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5 filmes de Joel e Ethan Coen para ver na Netflix e no Prime

Os quatro trabalhos mais recentes da dupla e Onde os Fracos não Têm Vez estão disponíveis em streaming

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Foto: Netflix/Divulgação

submarino.com.brThe Ballad of Buster Scruggs é, sem dúvida, o grande lançamento do ano entre os filmes originais da Netflix.  Escrito e dirigido pelos irmãos Joel e Ethan Coen, o longa disponível desde 9/11 está bem acima da produção de nível corriqueiramente mediano que leva o selo do serviço de streaming.

O projeto, inicialmente, seria uma série, mas os diretores acabaram por resumir a ideia no longa-metragem dividido em seis histórias ambientadas no Velho Oeste. Algumas muito bem-humoradas outras nem tanto, mas todas narradas com um visual deslumbrante e diálogos que só podiam ter sido escritos pelos Coen.

E com a estreia de The Ballad of Buster Scruggs a Netflix mantém no ar uma dose tripla da dupla. Também estão disponíveis no serviço o suspense eletrizante Onde os Fracos Não Têm Vez (2007) e a comédia Ave César! (2016). Quem achar pouco pode mudar pro Prime Vídeo para completar o programa.

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Lá estão disponíveis outro faroeste  de Joel e Ethan Coen, Bravura Indômita (2010), o drama Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum (2013) e também o suspense Onde os Fracos Não Têm Vez. Confira as sinopses dos filmes um a um.

The Ballad of Buster Scruggs (2018)
São seis contos independentes, ambientadas no Velho Oeste, com destaque para as duas primeiras. O filme abre com um inusitado “musical” (que tem o mesmo título do longa) em que Tim Blake Nelson interpreta um carismático rei do gatilho. James Franco (foto lá em cima) protagoniza a segunda, Perto de Algodones, vivendo um fora-da-lei que enfrenta um absurdo sistema judiciário. Na Netflix.

Ave César! (2016)
Os irmãos Coen pecam pelo excesso nesta comédia que não está entre seus melhores trabalhos. São tantos bons atores e bons personagens mal explorados que o filme deixa a desejar. Passa-se nos anos 1950, em Hollywood, onde um ator é sequestrado no meio das filmagens da produção Ave César por uma organização chamada “Futuro”. Com George Clooney e Josh Brolin. Na Netflix.

SaraivaOnde os Fracos Não Têm Vez (2007)
De fato, quem tem nervos fracos deve evitar este suspense eletrizante estrelado por um Javier Bardem possuído. Ele vive um assassino psicótico impiedoso que chega ao Texas, nos anos 1980, para acertar as contas com um caçador (Josh Brolin) que se apossou indevidamente de uma valise de dinheiro. Mas o xerife local (Tommy Lee Jones) dificulta sua tarefa. Na Netflix e no Prime Vídeo.

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum (2013)
Um grande momento dos irmãos Coen este drama musical sobre cantor e compositor que sonha em viver da sua música na Nova York dos anos 1960. O cantor Chris Isaac vive o protagonista numa atuação inspirada. Outro cantor real que atua no filme é Justin Timberlake, também no papel de músico. Carey Mulligan e John Goodman também integram o elenco. No Prime Vídeo.

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Bravura Indômita (2010)
Outra brilhante incursão de Joel e Ethan Coen no gênero faroeste. E mais uma vez com Josh Brolin no elenco. Ele é um frio assassino que mata o pai da adolescente Mattie Ross (Hailee Steinfeld). Ela contrata então o xerife beberrão Reuben J. Cogburn (Jeff Bridges) para capturar o bandido, com a condição de que ela dive ir junto com ele. Matt Damon completa o elenco. No Prime Vídeo.

