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O presidente está no centro do caos! Veja na Netflix e Prime

Oito filmes em que a figura do governante da nação passa por poucas e boas, graças à imaginação dos roteiristas de cinema

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A palavra “presidente” nunca foi tão repetida no Brasil como atualmente. Infelizmente, não por bons motivos. Mas, sem querer trazer para cá a polarização que assola o país, isso nos lembra que a figura do governante de uma nação  costuma inspirar roteiristas de cinema e TV a escrever boas histórias.

Em ritmo de comédia, aventura, ação ou drama, quando a principal figura de um país entra em cena, a coisa pega. O perigo fica mais perigoso e o humor fica mais ácido. Como se pode ver em nove filmes disponíveis na Netflix, na Amazon Prime Vídeo e outras plataformas de streaming. Anote aí:

O Ditador (2012)
O sempre irreverente Sacha Baron Cohen (de Borat e Bruno) interpreta o ditador de pequena república do norte da África. Empenhado em garantir que a democracia não chegue nunca ao seu país, ele faz o que bem entende, até ser acusado de estar construindo uma arma nuclear e ter que ir a Nova York, para se explicar na sede da Organização das Nações Unidas. Em se tratando de Baron, não espere sutileza. Na Netflix e na Amazon Prime Vídeo.

Caçada ao Presidente (2014)
Samuel L. Jackson é o presidente americano da vez nesta aventura feita em coprodução Reino Unido/Finlândia. O avião em que o presidente  viaja é abatido por terroristas e ele, ferido, fica perdido no meio de uma zona rural finlandesa, contando somente com a ajuda de um tímido adolescente, que planejava passar 24 horas sozinho na selva, para provar sua maturidade a si mesmo e a sua família. Na Netflix e na Globoplay.

Welcome Mr President (2013)
Boba e divertida esta comédia italiana, em que,por conta de um erro, um alpinista humilde e honesto é eleito presidente da república. Enquanto a classe política se descabela, o povo italiano se encanta com a sabedoria e honestidade do novo comandante da nação. O diretor Riccardo Milani foi assistente de cineastas como Nanni Moretti e Daniele Luchetti. Na Netflix.

O Ataque (2013)
Roland Emmerich, que já tinha feito o presidente dos Estados Unidos enfrentar ETs em Independence Day, coloca novamente em apuros o chefe da nação norte-americana, agora interpretado por Jamie Foxx. Desta vez é um grupo paramilitar fortemente armado que invade a Casa Branca, criando o caos. Sorte dele é que por perto está um ex-militar (papel de Shanning Tatum), que ajuda a dar cabo dos invasore. Na Netflix, Telecine e Looke (para venda).

Invasão à Casa Branca (2013)
Muito parecido com O Ataque. Terroristas invadem a Casa Branca, põem a vida do presidente norte-americano em risco e provocam o pânico na nação. Só que aqui o presidente é vivido por Aaron Eckhart e o cara da segurança que assume o papel de salvador da pátria é o marrento Gerard Butler, Mike Banning, o personagem dele, é um agente secreto encarregado de proteger o presidente, mas falhou na missão antes e agora tem a chance de se redimir. Na Amazon Prime Vídeo e  no Now (aluguel).

Invasão a Londres (2016)
Uma sequência de Invasão à Casa Branca. Gerard Butler volta ao papel do agente secreto Mike Banning e vai a Londres proteger o presidente norte-americano, que vai à capital do Reino Unido para se reunir com vários líderes mundiais no funeral do primeiro ministro britânico. Só que o programa se revela uma grande fria, já que terroristas resolvem aproveitar a oportunidade para matar os chefes de nação de uma paulada só. Na Amazon Prime Vídeo e Now (aluguel).

Mark Felt, O Homem que Derrubou a Casa Branca (2017)
Baseado em história real. William Mark Felt (1913-2008) existiu mesmo e puxou o tapete do presidente americano. No caso, Richard Nixon (1913-1994). Felt era vice-presidente do FBI e estava certo de que assumiria a presidência da organização. Mas a Casa Branca atrapalhou seus planos e ele resolveu jogar farinha no ventilador. Deu à imprensa todo o serviço sobre o caso Watergate, que levou Nixon à renúncia. O presidente nem aparece, mas é quem acende o pavio que acabará queimando a si próprio. Na Amazon Prime Vídeo e no Now (aluguel).

