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Filmes

10 filmes dos 90 que valem ser revistos no Prime Vídeo

A maioria deles completa 20 anos, mas nenhum perdeu a atualidade ou a capacidade de mexer com nossas emoções

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Rever um filme, às vezes, é como ver um filme novo. Sempre encontramos detalhes que não tínhamos notado. A emoção se renova, quanto mais tempo tiver desde a última vez que o assistimos. Por isso, por mais que novos títulos surjam todo dia, é difícil resistir à tentação de ver de novo aqueles que ficaram na memória. Como os da lista abaixo.

Foram todos lançados no finalzinho da década de 1990 e estão disponíveis no Amazon Prime Vídeo. São filmes que fizeram sucesso, levaram prêmios e, mesmo que tenham provocado opiniões divergentes, tornaram-se referência para o cinema feito na época.

O Show de Truman (1998)
Um vendedor (Jim Carrey) que leva uma vida perfeita descobre um dia que é tudo fake. Ele nasceu e cresceu dentro de um reality show. O diretor Peter Weir antevê toda essa loucura de hoje em dia, em que os limites de ficção e realidade já não são tão claros. Indicado a três Oscar (ator, diretor e roteiro original).

Garota, Interrompida (1999)
Winona Ryder brilha, mas Angelina Jolie é a grande revelação deste drama baseado na experiência real da escritora Susanna Kaysen que, nos anos 1960, passou 18 meses em um hospital psiquiátrico. Angelina, inclusive, levou o Oscar de atriz coadjuvante. Quem dirige é James Mangold (Wolverine: Imortal).

Donnie Brasco (1997)
Johnny Depp era só um jovem e carismático ator quando contracenou com Al Pacino neste filmaço de ação, dirigido por Mike Newell (A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata, que está na Netflix). Depp é um infiltrado numa gangue de mafiosos que cai nas graças de um criminoso veterano (Al Pacino).

Beleza Americana (1999)
Sam Mendes (007 Contra Spectre) faz uma das mais contundentes críticas ao american way of life neste drama centrado na figura de um pai de família classe média sexualmente frustrado. Kevin Spacey e Annette Bening arrasam. Os dois foram indicados ao Oscar, mas só ele levou. Beleza Americana ganhou também filme, diretor e roteiro.

Assassinos por Natureza (1994)
A idolatria ao mal está em evidência, mas não é novidade. Para expor essa perversão social, Oliver Stone fez um filme não recomendado para quem tem nervos fracos. Woody Harrelson e Juliette Lewis interpretam um casal de serial killers que despertam a paixão da opinião pública. Levou o Prêmio Especial do Júri e o Leão de Ouro em Veneza.

Melhor é Impossível (1997)
O encontro entre uma garçonete mãe solteira, um artista gay e um escritor esquisitíssimo rende um dos melhores filmes de James L. Brooks  (Espanglês). Muito se deve às atuações de Jack Nicholson, Helen Hunt, Greg Kinnear, todos premiados no Oscar (ator, atriz e ator coadjuvante). Levou também a estatueta de melhor filme.

Tudo Sobre Minha Mãe (1999)
Considerado por muitos o ápice da carreira do diretor espanhol Pedro Almodóvar. Cecilia Roth interpreta uma mulher que perde o filho adolescente, atropelado, e resolve ir a Barcelona dar a notícia ao pai do garoto. Daí seu destino se cruza com o de outras fantásticas personagens. Marisa Paredes e Penélope Cruz também estão no elenco.

O Grande Lebowski (1998)
Os irmãos Joel e Ethan Coen dirigem uma espécie de dream team: John Goodman, Julianne More, Steve Buscemi, Philip Seymour Hoffman, John Turturro e Jeff Bridges, que é quem mais brilha, interpretando Jeffrey Lebowski, um sujeito que vive de não fazer nada, na companhia de amigos esquisitos como ele. Até o dia em que seu apartamento é invadido… Urso de Ouro no Festival de Berlim.

