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Looke inclui 10 filmes de José Mojica Marins no catálogo

Seleção traz clássicos e títulos menos conhecidos, como o longa de estreia do diretor, A Sina do Aventureiro

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Dez filmes de José Mojica Marins, o Zé do Caixão, estão disponíveis no serviço brasileiro de streaming Looke a partir desta quinta-feira (17/1) — todos para aluguel, a R$ 3,99. A seleção inclui clássicos, como Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1966) e À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964) e também títulos menos conhecidos.

Nesses, aliás, está o aspecto mais curioso do pacote. A Sina do Aventureiro (1958), por exemplo, é uma espécie de faroeste, dirigido por um José Mojica bem jovem, aos 22 anos. Demônios e Maravilhas (1978) também trata de tema incomum no universo de Mojica, os dramas familiares e a censura sofrida durante a ditadura militar no Brasil.

americanas.com.brOs 10 longas estreiam no Looke por meio de uma parceria da plataforma com o SPCine, empresa ligada à Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, encarregada de desenvolver, financiar e implementar programas e políticas para os setores de cinema, tevê, games e novas mídias.

Confira os filmes disponíveis:

A Sina do Aventureiro (1958)
Ambientada no interior do Rio Grande do Sul, a história do bandido Jaime, que se entrega à polícia por amor a Dorinha e, quando libertado, enfrenta outro bandido, o sanguinário Xavier, que deseja vingar-se do pai de sua amada. Aos 22 anos, Mojica dirige seu primeiro longa, onde faz um papel secundário.

À Meia-Noite Levarei sua Alma (1964)
No filme, Mojica encarna pela primeira vez no cinema o personagem Zé do Caixão. Ele é um coveiro obcecado em gerar o filho perfeito. Para isso, violenta a esposa de um amigo, que considera a mulher ideal. Mas ela promete se suicidar e retornar dos mortos e levar a alma do coveiro.

Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver (1967)
Zé do Caixão continua na busca obsessiva pela mulher superiora, capaz de gerar o filho perfeito. Para tanto, rapta seis belas moças, submetendo-as a terríveis torturas. Mas comete um crime ao assassinar uma moça grávida. E, como castigo, sofre um pesadelo no qual é levado para um inferno gelado, onde reencontra suas vítimas.

O Estranho Mundo do Zé do Caixão (1968)
Zé do Caixão apresenta três contos de horror. Em O Fabricante de Bonecas, marginais invadem a casa de um velhinho e descobrem o segredo da confecção de suas bonecas. Em Tara, pobre vendedor de balões fica obcecado por uma garota que ele segue nas ruas. Em Ideologia, excêntrico professor enfrenta um rival para provar que o instinto prevalece sobre a razão.

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O Despertar da Besta (1969)
O psiquiatra vivido por Zé do Caixão teoriza que as perversões sexuais são causadas pelo uso de drogas. Convoca voluntários para provar sua teoria e apresenta os resultados a outros psiquiatras em um programa de televisão, sendo contestado por eles.

Finis Hominis (1971)
Um homem emerge do mar e caminha pela cidade em busca de justiça. Assumindo o nome Finis Hominis, ele é visto como um messias moderno, capaz de operar milagres. Uma mulher adúltera e um marido traído – ambos salvos por Finis – são seus maiores seguidores, ao lado de um bando de hippies.

A Estranha Hospedaria dos Prazeres (1976)
Dono de uma estranha hospedaria isolada contrata funcionários para receber hóspedes em busca de abrigo. Numa noite de tempestade, aparecem várias pessoas que na manhã seguinte descobrem a verdadeira identidade do dono da hospedaria: a Morte. Mojica divide a direção com seu discípulo Marcelo Motta.

Inferno Carnal (1977)
Mulher de um ocupado cientista se envolve com o melhor amigo do marido. O casal planeja, então, matar o marido e ficar com a fortuna dele. Aproveitando-se da distração do cientista no laboratório, a mulher joga ácido no rosto dele, desfigurando-o. Após meses hospitalizado, o homem volta para casa com um sombrio plano de vingança em mente.