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No Portal da Eternidade é uma das novidades do Prime

Willem Dafoe interpreta Van Gogh em filme de Julian Schnabel (de Antes do Anoitecer e Basquiat)

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No Portal da Eternidade, uma das novidades no catálogo do Amazon Prime Vídeo, é uma cinebiografia do pintor Vincent Van Gogh (1853)-1890) dirigida por um cineasta com experiência no gênero. Julian Schnabel já assinou bons filmes sobre as vidas do escritor cubano Reinaldo Arenas (Antes de Anoitecer) e do artista visual americano Jean-Michel Basquiat (Basquiat).

Desta vez, com roteiro assinado por ele em parceria com o grande mestre Jean-Claude Carriére, ele se detém em um período específico da vida de Van Gogh: aquele em que o pintor se refugiou nas aldeias de Arles e Auvers-sur-Oise para escapar das pressões de Paris.

Willem Dafoe dá vida ao atormentado artista, que na temporada interiorana experimenta a gentileza e a brutalidade humana, contando com o determinado apoio do irmão Theo (Rupert Friend). Ao mesmo tempo, sua intensidade acaba por afastar o amigo, também pintor, Paul Gaugin (Oscar Isaac).

No Portal da Eternidade rendeu a Willem Dafoe (Projeto Flórida, também disponível no Prime) indicações aos prêmios de melhor ator no Oscar e no Globo de Ouro. Ao lado dele, no filme, estão atores conhecidos em pequenos papéis, como Emmanuelle Seigner e e Vincent Perez (ambos de Baseado em Fatos Reais) e Niels Arestrup (Nos Vemos no Paraíso).

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Segredos e Mentiras está este mês no Mubi

Brenda Blethyn e Marianne Jean-Baptiste dão show de atuação neste belíssimo drama de Migh Leigh

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Este mês, o Mubi nos traz a chance de ver ou rever Segredos e Mentiras, de Mike Leigh (O Segredo de Vera Drake), um belíssimo e intenso drama, lançado nos cinemas em 1996, que rendeu ao diretor britânico uma Palma de Ouro no Festival de Cannes e cinco indicações ao Oscar — incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor atriz.

O destaque foi mais que merecido. Segredos e Mentiras parte de uma história dolorosa para explorar as relações dolorosas entre os membros de uma família britânica de classe média. A família de Cynthia (Brenda Blethyn), uma mulher solitária e sofrida que recebe um dia um surpreendente visita.

Hortense (Marianne Jean-Baptiste), uma mulher negra, se apresenta como filha de Cynthia, que é branca. E de fato é. Fruto de um estupro sofrido por Cynthia na juventude. Hortense é uma mulher bem-sucedida e fina. A mãe leva uma vida ordinária numa casa de subúrbio.

Essa visita e a tentativa de se estabelecer entre as duas uma relação trazem à tona dores e ressentimentos que, na verdade, nunca foram realmente enterrados. O drama dá espaço para Brenda Blethyn e Marianne Jean-Baptiste darem um show de interpretação.

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10 filmes dos anos 80 para ver/rever na Netflix

Do cultuado Blade Runner ao divertido Querida, Encolhi as Crianças, uma volta por histórias que marcaram a década

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Os anos 1980 foram divertidos. Na política, o mundo se enchia de esperança com o fim das ditaduras latinas, das Guerra Fria e do Muro de Berlim; na música, tinha a new wave, o rock Brasil e o axé chegava ao som do deboche; e no cinema filmes como ET — O Extraterrestre, De Volta para o Futuro e Blade Runner atraíam multidões.

Se na política o momento é outro bem mais sombrio, pelo músicas e filmes daquela época estão aí ao nosso alcance para nos fazer relembrar. E a Netflix dá uma ajudinha, incluindo no acervo alguns títulos que são clássicos absolutos da época. Quem viveu a década certamente vai relembrar muita coisa revendo os filmes listados abaixo. Quem não viveu tem a chance de sentir o gostinho.