Clube da Luta (1999)
Após fazer nome como diretor de videoclipes, David Fincher ganhou de vez um lugar entre os grandes diretores de Hollywood com esta adaptação do romance homônimo de  Chuck Palahniuk, sobre jovem executivo (Edward Norton) que sofre de insônia. Em grupos de auto-ajuda, conhece pessoas que o levam a um mundo cada vez mais estranho.

Fogo Contra Fogo (1995)
Michael Mann (Inimigos Públicos) juntou Al Pacino e Robert De Niro e o colocou em lados opostos (a polícia e o crime) num filme de ação que, se não se tornou antológico, vale ser visto pelo confronto de atuação de dois grandes astros. Pelas beiradas, Val Kilmer dá o seu show — e concorreu ao Oscar de ator coadjuvante, a única indicação do filme.

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Netflix abre espaço para o cinema produzido na Nigéria

Indústria cinematográfica do país africano é a terceira maior do mundo, com mais de mil filmes por ano

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Que imagem você faz da Nigéria? Se for a de algum clichê africano, tipo zebras correndo nas savanas, prepare-se para mudar isso. Uma Nigéria urbana, onde se desenrolam dramas e comédias envolvendo pessoas muito parecidas com nós mesmos, se revela em um grande número de filmes produzidos naquele país e disponíveis na Netflix.

E é incrível que essas produções ainda sejam tão pouco conhecidas, já que a indústria cinematográfica nigeriana é considerada a terceira maior do mundo, só perdendo para Estados Unidos e Índia. E se os americanos têm Hollywood e os indianos, Bollywood, os nigerianos batizaram de Nollywood sua indústria de filmes.

As produções não têm o refinamento técnico dos filmes de Hollywood, mas, em contrapartida, possuem uma espontaneidade cativante. O mérito é apresentarem uma estética e linguagem próxima da realidade local. Além disso, os nigerianos prezam pelo bom humor, como se pode perceber no grande número de comédias que produzem.

Nesse cenário, sobressaem nomes como o diretor, ator e produtor Kunle Afoloyan, 45 anos. Afoloyan já dirigiu seis filmes, todos disponíveis na Netflix. Nessa curta cinematografia, o cineasta já experimentou diferentes gêneros: suspense (1 de Outubro, 2014), comédia (Trocando Celulares, 2012, foto no destaque), romance (A Ponte, 2017), terror (Sete Anos de Sorte, 2009) e drama (Os Cinco CEOs, 2016, e Aprendiz de Mecânico, seu filme mais recente, de 2019 — trailer acima).

Quem também se destaca na produção audiovisual nigeriana é a atriz e diretora Omoni Oboli, 42 anos, que aparece nos créditos de nada menos que 11 filmes e uma série incluídos no acervo da Netflix. Na maioria, ela dirige e atua. É o caso de Being Mrs. Elliot (2014), A primeira Dama (2015), A Lei de Okafor (2016), Greve de Esposas (2016), Greve de Esposas 2 (2017), Love is War (2019) e Mães em Guerra (2018).

Somente como atriz, Omoni Oboli está no já citado Sete Anos de Sorte, de Kunle Afoloyan, no drama Porto Seguro (2010) e nas comédias My Wife and I (2017) e Cinquentonas (2015). Pode ser vista atuando também na série Fifty, que tem uma temporada de 13 episódios disponível na Netflix.

E se você estiver disposto a ir fundo na cinematografia de Nollywood, anote aí o nome de Niyi Akinmolayan. Ele é o responsável pelo filme de maior bilheteria no cinema nigeriano, Casamento às Avessas 2 — sequência de filme dirigido por Kemi Adetiba em 2016. Na Netflix, podem ser vistos esse e outros três filmes dele: The Arbitration (2016), Papai Poderoso (2018) e A História de Chike e Grace (2019).

Mas, se a Nigéria se sobressai no catálogo da Netflix, não é único país africano representado. A plataforma abriu um significativo espaço em seu acervo para a produção do continente. Vale conferir, por exemplo, o filme Mais uma Página (2018) e a série Queen Sono (uma temporada com seis episódios), ambos dirigidos pelo também ator sul-africano Kagiso Lediga.

