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I Am Mother é ficção científica acima da média na Netflix

Com Hillary Swank, filme do estreante Grant Sputore faz boa combinação de ficção científica, filosofia e suspense

Planeta Flix

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I Am Mother, filme que acaba de estrear na Netflix, é uma ficção científica acima da média dos filmes do gênero que levam o selo da plataforma. E um diretor e um roteirista estreantes em longas — respectivamente, Grant Sputore e Michael Lloyd Green — são responsáveis por essa boa surpresa.

O filme se alinha à tradição das ficções científicas carregadas de questionamentos existenciais. A origem (ou re-origem) do homem, a relação entre criador e criatura, a oposição entre o novo e o estabelecido e a eterna interrogação sobre os rumos da convivência entre homem e máquina alimentam o roteiro.

O bom é que essas pretensões filosóficas não sufocam o andamento da trama, um suspense bem construído e quase minimalista, já que a ação se passa praticamente dentro de um mesmo espaço e restrito a uma adolescente (Clara Rugaard) e uma máquina, a Mãe. Até a intervenção de uma terceira personagem (Hilary Swank).

Nenhuma dessas personagens tem nome próprio. São a Filha, a Mãe e a Mulher. A Filha e a Mãe vivem numa estação high tech, criada para ser acionada caso a humanidade fosse extinta. Quando isso acontece, a robô Mãe escolhe um dos 63 mil embriões guardados no lugar e faz nascer a Filha.

A Mãe embala a Filha, educa e lhe ensina tudo sobre os seres humanos. Mas a típica curiosidade adolescente faz a garota questionar se, realmente, não existe mais nada lá fora. Assim acaba deixando entrar na estação a Mulher, que chega baleada, segundo ela, por robôs.

O contato com a estranha levanta uma série de questionamentos na Filha sobre tudo que ouviu da Mãe. Isso dá início a uma série de reviravoltas na história, conduzidas em compassado ritmo de suspense até chegar a um final que dá margem a diferentes interpretações, fazendo jus ao propósito o filme de ser mais uma interrogação do que uma resposta.

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Michael Haneke ganha retrospectiva no Mubi

Plataforma exibe oito filmes do diretor austríaco, incluindo Violência Gratuita (foto) e A Fita Branca

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O Mubi programou para este mês uma mostra de filmes do diretor austríaco Michael Haneke, incluindo sua obra de estreia O Sétimo Continente (1989), que narra a história real de uma família austríaca de classe média que cometeu suicídio. Quem tiver interesse, bom correr porque esse só fica disponível por mais cinco dias.

A seleção Foco em Michael Haneke reúne, além de O Sétimo ContinenteO Vídeo de Benny (1992), 71 Fragmentos de uma Cronologia do Acaso (1994), O Castelo (1997), Violência Gratuita (1997) — obra o perturbadora, que o tornou mais conhecido pelas banda de cá –, O Tempo do Lobo (2003), Caché (2005) e A Fita Branca (2009).

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O Declínio do Império Americano está no Prime Vídeo

Clássico do cinema canadense, filme de Dennys Arcand teve continuação em As Invasões Bárbaras

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O Declínio do Império Americano, de Dennys Arcand, entrou no catálogo do Prime Vídeo. Um fato a ser comemorado por quem gosta de rever grandes obras no streaming. Lançado em 1986, O Declínio… faz uma profunda reflexão sobre a época a partir das conversas de um grupo de amigos sobre seus desejos íntimos, intelectualidade, moral, liberdade sexual, entre outros assuntos.

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Dennys Arcand, que depois dirigiu filmes igualmente interessantes, como Amor e Restos Humanos (1993) e Jésus de Montréal (1989 ), retomou os personagens de O Declínio do Império Americano em 2003, no filme As Invasões Bárbaras, que se tornou um retrato de uma época tão instigante quanto o filme que o inspirou.

 

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Raridade no Prime: Os Moedeiros Falsos, de Benoît Jacquot

Feito para a TV em 2010, filme é uma bela adaptação do livro homônimo, clássico do escritor André Gide

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No catálogo do Prime Vídeo, uma raridade do cinema francês: Os Moedeiros Falsos, de Benoît Jacquot. Trata-se de uma produção para TV realizada em 2010 pelo diretor veterano — de filmes como O Diário de Uma Camareira (2015) e Adeus, Minha Rainha (2012). Torna ainda mais especial o fato de ser uma adaptação do livro clássico de André Gide (1869-1951), lançado em 1925.

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A ação se passa na Paris dos anos 1920. Numa sinopse bem superficial, é a história do adolescente Bernard (Jules-Angelo Bigarnet) descobre que é fruto de um caso extraconjugal da sua mãe e deixa a família para morar com o amigo Olivier (Maxime Berger). A nova vida o fará descobrir novos afetos, a depressão e a homossexualidade, ao mesmo tempo em que ajuda o tio Edouard (Melvil Poupaud).

Os Moedeiros Falsos, o livro,  tem um enredo emaranhado, sobrepondo a vida real e o processo de criação de um romance, o que desafiaria qualquer cineasta.  Mas Jacquot se sai bem e fez um filme que a crítica do jornal francês Le Figaro, classificou como “bonito, singular e sério”. O que de fato é. Foi feito para a TV, mas cairia muito bem na tela grande.

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