke Dragt
Lançado pela primeira vez em 1962, o segundo livro da holandesa Tonke Dragt se tornou clássico. Na Holanda, foi adaptado como musical para o teatro em 2007 e como filme em 2008. É uma fantasia juvenil sobre o jovem aspirante a cavaleiro Tiuri. Ele corre o risco de não ganhar o título depois que um estranho lhe dá a incumbência de levar ao rei, do outro lado das montanhas, uma carta que determinará o destino de todo o reino. William Davies (roteirista de Johnny English) é o criador da série que tem uma temporada na Netflix.

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Filmes e séries para matar saudade das chicas de Almodóvar

Carmem Maura, Verônica Forqué, Rossy de Palma, Victoria Abril, Penélope Cruz e Kiti Mánver estão todas na Netflix

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Pedro Almodóvar se revelou, desde os primeiros filmes, um diretor certeiro na escolha de seus elencos, e de atrizes especialmente. Um dos fatores que fizeram obras como Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos chamar a atenção foi, além da genialidade do diretor, claro, a química estabelecida entre ele e o elenco feminino. Daí surgiu o termo “chicas de Almodóvar”.

E uma vez chica de Almodóvar, chica de Almodóvar sempre. Não tem como ver Carmem Maura, Verônica Forqué e Rossy de Palma em cena, sem lembrar de Mulheres… ou Kika, por exemplo. Pois essas e outras atrizes que ganharam notoriedade ao serem dirigidas pelo cineasta espanhol, podem ser vistas atuando, sob a mão de outros diretores em filmes e séries da Netflix. Olha só:

Carmem Maura, ao centro, na simpática comédia Gente que Vai e Volta

Carmem Maura
Primeira e mais autêntica chica de Almodóvar. Estrelou os três primeiros filmes dele, nos anos 1980, depois ficaram brigados, mas se reencontraram em 2006, em Volver. Na Netflix, ela pode ser vista numa produção do ano passado, a simpática comédia Gente que Vai e Volta, de Patricia Font, no papel de mãe da protagonista (a atriz ao centro na foto lá de cima)

Verônica Forqué
Com Almodóvar ela fez O que Fiz Para Merecer Isto? (ao lado de Carmem Maura) e Matador, mas será sempre lembrada pelo papel-título de Kika. Quem estiver com saudades de Verônica Forqué pode vê-la em duas comédias bobinhas, mas divertidas: Precisamos Conversar, que também tem no elenco Michelle Jenner, de Julieta, outro filme de Almodóvar, e Hacerse Mayor y Otros Problemas.

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Verônica Forqué (segunda da esq. para dir.) e Victoria Abril (primeira à dir.) em Natal em 3 por 4

Victoria Abril
Verônica Forqué também faz uma participação na minissérie dramática Natal em 3 por 4, do catalão Pau Freixas, protagonizada por Victoria Abril, que fez com Almodóvar Kika, Ata-me e De Saltos Altos. Quem também aparece em Natal em 3 por 4 é Angela Molina, que foi dirigida por Almodóvar em Carne Trêmula e Abraços Partidos.

Penélope Cruz
A atriz de Volver, Tudo Sobre Minha Mãe e Abraços Partidos está em nada menos que três filmes e uma série na Netflix. Os filmes são Escobar: A Traição (ao lado do marido Javier Bardem), a comédia A Rainha da Espanha, de Fernando Trueba, e a aventura Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas, com Johnny Depp.

Kiti Mánver (de pé) em As Telefonistas e mais quatro filmes na Netflix

Kiti Mánver
Você olha para Kiti Mánver e já acha que a viu em algum filme de Almodóvar. Viu mesmo. Ela atuou em Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão, O que Fiz Para Merecer Isto?, Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, Abraços Partidos e A Flor do Meu Segredo. Na Netflix, pode ser vista no drama Up Among the Stars e nas comédias Nunca Visto e La Ovejas no Perdien el Tren. Ah, e na série As Telefonistas.

Rossy de Palma (na foto lá de cima)
Desde Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, Rossy de Palma chamava atenção com seu visual, digamos, exótico. Com Almodóvar, ela fez também Kika, Abraços Partidos e Julieta, mas construiu uma filmografia diversificada, da qual faz parte a hilária comédia Toc Toc, que está na Netflix.

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Livro ensina como aprender inglês com filmes e séries

Obra mostra como o tempo gasto em frente à TV também pode ser utilizado para aperfeiçoar a língua

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What’s On: Aprenda Inglês com Filmes e Séries não é um lançamento novíssimo, mas merece a atenção de quem quer aproveitar as horas gastas diante da TV para, além de se divertir, melhorar o inglês. O livro, lançado em 2014 pela Editora Senac SP, foi escrito coletivamente por Cristina Mayer, Denise Delegá, Márcia Veirano e Renata Condi.

As autoras mostram como assistir a filmes e séries de televisão em inglês é uma maneira proveitosa de aprender e aprimorar o uso da língua. A coloquialidade dos diálogos permite ao telespectador perceber entonação, expressões idiomáticas e verbos frasais, além de outros elementos frequentes na língua inglesa falada.

Cinco anos depois, com certeza a gente sente falta de filmes e séries mais recentes, mas What’s On: Aprenda Inglês com Filmes e Séries não deixa de ser divertido, incluindo diálogos de Big Bang Theory, Friends, House, entre outras séries, e mais de 330 trechos de filmes, para ensinar sobre funções comunicativas e estruturas gramaticais.

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