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Os 10 melhores filmes que descobri na Netflix

Editor do Planeta Flix compartilha as escolhas que considerou mais acertadas no vasto catálogo da plataforma

Planeta Flix

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Foto: Netflix/Divulgação

Rosualdo Rodrigues
Editor do Planeta Flix

A Netflix é como um self-service a preço fixo com um zilhão de opções, em que você paga para comer o que puder, mas não vai além de um prato porque seu estômago não aguenta. Neste caso, é o tempo. Quem tem tempo disponível para ver tantas séries e filmes? Minha lista está abarrotada de coisas por ver. Por isso mesmo, é uma felicidade quando a gente arrisca e acerta na escolha.

Foi o que senti ao assistir aos filmes listados aqui. Mas, vale uma advertência. Ou melhor, duas. A primeira: esta é uma lista pessoal, por isso há o risco de você não concordar com o autor sobre um ou todos os filmes incluídos. Questão de gosto.

A segunda: são os 10 melhores filmes que conheci por meio da Netflix, e não os melhores disponíveis na plataforma. Afinal, no catálogo da Netflix uma carrada de bons filmes tão bons ou melhores que esses. Eu, Daniel Blake, A História Oficial, clássicos como A Felicidade não se Compra, Bastardos Inglórios... Só para citar alguns.

World TennisEnfim, à lista:

Wheelman (Estados Unidos, 2017)
Uma das melhores produções originais da Netflix. Eletrizante trama de ação e suspense em tempo real. Um piloto de fuga de um assalto fracassado tem que dirigir sem parar uma noite toda, fungindo de bandidos e tentando salvar mulher e filha ameaçadas. Com Frank Grillo (Capitão América: O Soldado Invernal, também na Netflix). Ótima estreia em longa do diretor Jeremy Rush.

Toilet (Índia, 2017) — foto no alto da página
Um sujeito se apaixona, se casa, mas a mulher dele resolve pedir o divórcio quando descobre que a casa em que vai morar não tem banheiro, já que a religião não permite. Este filme indiano consegue ser engraçado, divertido, romântico e, ao mesmo tempo, bastante reflexivo sobre uma questão muito atual: como a tradição e a religião podem alimentar a ignorância.

O Cidadão Ilustre (Argentina/Espanha, 2016)
Gastón Duprat e Mariano Cohn, que dirigiram o documentário Todo Sobre El Asaso (também na Netflix) mandam muito bem nesse primeiro longa de ficção dos dois. Escritor argentino, ganhador do Nobel e vivendo há tempos na Europa, volta à pequena cidade natal para receber um título. O contraste entre sua arrogância e a simplicidade do lugar rendem uma bela e bem contada história, ora amarga, ora engraçada.

A Estreita Faixa Amarela (México, 2015)
Outro trabalho de diretor estreante que começa com o pé direito. Um drama muito sensível sobre quatro homens encarregados de pintar a linha amarela no meio de uma rodovia. O trabalho é entediante, mas o mexicano Celso R. García consegue fazer disso uma rica jornada humana que não perde o interesse em ponto nenhum. Grande atuação de Damián Alcázar (O Crime do Padre Amaro, também na Netflix).

El Desconocido (Espanha, 2015)
Quase empata com Wheelman em termos de ação ininterrupta. Também envolvendo um homem preso a um carro e narrado quase em tempo real.  Dani de la Torre dirige a história de um executivo de banco que recebe uma chamada no celular avisando que se ele sair do banco do carro, no qual está sentado, uma bomba explodirá. Com Luís Tosar (A Cambio de Nada, também na Netflix)

EvinoBeach Rats (Estados Unidos, 2017)
É forte este drama de temátiva LGBT, dirigido por Eliza Hittman (também diretora de dois episódios da série 13 Reasons Why). Tem muito a ver com a homofobia que se faz tão evidente nestes dias. Um rapaz do Brooklyn, em Nova York, se divide entre sair com sua turma para se divertir e experimentar drogas e seu secreto desejo por homens mais velhos.

Kiki – Os Segredos do Desejo (2016)
O ator Paco de León (a Maria José da série A Casa das Flores) mostra que é bom também por trás das câmeras, misturando sexo e humor nesta comédia sobre os fetiches ocultos de cada um. Na verdade, é remake de um filme do australiano Josh Lawson, mas León dá o caliente tempero espanhol às várias histórias que se cruzam, num clima meio chanchada. Engraçadíssimo.

