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I Am Mother é ficção científica acima da média na Netflix

Com Hillary Swank, filme do estreante Grant Sputore faz boa combinação de ficção científica, filosofia e suspense

Planeta Flix

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I Am Mother, filme que acaba de estrear na Netflix, é uma ficção científica acima da média dos filmes do gênero que levam o selo da plataforma. E um diretor e um roteirista estreantes em longas — respectivamente, Grant Sputore e Michael Lloyd Green — são responsáveis por essa boa surpresa.

O filme se alinha à tradição das ficções científicas carregadas de questionamentos existenciais. A origem (ou re-origem) do homem, a relação entre criador e criatura, a oposição entre o novo e o estabelecido e a eterna interrogação sobre os rumos da convivência entre homem e máquina alimentam o roteiro.

O bom é que essas pretensões filosóficas não sufocam o andamento da trama, um suspense bem construído e quase minimalista, já que a ação se passa praticamente dentro de um mesmo espaço e restrito a uma adolescente (Clara Rugaard) e uma máquina, a Mãe. Até a intervenção de uma terceira personagem (Hilary Swank).

Nenhuma dessas personagens tem nome próprio. São a Filha, a Mãe e a Mulher. A Filha e a Mãe vivem numa estação high tech, criada para ser acionada caso a humanidade fosse extinta. Quando isso acontece, a robô Mãe escolhe um dos 63 mil embriões guardados no lugar e faz nascer a Filha.

A Mãe embala a Filha, educa e lhe ensina tudo sobre os seres humanos. Mas a típica curiosidade adolescente faz a garota questionar se, realmente, não existe mais nada lá fora. Assim acaba deixando entrar na estação a Mulher, que chega baleada, segundo ela, por robôs.

O contato com a estranha levanta uma série de questionamentos na Filha sobre tudo que ouviu da Mãe. Isso dá início a uma série de reviravoltas na história, conduzidas em compassado ritmo de suspense até chegar a um final que dá margem a diferentes interpretações, fazendo jus ao propósito o filme de ser mais uma interrogação do que uma resposta.

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GP do Cinema Brasileiro: onde assistir aos principais vencedores

Ganhadores das categorias mais importantes e maioria dos indicados estão disponíveis para aluguel no Now

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Foram anunciados nesta quarta-feira (14/8), em cerimônia no Teatro Municipal de São Paulo, os vencedores do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019. Foi a 18ª edição da premiação promovida pela Academia Brasileira de Cinema. Benzinho, de Gustavo Pizzi, e O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, levaram a maioria dos prêmios principais.

Todos os vencedores das categorias mais importantes, assim como a maioria dos indicados (que podem ser conferidos no site oficial da Academia Brasileira de Cinema), estão disponíveis para aluguel no Now.  Todas as Razões para Esquecer (indicado a melhor longa de comédia) e Paraíso Perdido (vencedor de melhor trilha sonora) estão disponíveis na Netflix. E outros quatro podem ser vistos no Looke.

Confira os vencedores nas principais categorias e onde assisti-los:

Benzinho — No Now/Canal Brasil (aluguel R$ 6,90) e no Looke (aluguel R$ 4,99)
Melhor longa-metragem de ficção (júri)
Melhor direção (Gustavo Pizzi)
Melhor atriz (Karine Telles)
Melhor atriz coadjuvante (Adriana Esteves)
Melhor roteiro original (Karine Telles e Gustavo Pizzi)
Melhor montagem (Livia Serpa)

O Grande Circo Místico — No Now/Canal Brasil (aluguel R$ 6,90) e no Looke (aluguel R$ 4,99)
Melhor longa-metragem de ficção (júri popular)
Melhor roteiro adaptado (Cacá Diegues e George Moura)
Melhor efeito visual (Marcelo Siqueira e Thierry Delobel)

Minha Vida em Marte — No Now/Telecine (apenas para quem tem Telecine no pacote)
Melhor longa-metragem de comédia

Chacrinha: O Velho Guerreiro — No Now/Telecine (apenas para quem tem Telecine no pacote)
Melhor ator (Stepan Nercessian)

O Nome da Morte — No Now/Canal Brasil (aluguel R$ 6,90) e no Looke (aluguel R$ 4,99)
Melhor ator coadjuvante (Matheus Nachtergaele)