Perigo Real e Imediato
Adaptado de livro de Tom Clancy. Harrison Ford interpreta o agente da CIA Jack Ryan, que é quem paga o pato quando um poder paralelo na Casa Branca, apoiado pelo presidente dos Estados Unidos (Donald Moffat), promove secretamente uma expedição armada contra os chefões da droga na Colômbia. Sai tudo errado e Ryan, que estava no meio do fogo cruzado, fica na mira dos barões do tráfico. Na Amazon Prime Vídeo e no Now (aluguel)

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Netflix abre espaço para o cinema produzido na Nigéria

Indústria cinematográfica do país africano é a terceira maior do mundo, com mais de mil filmes por ano

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Que imagem você faz da Nigéria? Se for a de algum clichê africano, tipo zebras correndo nas savanas, prepare-se para mudar isso. Uma Nigéria urbana, onde se desenrolam dramas e comédias envolvendo pessoas muito parecidas com nós mesmos, se revela em um grande número de filmes produzidos naquele país e disponíveis na Netflix.

E é incrível que essas produções ainda sejam tão pouco conhecidas, já que a indústria cinematográfica nigeriana é considerada a terceira maior do mundo, só perdendo para Estados Unidos e Índia. E se os americanos têm Hollywood e os indianos, Bollywood, os nigerianos batizaram de Nollywood sua indústria de filmes.

As produções não têm o refinamento técnico dos filmes de Hollywood, mas, em contrapartida, possuem uma espontaneidade cativante. O mérito é apresentarem uma estética e linguagem próxima da realidade local. Além disso, os nigerianos prezam pelo bom humor, como se pode perceber no grande número de comédias que produzem.

Nesse cenário, sobressaem nomes como o diretor, ator e produtor Kunle Afoloyan, 45 anos. Afoloyan já dirigiu seis filmes, todos disponíveis na Netflix. Nessa curta cinematografia, o cineasta já experimentou diferentes gêneros: suspense (1 de Outubro, 2014), comédia (Trocando Celulares, 2012, foto no destaque), romance (A Ponte, 2017), terror (Sete Anos de Sorte, 2009) e drama (Os Cinco CEOs, 2016, e Aprendiz de Mecânico, seu filme mais recente, de 2019 — trailer acima).

Quem também se destaca na produção audiovisual nigeriana é a atriz e diretora Omoni Oboli, 42 anos, que aparece nos créditos de nada menos que 11 filmes e uma série incluídos no acervo da Netflix. Na maioria, ela dirige e atua. É o caso de Being Mrs. Elliot (2014), A primeira Dama (2015), A Lei de Okafor (2016), Greve de Esposas (2016), Greve de Esposas 2 (2017), Love is War (2019) e Mães em Guerra (2018).

Somente como atriz, Omoni Oboli está no já citado Sete Anos de Sorte, de Kunle Afoloyan, no drama Porto Seguro (2010) e nas comédias My Wife and I (2017) e Cinquentonas (2015). Pode ser vista atuando também na série Fifty, que tem uma temporada de 13 episódios disponível na Netflix.

E se você estiver disposto a ir fundo na cinematografia de Nollywood, anote aí o nome de Niyi Akinmolayan. Ele é o responsável pelo filme de maior bilheteria no cinema nigeriano, Casamento às Avessas 2 — sequência de filme dirigido por Kemi Adetiba em 2016. Na Netflix, podem ser vistos esse e outros três filmes dele: The Arbitration (2016), Papai Poderoso (2018) e A História de Chike e Grace (2019).

Mas, se a Nigéria se sobressai no catálogo da Netflix, não é único país africano representado. A plataforma abriu um significativo espaço em seu acervo para a produção do continente. Vale conferir, por exemplo, o filme Mais uma Página (2018) e a série Queen Sono (uma temporada com seis episódios), ambos dirigidos pelo também ator sul-africano Kagiso Lediga.