Sonhos Lúcidos (Coreia do Sul, 2017)
Depois de três anos do sequestro de seu filho, sem que a polícia tenha nenhuma pista, jornalista investigativo parte para resolver o caso por conta própria, apelando para tudo. Inclusive para uma amiga psiquiatra que usa um método em que o paciente revive, por indução, cenas que já viveu. Um ótimo suspense, que fica meio confuso a certa altura, mas nem assim deixa de ser empolgante.

Bem-Vindo a Marly-Gomont (França, 2016)
Contra o preconceito racial, o diretor Julien Rambaldi usa humor inteligente e muita ironia. Um congolês se forma em medicina em Paris e arranja emprego em pequena cidade do interior francês, para onde se muda com toda a sua estilosa família. Só que os moradores locais nunca tinham visto pessoas negras antes e resistem à ideia de se consultar com o novo doutor. Para rir e pensar.

Terceira Pessoa (Estados Unidos, 2013)
Roteirista de filmes como Cartas de Iwo Jima e Quantum of Solace, Paul Haggis escreveu e dirigiu este drama que se passa em Paris, Roma e Nova York. Em cada uma dessas cidades se desenrola uma ação que envolve amor e perda. É particularmente interessante a história romana, em que um americano (Adrien Bodry) esnobe se envolve com uma imigrante romena (Moran Atias) às voltas com bandidos.

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No Portal da Eternidade é uma das novidades do Prime

Willem Dafoe interpreta Van Gogh em filme de Julian Schnabel (de Antes do Anoitecer e Basquiat)

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No Portal da Eternidade, uma das novidades no catálogo do Amazon Prime Vídeo, é uma cinebiografia do pintor Vincent Van Gogh (1853)-1890) dirigida por um cineasta com experiência no gênero. Julian Schnabel já assinou bons filmes sobre as vidas do escritor cubano Reinaldo Arenas (Antes de Anoitecer) e do artista visual americano Jean-Michel Basquiat (Basquiat).

Desta vez, com roteiro assinado por ele em parceria com o grande mestre Jean-Claude Carriére, ele se detém em um período específico da vida de Van Gogh: aquele em que o pintor se refugiou nas aldeias de Arles e Auvers-sur-Oise para escapar das pressões de Paris.

Willem Dafoe dá vida ao atormentado artista, que na temporada interiorana experimenta a gentileza e a brutalidade humana, contando com o determinado apoio do irmão Theo (Rupert Friend). Ao mesmo tempo, sua intensidade acaba por afastar o amigo, também pintor, Paul Gaugin (Oscar Isaac).

No Portal da Eternidade rendeu a Willem Dafoe (Projeto Flórida, também disponível no Prime) indicações aos prêmios de melhor ator no Oscar e no Globo de Ouro. Ao lado dele, no filme, estão atores conhecidos em pequenos papéis, como Emmanuelle Seigner e e Vincent Perez (ambos de Baseado em Fatos Reais) e Niels Arestrup (Nos Vemos no Paraíso).

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Segredos e Mentiras está este mês no Mubi

Brenda Blethyn e Marianne Jean-Baptiste dão show de atuação neste belíssimo drama de Migh Leigh

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Este mês, o Mubi nos traz a chance de ver ou rever Segredos e Mentiras, de Mike Leigh (O Segredo de Vera Drake), um belíssimo e intenso drama, lançado nos cinemas em 1996, que rendeu ao diretor britânico uma Palma de Ouro no Festival de Cannes e cinco indicações ao Oscar — incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor atriz.

O destaque foi mais que merecido. Segredos e Mentiras parte de uma história dolorosa para explorar as relações dolorosas entre os membros de uma família britânica de classe média. A família de Cynthia (Brenda Blethyn), uma mulher solitária e sofrida que recebe um dia um surpreendente visita.

Hortense (Marianne Jean-Baptiste), uma mulher negra, se apresenta como filha de Cynthia, que é branca. E de fato é. Fruto de um estupro sofrido por Cynthia na juventude. Hortense é uma mulher bem-sucedida e fina. A mãe leva uma vida ordinária numa casa de subúrbio.

Essa visita e a tentativa de se estabelecer entre as duas uma relação trazem à tona dores e ressentimentos que, na verdade, nunca foram realmente enterrados. O drama dá espaço para Brenda Blethyn e Marianne Jean-Baptiste darem um show de interpretação.

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10 filmes dos anos 80 para ver/rever na Netflix

Do cultuado Blade Runner ao divertido Querida, Encolhi as Crianças, uma volta por histórias que marcaram a década

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Os anos 1980 foram divertidos. Na política, o mundo se enchia de esperança com o fim das ditaduras latinas, das Guerra Fria e do Muro de Berlim; na música, tinha a new wave, o rock Brasil e o axé chegava ao som do deboche; e no cinema filmes como ET — O Extraterrestre, De Volta para o Futuro e Blade Runner atraíam multidões.