Por fim, mais um ponto para a visibilidade do cinema africano na mais popular plataforma de streaming: a comédia “gastronômica” A Cozinha Incrível de Anesu, produção do Zimbábue, dirigida por Thomas Brickhill, está entre os títulos mais populares da Netflix nas últimas semanas. Leve, divertido e espontâneo como uma das boas comédias made in Nollywood.

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Vale tirar 20 minutos para assistir A Janela dos Vizinhos

Disponível na Amazon Prime, curta vencedor do Oscar alerta para importância de vermos a vida da perspectiva do outro

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The Neighbors’ Window (traduzido: A Janela dos Vizinhos), de Marshall Curry, considerado melhor curta-metragem na mais recente premiação do Oscar, está disponível na Amazon Prime Vídeo. Tem tem 20 minutos de duração e parece partir daquele daquele ditado de que “a grama do vizinho é sempre mais verde”.

Mas The Neighbors’ Window funciona como ponto de partida para uma série de reflexões sobre o que afinal é felicidade e como esse conceito pode variar de acordo com a perspectiva de quem vê. A história é sobre um casal, com dois filhos e um terceiro a caminho, imerso num atribulado cotidiano, que assiste diariamente a felicidade do casa do apartamento em frente — é sexo de dia e de noite.

Um dia, a esposa encontra a vizinha na calçada e… Melhor parar por aqui para não dar spoiler. Basta dizer que não tem como não pensar em nossas insatisfações e frustrações cotidianas e reavaliá-las. Por isso, guarde 20 minutinhos do seu dia para ver The Neighbors’ Window. Vale a pena — bom notar que o filme também está disponível no YouTube, mas somente com legendas em inglês, e identificado como “trailer”.

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10 filmes de diretores cult para assistir na Globoplay

Xavier Dolan, François Ozon, Lucrécia Martel, Asghar Farhadi e Bernardo Bertolucci são alguns dos nomes presentes no catálogo

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A plataforma da Globoplay ainda precisa melhorar muito. O sistema de busca não é preciso — às vezes você procura por um nome de diretor no computador e encontra, mas não acha na TV, por exemplo –, os filmes deixados pela metade às vezes aparecem no “continue assistindo”, ora não. Ou filme que você já terminou de ver continuam marcados como se tivessem sido vistos pela metade…

Mas é preciso reconhecer que o catálogo fica a cada dia melhor e mais diversificado, inclusive com boas produções próprias — contrariando quem achava que a Globoplay ia se resumir a produções da Globo. Também não se limita a filmes comerciais. Se você souber procurar — e conseguir achar — poderá assistir a títulos de diretores do circuito alternativo, como os 10 desta lista:

Lawrence Anyways (2012), de Xavier Dolan (foto lá de cima)
Em 2009, com apenas 20 anos, o canadense Xavier Dolan conquistou a crítica com Eu Matei Minha Mãe, seu filme de estreia. Lawrence Anyways é seu terceiro trabalho e, portanto, ainda guarda o frescor do jovem e iconoclasta diretor. No seu aniversário de 30 anos, homem revela à namorada que quer mudar de sexo. Juntos, eles tentam lidar com a situação.

Uma Nova Amiga (2015), de François Ozon
Digamos que o francês François Ozon é um Xavier Dolan mais maduro. Há um gosto comum por sair da caixinha e tratar do comportamento humano a partir de temas e situações incômodos. Uma Nova Amiga, aliás, tem muito a ver com Lawrence Anyways. É sobre um jovem viúvo que começa a se envolver com uma amiga de sua mulher morta, mas logo ela descobre que ele gosta de se vestir de mulher. Na Globoplay tem outro filme de Ozon: Potiche – Esposa Troféu (2010).