Por fim, mais um ponto para a visibilidade do cinema africano na mais popular plataforma de streaming: a comédia “gastronômica” A Cozinha Incrível de Anesu, produção do Zimbábue, dirigida por Thomas Brickhill, está entre os títulos mais populares da Netflix nas últimas semanas. Leve, divertido e espontâneo como uma das boas comédias made in Nollywood.

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Vale tirar 20 minutos para assistir A Janela dos Vizinhos

Disponível na Amazon Prime, curta vencedor do Oscar alerta para importância de vermos a vida da perspectiva do outro

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The Neighbors’ Window (traduzido: A Janela dos Vizinhos), de Marshall Curry, considerado melhor curta-metragem na mais recente premiação do Oscar, está disponível na Amazon Prime Vídeo. Tem tem 20 minutos de duração e parece partir daquele daquele ditado de que “a grama do vizinho é sempre mais verde”.

Mas The Neighbors’ Window funciona como ponto de partida para uma série de reflexões sobre o que afinal é felicidade e como esse conceito pode variar de acordo com a perspectiva de quem vê. A história é sobre um casal, com dois filhos e um terceiro a caminho, imerso num atribulado cotidiano, que assiste diariamente a felicidade do casa do apartamento em frente — é sexo de dia e de noite.

Um dia, a esposa encontra a vizinha na calçada e… Melhor parar por aqui para não dar spoiler. Basta dizer que não tem como não pensar em nossas insatisfações e frustrações cotidianas e reavaliá-las. Por isso, guarde 20 minutinhos do seu dia para ver The Neighbors’ Window. Vale a pena — bom notar que o filme também está disponível no YouTube, mas somente com legendas em inglês, e identificado como “trailer”.

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10 filmes de diretores cult para assistir na Globoplay

Xavier Dolan, François Ozon, Lucrécia Martel, Asghar Farhadi e Bernardo Bertolucci são alguns dos nomes presentes no catálogo

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A plataforma da Globoplay ainda precisa melhorar muito. O sistema de busca não é preciso — às vezes você procura por um nome de diretor no computador e encontra, mas não acha na TV, por exemplo –, os filmes deixados pela metade às vezes aparecem no “continue assistindo”, ora não. Ou filme que você já terminou de ver continuam marcados como se tivessem sido vistos pela metade…

Mas é preciso reconhecer que o catálogo fica a cada dia melhor e mais diversificado, inclusive com boas produções próprias — contrariando quem achava que a Globoplay ia se resumir a produções da Globo. Também não se limita a filmes comerciais. Se você souber procurar — e conseguir achar — poderá assistir a títulos de diretores do circuito alternativo, como os 10 desta lista:

Lawrence Anyways (2012), de Xavier Dolan (foto lá de cima)
Em 2009, com apenas 20 anos, o canadense Xavier Dolan conquistou a crítica com Eu Matei Minha Mãe, seu filme de estreia. Lawrence Anyways é seu terceiro trabalho e, portanto, ainda guarda o frescor do jovem e iconoclasta diretor. No seu aniversário de 30 anos, homem revela à namorada que quer mudar de sexo. Juntos, eles tentam lidar com a situação.

Uma Nova Amiga (2015), de François Ozon
Digamos que o francês François Ozon é um Xavier Dolan mais maduro. Há um gosto comum por sair da caixinha e tratar do comportamento humano a partir de temas e situações incômodos. Uma Nova Amiga, aliás, tem muito a ver com Lawrence Anyways. É sobre um jovem viúvo que começa a se envolver com uma amiga de sua mulher morta, mas logo ela descobre que ele gosta de se vestir de mulher. Na Globoplay tem outro filme de Ozon: Potiche – Esposa Troféu (2010).

