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Perfectos Desconocidos e Nada a Esconder: qual o melhor?

Filmes espanhol e francês, ambos na Netflix, contam a mesma história e são remakes de original italiano

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A comédia espanhola Perfectos Desconocidos e a comédia francesa Nada a Esconder, ambas disponíveis na Netflix, contam a mesmíssima história, com algumas pequenas variações em situações e diálogos. Isso porque os dois filmes são adaptações de um mesmo original, o italiano Perfetti Sconosciuti, de Paolo Genovese.

Perfeitos Desconhecidos, versão mexicana de Perfetti Sconosciuti, estreia na Netflix

Lançado em 2016, Perfetti Sconosciuti fez tremendo sucesso na Itália. Alcançou uma boa bilheteria e recebeu oito indicações ao prêmios David di Donatello — o equivalente ao Oscar no cinema italiano. Levou os troféus nas categorias de melhor filme e melhor roteiro.

Perfetti Sconosciuti é sobre sete amigos, três casais e um solteiro, que se reúnem para jantar e resolvem fazer um jogo em que todos terão que colocar os celulares na mesa e mostrar ao grupo qualquer mensagem ou e-mails que receberem enquanto estão ali.

Com uma estrutura que lembra uma peça de teatro — a ação se passa quase toda na sala de jantar –, o filme tem roteiro é muito bem amarrado, situações engraçadíssimas (ou nem tanto) e personagens críveis. É uma abordagem bem interessante sobre privacidade, relações pessoais e máscaras sociais em época de redes sociais.

O sucesso chamou a atenção do diretor espanhol Aléx de la Iglesia (O Bar, também na Netflix), que em 2017 fez um remake, com um elenco cheio de estrelas do cinema espanhol — como Belén Rueda (O Caderno de Sara, na Netflix), Ernesto Alterio (As Telefonistas, na Netflix) e Eduardo Noriega (Abre los Ojos, disponível no Prime Vídeo).

O espanhol Preso na Escuridão está no Prime Vídeo
Julieta, de Pedro Almodóvar, estreia na Netflix

Este ano, foi a vez do francês Fred Cavayé fazer sua versão da história, em Nada a Declarar, apresentado pela Netflix como uma de suas produções originais. A comédia estreou no último dia 16 e coincide de estar lado a lado, na plataforma, com o filme de Aléx de la Iglesia, o que torna irresistível fazer a comparação.

Difícil responder a pergunta do título, porque os filmes são incrivelmente parecidos. Tanto Cavayé quando Iglesia não inventaram muito, preferiram explorar ao máximo o bom roteiro original, deixado a diferença apenas para a forma como os atores constroem os personagens — e todos, franceses e espanhóis se saem muito bem.

Portanto, vai ser somente uma questão de qual você assistirá primeiro, porque, visto um, o outro perde um pouco da graça, já que as reviravoltas da trama deixam de surtir o efeito surpresa. Seja qual for sua escolha, porém, estarão garantidas as duas horas de diversão inteligente (com uma boa dose de reflexão sobre a vida na era da internet).

Ah, vale alertar: o México também produziu um remake do mesmo filme. Produção deste ano, dirigida por Manolo Caro (de A Casa das Flores), estreia no próximo dia 25 de dezembro no país.

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Michael Haneke ganha retrospectiva no Mubi

Plataforma exibe oito filmes do diretor austríaco, incluindo Violência Gratuita (foto) e A Fita Branca

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O Mubi programou para este mês uma mostra de filmes do diretor austríaco Michael Haneke, incluindo sua obra de estreia O Sétimo Continente (1989), que narra a história real de uma família austríaca de classe média que cometeu suicídio. Quem tiver interesse, bom correr porque esse só fica disponível por mais cinco dias.

A seleção Foco em Michael Haneke reúne, além de O Sétimo ContinenteO Vídeo de Benny (1992), 71 Fragmentos de uma Cronologia do Acaso (1994), O Castelo (1997), Violência Gratuita (1997) — obra o perturbadora, que o tornou mais conhecido pelas banda de cá –, O Tempo do Lobo (2003), Caché (2005) e A Fita Branca (2009).

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O Declínio do Império Americano está no Prime Vídeo

Clássico do cinema canadense, filme de Dennys Arcand teve continuação em As Invasões Bárbaras

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O Declínio do Império Americano, de Dennys Arcand, entrou no catálogo do Prime Vídeo. Um fato a ser comemorado por quem gosta de rever grandes obras no streaming. Lançado em 1986, O Declínio… faz uma profunda reflexão sobre a época a partir das conversas de um grupo de amigos sobre seus desejos íntimos, intelectualidade, moral, liberdade sexual, entre outros assuntos.

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Dennys Arcand, que depois dirigiu filmes igualmente interessantes, como Amor e Restos Humanos (1993) e Jésus de Montréal (1989 ), retomou os personagens de O Declínio do Império Americano em 2003, no filme As Invasões Bárbaras, que se tornou um retrato de uma época tão instigante quanto o filme que o inspirou.

 

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Raridade no Prime: Os Moedeiros Falsos, de Benoît Jacquot

Feito para a TV em 2010, filme é uma bela adaptação do livro homônimo, clássico do escritor André Gide

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No catálogo do Prime Vídeo, uma raridade do cinema francês: Os Moedeiros Falsos, de Benoît Jacquot. Trata-se de uma produção para TV realizada em 2010 pelo diretor veterano — de filmes como O Diário de Uma Camareira (2015) e Adeus, Minha Rainha (2012). Torna ainda mais especial o fato de ser uma adaptação do livro clássico de André Gide (1869-1951), lançado em 1925.

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A ação se passa na Paris dos anos 1920. Numa sinopse bem superficial, é a história do adolescente Bernard (Jules-Angelo Bigarnet) descobre que é fruto de um caso extraconjugal da sua mãe e deixa a família para morar com o amigo Olivier (Maxime Berger). A nova vida o fará descobrir novos afetos, a depressão e a homossexualidade, ao mesmo tempo em que ajuda o tio Edouard (Melvil Poupaud).

Os Moedeiros Falsos, o livro,  tem um enredo emaranhado, sobrepondo a vida real e o processo de criação de um romance, o que desafiaria qualquer cineasta.  Mas Jacquot se sai bem e fez um filme que a crítica do jornal francês Le Figaro, classificou como “bonito, singular e sério”. O que de fato é. Foi feito para a TV, mas cairia muito bem na tela grande.

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