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1o filmes para viajar de volta aos anos 1980

Blade Runner – O Caçador de Andróides (1982) — foto acima
Uma obra-prima da ficção científica, disponível na Netflix em versão restaurada. Num futuro próximo, clones humanos, chamados de replicantes, são usados como escravos em colônias fora da Terra. Um ex-policial (Harrison Ford) é acionado para caçar um grupo fugitivo vivendo disfarçado em Los Angeles.

Os Irmãos Cara de Pau (1980)
O diretor John Landis pega dois grandes atores, John Belushi e Dan Aykroyd, saídos do programa de humor Saturday Night Live, e os coloca numa história maluca pontuada por números musicais de artistas como James Brown, Ray Charles, Aretha Franklin e John Lee Hooker. O resultado tinha mesmo tudo para virar um cult.

A Princesa Prometida (1987)
Baseado em livro de William Goldman (1931-2018), Rob Reiner (Conta Comigo, Harry e Sally – Feitos um Para o Outro) brinca com os clichês das histórias de príncipes e princesas, combinando elementos de comédia e de aventuras de capa e espada. O resultado é um filme divertidíssimo.

ET – O Extraterrestre (1982)
Precisa mesmo contar do que se trata ET? Steven Spielberg comoveu uma geração e muita gente das gerações subsequentes com essa história que envolve crianças fofas e um extraterrestre bonzinho. Mesmo quem nunca viu o filme consegue identificar de imediato a cena da bicicleta voando com uma imensa lua ao fundo.

Tron – Uma Odisseia Eletrônica (1982)
Um hacker de computador é seqüestrado no mundo digital e forçado a participar de jogos de gladiadores. Para escapar, ele precisa da ajuda de um programa de segurança heróico. A aventura high-tech dirigida por Steven Lisberger e estrelada por Jeff Bridges foi revolucionária para os padrões da época. E mereceu remake em 2010.

De Volta para o Futuro (1985)
Tal qual ET, é um filme que dispensa apresentações. Todo mundo foi ver, voltou para assistir às continuações e sonhou em poder ir e vir no tempo como faziam Marty McFly (Michael J. Fox) e o aloprado Dr. Emmett Brown (Christopher Lloyd).  Robert Zemeckis (Forest Gump) coescreveu o roteiro e dirigiu.

Sociedade dos Poetas Mortos (1989)
Um professor de poesia encanta os alunos com seus métodos pouco ortodoxos, que se chocam com as regras rígidas da escola tradicional onde dá aulas. Depois de 1989, ninguém mais esqueceu o que significa “carpe diem” em latim. “Aproveitem o dia”, ensinava o professor John Keating (Robin Williams). Uma drama comovente.

Curtindo a Vida Adoidado (1986)
Feliz de quem pôde viver a adolescência contando com a “compreensão” de John Hughes. O diretor soube como ninguém traduzir com humor e doçura a dor e a delícia do processo de crescimento. Neste,  o personagem de Matthew Broderick finge estar doente para matar aula e se junta à namorada e ao melhor amigo para um dia cheio de aventuras.

Gatinhas e Gatões (1984)
Outra pérola teen escrita e dirigida por Hughes. Molly Ringwald (a eterna Garota de Rosa Shocking) é quem protagoniza. Ela faz uma adolescente que se sente esquecida pelos pais (ocupadíssimos com o casamento da filha mais velha) e é, ao mesmo tempo, apaixonada pelo bonitão que namora a garota mais popular da escola. Oh céus, o que fazer? Só assistindo pra ver.

Querida, Encolhi as Crianças (1989)
O tipo de filme “para toda a família”. Não porque é careta, mas porque diverte gente de qualquer idade. Um cientista (Rick Moranis, onde anda?) constrói uma máquina que, acidentalmente, encolhe seus filhos e os do vizinho. Do tamanho de formiguinhas, as crianças enfrentam uma série de perigos ao tentar atravessar o quintal, que ganha proporções de uma floresta, para desespero dos pais e dos telespectadores.

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