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Sementes Podres encara o mundo com humor e otimismo

Filme da Netfilix, dirigido e estrelado pelo iraniano-francês Kheiron, nos faz acreditar no poder do bem

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Sementes Podres, apesar do nome, traz um otimismo quase ingênuo para estes tempos em que vivemos, dominados pelo cinismo. O ator, diretor e rapper iraniano-francês Kheiron dirige e protagoniza a comédia dramática francesa, produção original da Netflix que acaba de estrear na plataforma.

hoteisKheiron aposta na compaixão e na paciência como formas de educar crianças e adolescentes que têm tudo para tomaram caminhos tortuosos. Ainda menino, seu protagonista Wael (o próprio Kheiron) viu toda a família ser assassinada em um povoado qualquer do Oriente Médio.

Conseguiu escapar, sobreviver batendo carteiras e passando-se por cego, até ser encontrado por uma freira que o leva para viver em um internato. A história da infância de Wael é narrada ao mesmo tempo que sua vida presente, ao lado de Monique (Catherine Deneuve, de De Cabeça Erguida, também na Netflix), a freira que o salvou, agora ex-freira.

Ela o ajuda a aplicar pequenos trambiques até os dois serem pegos por um senhor, Victor (André Dussolier, de O Destino de Amélie Poulain), que conhece Monique de 30 anos atrás. Victor tem uma instituição de apoio a adolescentes problemáticos, e acaba empregando Wael como orientador do grupo.

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Com muito bom humor e atuações cativantes de todo o elenco (dos veteranos Deneuve e Dussolier aos jovens atores), Sementes Podres aponta o tempo todo para a possibilidade de salvação em um mundo dominado pela tentação do mal.

É uma escolha de Kheiron, que pode até ser questionada (como está dito no início, soa ingênua até), mas que faz um bem danado a quem assiste, ah isso faz. Por isso, Sementes Podres se adequa muito bem a esta época, em que um ano termina, outro começa e a gente precisa se alimentar de esperança pra seguir em frente.

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Michael Haneke ganha retrospectiva no Mubi

Plataforma exibe oito filmes do diretor austríaco, incluindo Violência Gratuita (foto) e A Fita Branca

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O Mubi programou para este mês uma mostra de filmes do diretor austríaco Michael Haneke, incluindo sua obra de estreia O Sétimo Continente (1989), que narra a história real de uma família austríaca de classe média que cometeu suicídio. Quem tiver interesse, bom correr porque esse só fica disponível por mais cinco dias.

A seleção Foco em Michael Haneke reúne, além de O Sétimo ContinenteO Vídeo de Benny (1992), 71 Fragmentos de uma Cronologia do Acaso (1994), O Castelo (1997), Violência Gratuita (1997) — obra o perturbadora, que o tornou mais conhecido pelas banda de cá –, O Tempo do Lobo (2003), Caché (2005) e A Fita Branca (2009).

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O Declínio do Império Americano está no Prime Vídeo

Clássico do cinema canadense, filme de Dennys Arcand teve continuação em As Invasões Bárbaras

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O Declínio do Império Americano, de Dennys Arcand, entrou no catálogo do Prime Vídeo. Um fato a ser comemorado por quem gosta de rever grandes obras no streaming. Lançado em 1986, O Declínio… faz uma profunda reflexão sobre a época a partir das conversas de um grupo de amigos sobre seus desejos íntimos, intelectualidade, moral, liberdade sexual, entre outros assuntos.

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Dennys Arcand, que depois dirigiu filmes igualmente interessantes, como Amor e Restos Humanos (1993) e Jésus de Montréal (1989 ), retomou os personagens de O Declínio do Império Americano em 2003, no filme As Invasões Bárbaras, que se tornou um retrato de uma época tão instigante quanto o filme que o inspirou.

 

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Raridade no Prime: Os Moedeiros Falsos, de Benoît Jacquot

Feito para a TV em 2010, filme é uma bela adaptação do livro homônimo, clássico do escritor André Gide

Planeta Flix

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No catálogo do Prime Vídeo, uma raridade do cinema francês: Os Moedeiros Falsos, de Benoît Jacquot. Trata-se de uma produção para TV realizada em 2010 pelo diretor veterano — de filmes como O Diário de Uma Camareira (2015) e Adeus, Minha Rainha (2012). Torna ainda mais especial o fato de ser uma adaptação do livro clássico de André Gide (1869-1951), lançado em 1925.

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A ação se passa na Paris dos anos 1920. Numa sinopse bem superficial, é a história do adolescente Bernard (Jules-Angelo Bigarnet) descobre que é fruto de um caso extraconjugal da sua mãe e deixa a família para morar com o amigo Olivier (Maxime Berger). A nova vida o fará descobrir novos afetos, a depressão e a homossexualidade, ao mesmo tempo em que ajuda o tio Edouard (Melvil Poupaud).

Os Moedeiros Falsos, o livro,  tem um enredo emaranhado, sobrepondo a vida real e o processo de criação de um romance, o que desafiaria qualquer cineasta.  Mas Jacquot se sai bem e fez um filme que a crítica do jornal francês Le Figaro, classificou como “bonito, singular e sério”. O que de fato é. Foi feito para a TV, mas cairia muito bem na tela grande.

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