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Delírios de um Anormal (1978)
Obcecado por Zé do Caixão, um psiquiatra sonha que sua esposa é raptada por ele. Mojica aproveita para criar um verdadeiro pesadelo fazendo uma colagem de várias sequências filmadas e não aproveitadas nos filmes Esta Noite Encarnarei No Teu Cadaver, Ritual dos Sádicos e Exorcismo Negro.

Demônios e Maravilhas (1978)
Documentário autobiográfico em que José Mojica narra sua luta contra autoridades e críticos que não entenderam seu trabalho, além de expor dramas pessoais, como seu problema com alcoolismo e o episódio em que diz ter morrido por alguns minutos.

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Netflix abre espaço para o cinema produzido na Nigéria

Indústria cinematográfica do país africano é a terceira maior do mundo, com mais de mil filmes por ano

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Que imagem você faz da Nigéria? Se for a de algum clichê africano, tipo zebras correndo nas savanas, prepare-se para mudar isso. Uma Nigéria urbana, onde se desenrolam dramas e comédias envolvendo pessoas muito parecidas com nós mesmos, se revela em um grande número de filmes produzidos naquele país e disponíveis na Netflix.

E é incrível que essas produções ainda sejam tão pouco conhecidas, já que a indústria cinematográfica nigeriana é considerada a terceira maior do mundo, só perdendo para Estados Unidos e Índia. E se os americanos têm Hollywood e os indianos, Bollywood, os nigerianos batizaram de Nollywood sua indústria de filmes.

As produções não têm o refinamento técnico dos filmes de Hollywood, mas, em contrapartida, possuem uma espontaneidade cativante. O mérito é apresentarem uma estética e linguagem próxima da realidade local. Além disso, os nigerianos prezam pelo bom humor, como se pode perceber no grande número de comédias que produzem.

Nesse cenário, sobressaem nomes como o diretor, ator e produtor Kunle Afoloyan, 45 anos. Afoloyan já dirigiu seis filmes, todos disponíveis na Netflix. Nessa curta cinematografia, o cineasta já experimentou diferentes gêneros: suspense (1 de Outubro, 2014), comédia (Trocando Celulares, 2012, foto no destaque), romance (A Ponte, 2017), terror (Sete Anos de Sorte, 2009) e drama (Os Cinco CEOs, 2016, e Aprendiz de Mecânico, seu filme mais recente, de 2019 — trailer acima).

Quem também se destaca na produção audiovisual nigeriana é a atriz e diretora Omoni Oboli, 42 anos, que aparece nos créditos de nada menos que 11 filmes e uma série incluídos no acervo da Netflix. Na maioria, ela dirige e atua. É o caso de Being Mrs. Elliot (2014), A primeira Dama (2015), A Lei de Okafor (2016), Greve de Esposas (2016), Greve de Esposas 2 (2017), Love is War (2019) e Mães em Guerra (2018).

Somente como atriz, Omoni Oboli está no já citado Sete Anos de Sorte, de Kunle Afoloyan, no drama Porto Seguro (2010) e nas comédias My Wife and I (2017) e Cinquentonas (2015). Pode ser vista atuando também na série Fifty, que tem uma temporada de 13 episódios disponível na Netflix.

E se você estiver disposto a ir fundo na cinematografia de Nollywood, anote aí o nome de Niyi Akinmolayan. Ele é o responsável pelo filme de maior bilheteria no cinema nigeriano, Casamento às Avessas 2 — sequência de filme dirigido por Kemi Adetiba em 2016. Na Netflix, podem ser vistos esse e outros três filmes dele: The Arbitration (2016), Papai Poderoso (2018) e A História de Chike e Grace (2019).

Mas, se a Nigéria se sobressai no catálogo da Netflix, não é único país africano representado. A plataforma abriu um significativo espaço em seu acervo para a produção do continente. Vale conferir, por exemplo, o filme Mais uma Página (2018) e a série Queen Sono (uma temporada com seis episódios), ambos dirigidos pelo também ator sul-africano Kagiso Lediga.