Nossa Irmã Mais Nova (2015), de Hirozaku Koreeda
Desde 2001, o japonês Hirozaku Koreeda é presença constante no Festival de Cannes, de onde já saiu com duas Palmas de Ouro e um Prêmio do Júri. Nossa Irmã Mais Nova também concorreu no festival francês. O filme é um misto de comédia e drama sobre três irmãs que, no velório do pai,  conhecem uma meia-irmã de 14 anos, com quem terão que conviver.

Eu & Você (2013), de Bernardo Bertolucci
Bernardo Bertolucci dispensa apresentações. Eu & Você foi o último filme do cineasta italiano, morto em 2018. Aos 72 anos, ele conseguiu fazer um filme extremamente sensível sobre o desconforto da adolescência. Garoto de 14 anos mente para os pais que vai a uma excursão da escola, para passar uma semana sozinho no porão. Mas a presença inesperada de uma meia irmã com quem ele não tem muito convívio atrapalha o plano.

Zama (2018), de Lucrécia Martel
Em seu filme mais recente, a cineasta argentina Lucrécia Martel, de O Pântano (2001) e A Menina Santa (2004), faz incursão pelo drama histórico, a partir de romance do conterrâneo Antonio di Benedetto (1922-1986). No centro da história está Don Diego de Zama, oficial da Coroa Espanhola que vive em Assunção no século 18. De espírito aventureiro, ele embarca com um grupo de soldados na caça a um bandido enquanto espera se transferir para Buenos Aires.

O Pássaro Branco da Nevasca (2015), de Gregg Araki
Figura de destaque no chamado New Queer Cinema, movimento cinematográfico dos anos 1990, voltado ao cinema de temática LGBTQ+, o americano Gregg Araki trilha caminho mais convencional neste drama — o último que fez antes de enveredar pela direção de séries, como 13 Reasons Why. Katrina (Shailene Woodley, de Os Descendentes) abandona a família e sua filha passa a ter sonhos perturbadores, que a levam a descobrir uma terrível verdade terrível sobre o sumiço da mãe.

O Garoto da Bicicleta (2011), de Jean-Pierre e Luc Dardenne
Desde 1999, com Roseta, os irmãos Dardenne, belgas, colecionam prêmios em Cannes. O Garoto da Bicicleta, por exemplo, levou o Grande Prêmio do Júri em 2011. O filme foca na relação entre uma dona de salão de beleza e um garoto de 11 anos que vive num orfanato. Ela permite que ele passe os fins de semana com ela, mas seus esforços se esvaem mediante a raiva que do menino pelo pai que o abandonou.

O Médico Alemão (2013), de Lucía Puenzo
Mesma diretora do ótimo XXY (disponível na Netflix), a argentina Lucía Puenzo reafirma sua segurança na direção ao conduzir este drama sobre família do interior argentino que convive com o médico nazista Joseph Mengele, sem saber sua identidade. O contraste entre o ambiente paradisíaco da região ao pé da Cordilheira dos Andes e a ameaça que vem dos gestos gentis do estrangeiro prendem a atenção do início à última cena.

Más Notícias para o Sr. Mars (2015), de Dominik Moll
Francês (embora nascido na Alemanha), Dominik Moll ganhou notoriedade desde seu primeiro filme, Harry Chegou para Ajudar (2000), que lhe rendeu indicações em Cannes e a melhor filme estrangeiro no BAFTA (o Oscar britânico). Na comédia Más Notícias para o Sr. Mars, o protagonista se esforça para agradar todos, em casa e no trabalho, mas as atitudes insensatas de todos ao redor fazem com que ele se sinta cada vez mais fora do controle.

O Passado (2013), de Asghar Farhadi
O iraniano Asghar Farhadi tem no currículo sucessos de crítica como A Separação (2012) e o mais recente Todos Já Sabem (com Penélope Cruz, Javier Bardem e Ricardo Darín, disponível na Amazon Prime). O Passado concorreu em Cannes, não levou a Palma de Ouro mas Farhadi ficou com o Prêmio Ecumênico do Júri. O drama se desenrola a partir do fim do casamento entre uma francesa e um iraniano, que abandona a família em Paris para voltar ao país de origem.

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