Nossa Irmã Mais Nova (2015), de Hirozaku Koreeda
Desde 2001, o japonês Hirozaku Koreeda é presença constante no Festival de Cannes, de onde já saiu com duas Palmas de Ouro e um Prêmio do Júri. Nossa Irmã Mais Nova também concorreu no festival francês. O filme é um misto de comédia e drama sobre três irmãs que, no velório do pai,  conhecem uma meia-irmã de 14 anos, com quem terão que conviver.

Eu & Você (2013), de Bernardo Bertolucci
Bernardo Bertolucci dispensa apresentações. Eu & Você foi o último filme do cineasta italiano, morto em 2018. Aos 72 anos, ele conseguiu fazer um filme extremamente sensível sobre o desconforto da adolescência. Garoto de 14 anos mente para os pais que vai a uma excursão da escola, para passar uma semana sozinho no porão. Mas a presença inesperada de uma meia irmã com quem ele não tem muito convívio atrapalha o plano.

Zama (2018), de Lucrécia Martel
Em seu filme mais recente, a cineasta argentina Lucrécia Martel, de O Pântano (2001) e A Menina Santa (2004), faz incursão pelo drama histórico, a partir de romance do conterrâneo Antonio di Benedetto (1922-1986). No centro da história está Don Diego de Zama, oficial da Coroa Espanhola que vive em Assunção no século 18. De espírito aventureiro, ele embarca com um grupo de soldados na caça a um bandido enquanto espera se transferir para Buenos Aires.

O Pássaro Branco da Nevasca (2015), de Gregg Araki
Figura de destaque no chamado New Queer Cinema, movimento cinematográfico dos anos 1990, voltado ao cinema de temática LGBTQ+, o americano Gregg Araki trilha caminho mais convencional neste drama — o último que fez antes de enveredar pela direção de séries, como 13 Reasons Why. Katrina (Shailene Woodley, de Os Descendentes) abandona a família e sua filha passa a ter sonhos perturbadores, que a levam a descobrir uma terrível verdade terrível sobre o sumiço da mãe.

O Garoto da Bicicleta (2011), de Jean-Pierre e Luc Dardenne
Desde 1999, com Roseta, os irmãos Dardenne, belgas, colecionam prêmios em Cannes. O Garoto da Bicicleta, por exemplo, levou o Grande Prêmio do Júri em 2011. O filme foca na relação entre uma dona de salão de beleza e um garoto de 11 anos que vive num orfanato. Ela permite que ele passe os fins de semana com ela, mas seus esforços se esvaem mediante a raiva que do menino pelo pai que o abandonou.

O Médico Alemão (2013), de Lucía Puenzo
Mesma diretora do ótimo XXY (disponível na Netflix), a argentina Lucía Puenzo reafirma sua segurança na direção ao conduzir este drama sobre família do interior argentino que convive com o médico nazista Joseph Mengele, sem saber sua identidade. O contraste entre o ambiente paradisíaco da região ao pé da Cordilheira dos Andes e a ameaça que vem dos gestos gentis do estrangeiro prendem a atenção do início à última cena.

Más Notícias para o Sr. Mars (2015), de Dominik Moll
Francês (embora nascido na Alemanha), Dominik Moll ganhou notoriedade desde seu primeiro filme, Harry Chegou para Ajudar (2000), que lhe rendeu indicações em Cannes e a melhor filme estrangeiro no BAFTA (o Oscar britânico). Na comédia Más Notícias para o Sr. Mars, o protagonista se esforça para agradar todos, em casa e no trabalho, mas as atitudes insensatas de todos ao redor fazem com que ele se sinta cada vez mais fora do controle.

O Passado (2013), de Asghar Farhadi
O iraniano Asghar Farhadi tem no currículo sucessos de crítica como A Separação (2012) e o mais recente Todos Já Sabem (com Penélope Cruz, Javier Bardem e Ricardo Darín, disponível na Amazon Prime). O Passado concorreu em Cannes, não levou a Palma de Ouro mas Farhadi ficou com o Prêmio Ecumênico do Júri. O drama se desenrola a partir do fim do casamento entre uma francesa e um iraniano, que abandona a família em Paris para voltar ao país de origem.

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