Por fim, mais um ponto para a visibilidade do cinema africano na mais popular plataforma de streaming: a comédia “gastronômica” A Cozinha Incrível de Anesu, produção do Zimbábue, dirigida por Thomas Brickhill, está entre os títulos mais populares da Netflix nas últimas semanas. Leve, divertido e espontâneo como uma das boas comédias made in Nollywood.

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Vale tirar 20 minutos para assistir A Janela dos Vizinhos

Disponível na Amazon Prime, curta vencedor do Oscar alerta para importância de vermos a vida da perspectiva do outro

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The Neighbors’ Window (traduzido: A Janela dos Vizinhos), de Marshall Curry, considerado melhor curta-metragem na mais recente premiação do Oscar, está disponível na Amazon Prime Vídeo. Tem tem 20 minutos de duração e parece partir daquele daquele ditado de que “a grama do vizinho é sempre mais verde”.

Mas The Neighbors’ Window funciona como ponto de partida para uma série de reflexões sobre o que afinal é felicidade e como esse conceito pode variar de acordo com a perspectiva de quem vê. A história é sobre um casal, com dois filhos e um terceiro a caminho, imerso num atribulado cotidiano, que assiste diariamente a felicidade do casa do apartamento em frente — é sexo de dia e de noite.

Um dia, a esposa encontra a vizinha na calçada e… Melhor parar por aqui para não dar spoiler. Basta dizer que não tem como não pensar em nossas insatisfações e frustrações cotidianas e reavaliá-las. Por isso, guarde 20 minutinhos do seu dia para ver The Neighbors’ Window. Vale a pena — bom notar que o filme também está disponível no YouTube, mas somente com legendas em inglês, e identificado como “trailer”.

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10 filmes de diretores cult para assistir na Globoplay

Xavier Dolan, François Ozon, Lucrécia Martel, Asghar Farhadi e Bernardo Bertolucci são alguns dos nomes presentes no catálogo

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A plataforma da Globoplay ainda precisa melhorar muito. O sistema de busca não é preciso — às vezes você procura por um nome de diretor no computador e encontra, mas não acha na TV, por exemplo –, os filmes deixados pela metade às vezes aparecem no “continue assistindo”, ora não. Ou filme que você já terminou de ver continuam marcados como se tivessem sido vistos pela metade…

Mas é preciso reconhecer que o catálogo fica a cada dia melhor e mais diversificado, inclusive com boas produções próprias — contrariando quem achava que a Globoplay ia se resumir a produções da Globo. Também não se limita a filmes comerciais. Se você souber procurar — e conseguir achar — poderá assistir a títulos de diretores do circuito alternativo, como os 10 desta lista:

Lawrence Anyways (2012), de Xavier Dolan (foto lá de cima)
Em 2009, com apenas 20 anos, o canadense Xavier Dolan conquistou a crítica com Eu Matei Minha Mãe, seu filme de estreia. Lawrence Anyways é seu terceiro trabalho e, portanto, ainda guarda o frescor do jovem e iconoclasta diretor. No seu aniversário de 30 anos, homem revela à namorada que quer mudar de sexo. Juntos, eles tentam lidar com a situação.

Uma Nova Amiga (2015), de François Ozon
Digamos que o francês François Ozon é um Xavier Dolan mais maduro. Há um gosto comum por sair da caixinha e tratar do comportamento humano a partir de temas e situações incômodos. Uma Nova Amiga, aliás, tem muito a ver com Lawrence Anyways. É sobre um jovem viúvo que começa a se envolver com uma amiga de sua mulher morta, mas logo ela descobre que ele gosta de se vestir de mulher. Na Globoplay tem outro filme de Ozon: Potiche – Esposa Troféu (2010).