Se na política o momento é outro bem mais sombrio, pelo músicas e filmes daquela época estão aí ao nosso alcance para nos fazer relembrar. E a Netflix dá uma ajudinha, incluindo no acervo alguns títulos que são clássicos absolutos da época. Quem viveu a década certamente vai relembrar muita coisa revendo os filmes listados abaixo. Quem não viveu tem a chance de sentir o gostinho.

10 filmes dos anos 90 que valem ser revistos no Prime Vídeo
1o filmes para viajar de volta aos anos 1980

Blade Runner – O Caçador de Andróides (1982) — foto acima
Uma obra-prima da ficção científica, disponível na Netflix em versão restaurada. Num futuro próximo, clones humanos, chamados de replicantes, são usados como escravos em colônias fora da Terra. Um ex-policial (Harrison Ford) é acionado para caçar um grupo fugitivo vivendo disfarçado em Los Angeles.

Os Irmãos Cara de Pau (1980)
O diretor John Landis pega dois grandes atores, John Belushi e Dan Aykroyd, saídos do programa de humor Saturday Night Live, e os coloca numa história maluca pontuada por números musicais de artistas como James Brown, Ray Charles, Aretha Franklin e John Lee Hooker. O resultado tinha mesmo tudo para virar um cult.

A Princesa Prometida (1987)
Baseado em livro de William Goldman (1931-2018), Rob Reiner (Conta Comigo, Harry e Sally – Feitos um Para o Outro) brinca com os clichês das histórias de príncipes e princesas, combinando elementos de comédia e de aventuras de capa e espada. O resultado é um filme divertidíssimo.

ET – O Extraterrestre (1982)
Precisa mesmo contar do que se trata ET? Steven Spielberg comoveu uma geração e muita gente das gerações subsequentes com essa história que envolve crianças fofas e um extraterrestre bonzinho. Mesmo quem nunca viu o filme consegue identificar de imediato a cena da bicicleta voando com uma imensa lua ao fundo.

Tron – Uma Odisseia Eletrônica (1982)
Um hacker de computador é seqüestrado no mundo digital e forçado a participar de jogos de gladiadores. Para escapar, ele precisa da ajuda de um programa de segurança heróico. A aventura high-tech dirigida por Steven Lisberger e estrelada por Jeff Bridges foi revolucionária para os padrões da época. E mereceu remake em 2010.

De Volta para o Futuro (1985)
Tal qual ET, é um filme que dispensa apresentações. Todo mundo foi ver, voltou para assistir às continuações e sonhou em poder ir e vir no tempo como faziam Marty McFly (Michael J. Fox) e o aloprado Dr. Emmett Brown (Christopher Lloyd).  Robert Zemeckis (Forest Gump) coescreveu o roteiro e dirigiu.

Sociedade dos Poetas Mortos (1989)
Um professor de poesia encanta os alunos com seus métodos pouco ortodoxos, que se chocam com as regras rígidas da escola tradicional onde dá aulas. Depois de 1989, ninguém mais esqueceu o que significa “carpe diem” em latim. “Aproveitem o dia”, ensinava o professor John Keating (Robin Williams). Uma drama comovente.

Curtindo a Vida Adoidado (1986)
Feliz de quem pôde viver a adolescência contando com a “compreensão” de John Hughes. O diretor soube como ninguém traduzir com humor e doçura a dor e a delícia do processo de crescimento. Neste,  o personagem de Matthew Broderick finge estar doente para matar aula e se junta à namorada e ao melhor amigo para um dia cheio de aventuras.

Gatinhas e Gatões (1984)
Outra pérola teen escrita e dirigida por Hughes. Molly Ringwald (a eterna Garota de Rosa Shocking) é quem protagoniza. Ela faz uma adolescente que se sente esquecida pelos pais (ocupadíssimos com o casamento da filha mais velha) e é, ao mesmo tempo, apaixonada pelo bonitão que namora a garota mais popular da escola. Oh céus, o que fazer? Só assistindo pra ver.

Querida, Encolhi as Crianças (1989)
O tipo de filme “para toda a família”. Não porque é careta, mas porque diverte gente de qualquer idade. Um cientista (Rick Moranis, onde anda?) constrói uma máquina que, acidentalmente, encolhe seus filhos e os do vizinho. Do tamanho de formiguinhas, as crianças enfrentam uma série de perigos ao tentar atravessar o quintal, que ganha proporções de uma floresta, para desespero dos pais e dos telespectadores.

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