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Istambul Vermelho, inédito de Ferzan Ozpetek, disponível na Netflix

Istambul Vermelho é um dos dois filmes feitos pelo cineasta turco no ano passado

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Foto: Netflix/Divulgação

O filme Istambul Vermelho pode passar despercebido pelo mar de títulos da Netflix para quem não sabe o nome do diretor: Ferzan Ozpetek, uma assinatura conhecida dos frequentadores do circuito alternativo de cinema.

Desde a estreia, com O Banho Turco (1997), o cineasta turco naturalizado italiano apareceu volta e meia em cartazes brasileiros, com filmes bem recebidos pela crítica, como A Janela da Frente (2007), O Primeiro que Disse (2010) e o magnífico Saturno em Oposição (2007).

Istambul Vermelho é um dos dois longas que ele realizou no ano passado e permanecem inéditos nos cinemas daqui — o outro é Napoli Velata. É também o primeiro filme de Ferzan Ozpetek adaptado de um romance que ele mesmo escreveu.

Mais uma particularidade: a produção leva o cineasta de volta à Turquia — a maioria de seus filmes são ambientados na Itália e falados em italiano. E ele faz de Istambul, vista da margem do rio Bósforo, quase personagem deste drama intimista e misterioso.

A casa é de Deniz, bem-sucedido escritor que está produzindo um livro sobre sua família e amigos. Para discutir com ele o trabalho, Deniz chama à cidade seu editor, Orhan, turco morando em Londres.

Orhan, que há 20 anos não volta à terra natal, é surpreendido quando, um dia depois de sua chegada, Deniz desaparece. Ele, que planejava fazer uma visita rápida, é obrigado a ficar mais dias e a enfrentar, além do mistério do desaparecimento, os fantasmas do próprio passado.

Istambul Vermelho Netflix

Com uma magnífica luz típica dos filmes do diretor, Istambul Vermelho pode ser interpretado de diferentes maneiras, devido à trama cheia de sombras e lacunas, mas também à forma sutil — e extremamente segura — como Ozpetek conduz a história.

O resultado é um filme denso e ao mesmo tempo ensolarado, com presença marcante do ator turco Halit Ergenç, o intérprete de Orhan. Ele passa todo o tempo em cena, numa dúbia situação de narrador/observador e personagem da história.

Istambul Vermelho é um desses filmes que atraem justamente pela sua estranheza, pelo fio de mistério que segura a trama, sem que deságue, em nenhum momento, em soluções previsíveis ou óbvias.

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Michael Haneke ganha retrospectiva no Mubi

Plataforma exibe oito filmes do diretor austríaco, incluindo Violência Gratuita (foto) e A Fita Branca

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Foto: Divulgação

O Mubi programou para este mês uma mostra de filmes do diretor austríaco Michael Haneke, incluindo sua obra de estreia O Sétimo Continente (1989), que narra a história real de uma família austríaca de classe média que cometeu suicídio. Quem tiver interesse, bom correr porque esse só fica disponível por mais cinco dias.

A seleção Foco em Michael Haneke reúne, além de O Sétimo ContinenteO Vídeo de Benny (1992), 71 Fragmentos de uma Cronologia do Acaso (1994), O Castelo (1997), Violência Gratuita (1997) — obra o perturbadora, que o tornou mais conhecido pelas banda de cá –, O Tempo do Lobo (2003), Caché (2005) e A Fita Branca (2009).

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O Declínio do Império Americano está no Prime Vídeo

Clássico do cinema canadense, filme de Dennys Arcand teve continuação em As Invasões Bárbaras

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O Declínio do Império Americano, de Dennys Arcand, entrou no catálogo do Prime Vídeo. Um fato a ser comemorado por quem gosta de rever grandes obras no streaming. Lançado em 1986, O Declínio… faz uma profunda reflexão sobre a época a partir das conversas de um grupo de amigos sobre seus desejos íntimos, intelectualidade, moral, liberdade sexual, entre outros assuntos.

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Dennys Arcand, que depois dirigiu filmes igualmente interessantes, como Amor e Restos Humanos (1993) e Jésus de Montréal (1989 ), retomou os personagens de O Declínio do Império Americano em 2003, no filme As Invasões Bárbaras, que se tornou um retrato de uma época tão instigante quanto o filme que o inspirou.

 

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Raridade no Prime: Os Moedeiros Falsos, de Benoît Jacquot

Feito para a TV em 2010, filme é uma bela adaptação do livro homônimo, clássico do escritor André Gide

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No catálogo do Prime Vídeo, uma raridade do cinema francês: Os Moedeiros Falsos, de Benoît Jacquot. Trata-se de uma produção para TV realizada em 2010 pelo diretor veterano — de filmes como O Diário de Uma Camareira (2015) e Adeus, Minha Rainha (2012). Torna ainda mais especial o fato de ser uma adaptação do livro clássico de André Gide (1869-1951), lançado em 1925.

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A ação se passa na Paris dos anos 1920. Numa sinopse bem superficial, é a história do adolescente Bernard (Jules-Angelo Bigarnet) descobre que é fruto de um caso extraconjugal da sua mãe e deixa a família para morar com o amigo Olivier (Maxime Berger). A nova vida o fará descobrir novos afetos, a depressão e a homossexualidade, ao mesmo tempo em que ajuda o tio Edouard (Melvil Poupaud).

Os Moedeiros Falsos, o livro,  tem um enredo emaranhado, sobrepondo a vida real e o processo de criação de um romance, o que desafiaria qualquer cineasta.  Mas Jacquot se sai bem e fez um filme que a crítica do jornal francês Le Figaro, classificou como “bonito, singular e sério”. O que de fato é. Foi feito para a TV, mas cairia muito bem na tela grande.

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