Nossa Irmã Mais Nova (2015), de Hirozaku Koreeda
Desde 2001, o japonês Hirozaku Koreeda é presença constante no Festival de Cannes, de onde já saiu com duas Palmas de Ouro e um Prêmio do Júri. Nossa Irmã Mais Nova também concorreu no festival francês. O filme é um misto de comédia e drama sobre três irmãs que, no velório do pai,  conhecem uma meia-irmã de 14 anos, com quem terão que conviver.

Eu & Você (2013), de Bernardo Bertolucci
Bernardo Bertolucci dispensa apresentações. Eu & Você foi o último filme do cineasta italiano, morto em 2018. Aos 72 anos, ele conseguiu fazer um filme extremamente sensível sobre o desconforto da adolescência. Garoto de 14 anos mente para os pais que vai a uma excursão da escola, para passar uma semana sozinho no porão. Mas a presença inesperada de uma meia irmã com quem ele não tem muito convívio atrapalha o plano.

Zama (2018), de Lucrécia Martel
Em seu filme mais recente, a cineasta argentina Lucrécia Martel, de O Pântano (2001) e A Menina Santa (2004), faz incursão pelo drama histórico, a partir de romance do conterrâneo Antonio di Benedetto (1922-1986). No centro da história está Don Diego de Zama, oficial da Coroa Espanhola que vive em Assunção no século 18. De espírito aventureiro, ele embarca com um grupo de soldados na caça a um bandido enquanto espera se transferir para Buenos Aires.

O Pássaro Branco da Nevasca (2015), de Gregg Araki
Figura de destaque no chamado New Queer Cinema, movimento cinematográfico dos anos 1990, voltado ao cinema de temática LGBTQ+, o americano Gregg Araki trilha caminho mais convencional neste drama — o último que fez antes de enveredar pela direção de séries, como 13 Reasons Why. Katrina (Shailene Woodley, de Os Descendentes) abandona a família e sua filha passa a ter sonhos perturbadores, que a levam a descobrir uma terrível verdade terrível sobre o sumiço da mãe.

O Garoto da Bicicleta (2011), de Jean-Pierre e Luc Dardenne
Desde 1999, com Roseta, os irmãos Dardenne, belgas, colecionam prêmios em Cannes. O Garoto da Bicicleta, por exemplo, levou o Grande Prêmio do Júri em 2011. O filme foca na relação entre uma dona de salão de beleza e um garoto de 11 anos que vive num orfanato. Ela permite que ele passe os fins de semana com ela, mas seus esforços se esvaem mediante a raiva que do menino pelo pai que o abandonou.

O Médico Alemão (2013), de Lucía Puenzo
Mesma diretora do ótimo XXY (disponível na Netflix), a argentina Lucía Puenzo reafirma sua segurança na direção ao conduzir este drama sobre família do interior argentino que convive com o médico nazista Joseph Mengele, sem saber sua identidade. O contraste entre o ambiente paradisíaco da região ao pé da Cordilheira dos Andes e a ameaça que vem dos gestos gentis do estrangeiro prendem a atenção do início à última cena.

Más Notícias para o Sr. Mars (2015), de Dominik Moll
Francês (embora nascido na Alemanha), Dominik Moll ganhou notoriedade desde seu primeiro filme, Harry Chegou para Ajudar (2000), que lhe rendeu indicações em Cannes e a melhor filme estrangeiro no BAFTA (o Oscar britânico). Na comédia Más Notícias para o Sr. Mars, o protagonista se esforça para agradar todos, em casa e no trabalho, mas as atitudes insensatas de todos ao redor fazem com que ele se sinta cada vez mais fora do controle.

O Passado (2013), de Asghar Farhadi
O iraniano Asghar Farhadi tem no currículo sucessos de crítica como A Separação (2012) e o mais recente Todos Já Sabem (com Penélope Cruz, Javier Bardem e Ricardo Darín, disponível na Amazon Prime). O Passado concorreu em Cannes, não levou a Palma de Ouro mas Farhadi ficou com o Prêmio Ecumênico do Júri. O drama se desenrola a partir do fim do casamento entre uma francesa e um iraniano, que abandona a família em Paris para voltar ao país de origem.

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