My Name is Now — No Now/Canal Brasil (aluguel R$ 6,90) e no Looke (aluguel R$ 9,99)
Melhor trilha sonora original (Elza Soares e Alexandre Martins)

Paraíso Perdido — No Now (aluguel R$ 6,90) e na Netflix
Melhor trilha sonora (Zeca Baleiro)

Todas as Razões para Esquecer — No Now/Canal Brasil (aluguel R$ 6,90) e na Netflix
Indicado a melhor longa-metragem de comédia

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O Beijo no Asfalto (1980) entra no catálogo do Prime

Filme de Bruno Barreto, com Tarcísio Meira, é uma eficiente adaptação da peça de Nélson Rodrigues

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Foto: Reprodução

Um bom exemplar do cinema nacional dos anos 1980 acaba de entrar no catálogo do Prime Vídeo. Trata-se de O Beijo no Asfalto, a versão de Bruno Barreto para a peça de Nélson Rodrigues, lançada nos cinemas em 1981, com Tarcísio Meira, Ney Latorraca, Lídia Brondi e Christiane Torloni  no elenco.

Numa época em que a obra de Nélson ganhava versões duvidosas no cinema, feitas em série por Braz Chediak — ele dirigiu Álbum de Família (1981), Bonitinha, mas Ordinária (1981) e Perdoa-me Por Me Traíres (1980) –, o filme de Bruno Barreto sobressaiu, com boas interpretações e um eficiente roteiro de Doc Comparato.

A história começa quando um homem é atropelado e, prestes a morrer, pede a um transeunte, que lhe dê um beijo na boca. O transeunte, Arandir (Ney Latorraca), atende ao último desejo do moribundo. A cena é assistida por Aprígio (Tarcísio Meira), pai da mulher de Arandir, Selminha (Cristiane Torloni), que passa a desconfiar do genro.

E é testemunhada também pelo repórter policial Amado Pinheiro (Daniel Filho), que transforma o fato em notícia na imprensa sensacionalista. Arandir começa, então, a ser alvo do preconceito dos colegas de trabalho e de vizinhos. Ao mesmo tempo, a polícia começa a investigá-lo, supondo que o acidente tenha sido um assassinato em decorrência de envolvimento dele com o morto.

Escrita por Nelson Rodrigues em 1960, a peça teatral O Beijo no Asfalto teve outra adaptação dirigida por Murilo Benício, em 2018, com Lázaro Ramos no papel de Arandir. E recentemente a atriz Viola Davis anunciou um projeto de levar a peça para o teatro e para o cinema nos Estados Unidos.

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Animais Noturnos, de Tom Ford, chega à Netflix

Amy Adams e Jake Gyllenhaal protagonizam o segundo longa do diretor de Direito de Amar

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Animais Noturnos é uma das boas novidades no catálogo da Netflix. Trata-se do segundo longa de Tom Ford, o estilista que estreou com o dramático Direito de Amar (2009). Animais Noturnos foi lançado sete anos depois, em 2016, e revela um Ford mais solto na direção, trabalhando novamente sobre uma adaptação literária.

Direito de Amar transpôs para a tela um romance de Christopher Isherwood, Animais Noturnos é baseado em Tony e Susan, de Austin Wright. A história tem o compasso de um thriller envolvente, beirando o terror. O resultado rendeu elogios, indicações e prêmios, mas pode desagradar muita gente pela narrativa tortuosa.

Na verdade, trata-se de um filme dentro do filme, contando duas histórias entre as quais o diretor cria inventivas transições. Susan (Amy Adams, de Objetos Cortantes, na HBO) é uma bem-sucedida dona de galeria de arte. O casamento, poe outro lado, não anda bem. Ela vê seu marido Walker (Armie Hammer, e O Nascimento de uma Nação) cada vez mais distante.

É quando ela recebe a prova do novo romance, dedicado a ela, de seu primeiro marido, o inseguro Edward (Jack Gyllenhaal) — obra, inclusive, dedicada a ela. Enquanto lê, Susan descobre verdades dolorosas sobre o o ex e sobre próprio passado. Verdades que explicam sua tristeza e seu insucesso no amor.

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