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Documentários

Absorvendo o Tabu, vencedor do Oscar na Netflix

Ganhador de melhor curta documental é versão real da comédia Padman, também na plataforma

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Foto: Netflix/Divulgação

Falou-se muito sobre o filme Roma na disputa pelo Oscar, mas foi outra produção da Netflix, pouco comentada, que levou a estatueta. O curta documental Absorvendo o Tabu, da diretora Rayka Zehtabchi, saiu da festa com o prêmio de melhor documentário de curta duração.

Rayka é iraniana-americana, mas no documentário fala de um problema das mulheres indianas, que enfrentam uma série de tabus por causa da menstruação. Os dogmas religiosos e a desinformação (sequer têm conhecimento da existência do absorvente higiênico) fazem com a rotina delas seja completamente alterada no período menstrual.

Isso acontece em muitas regiões mais pobres, mas a questão tem sido amenizada desde que o empreendedor indiano Arunachalam Muruganantham teve a ideia de criar uma máquina de fabricar absorvente de baixo custo. Essa máquina é operada pelas próprias mulheres, que vendem os aborventes e têm assim, também, uma fonte de renda.

Não é a primeira vez que o assunto passa pela tela da Netflix. O diretor R. Balki se inspirou na história real para fazer a comédia Padman (traduzindo: homem-absorvente), lançado em 2018. Com toda liberdade, Balki trata de uma questão social série com bastante bom humor e algum drama.

Vale se programar para ver os dois, realidade e ficção, em sessão dupla. Começando pelo curta e deixando o melhor para o final. Sim, apesar do prêmio dado a Rayka Zehtabchi, o filme de R. Balki é tão mais elucidativo e divertido!

Period. End of Sentence. Official Trailer from Rayka Zehtabchi on Vimeo.

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Netflix tem outros docs da diretora de Democracia em Vertigem

Com Elena e Olmo e a Gaivota, serviço de streaming completa trilogia de longas de Petra Costa

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Quem estranhou o tom pessoal usado por Petra Costa no documentário Democracia em Vertigem vai entender a razão dessa escolha da cineasta ao assistir Elena (2012) e Olmo e a Gaivota (2015). Os dois longas anteriores da diretora mineira estão disponíveis na Netflix e revelam um aspecto comum à obra de Petra: o documentário feito a partir de experiências pessoais, mesmo que a intenção seja tratar de um tema mais amplo.

Em Elena, Petra Costa conta a história de sua irmã, que viajou para Nova York com o sonho de se tornar atriz de cinema, deixando para trás a irmã, então com sete anos. Duas décadas depois, Petra vai a Nova York em busca de Elena. As pistas que a cineasta tem para chegar à irmã são filmes caseiros, recortes de jornais, um diário e cartas. A história toma rumos surpreendentes.

Olmo e a Gaivota acompanha a gravidez da atriz Olivia Corsini. Ou melhor, sobre o que se passa na mente de Olivia nesse período de nove meses, trazendo à tona reflexões sobre temas como maternidade e corpo feminino. Grávida, ela ensaia, com o Théâtre du Soleil, a pela A Gaivota, de Tchekhov, e acaba perdendo o papel por causa da barriga crescente. Petra faz um filme em que é difícil distinguir o que é real e que é representado.

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Doc no Prime mostra como Amazônia está virando pasto

Sob a Pata do Boi é um filme obrigatório no momento em que a floresta é corroída pelo fogo

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Foto: Divulgação

Vale a pena dar um tempinho na ficção para assistir ao documentário Sob a Pata do Boi, disponível no Prime Vídeo (e também para aluguel no YouTube Filmes). Dirigido por Marcio Isensee e Sá, o filme foi lançado no ano passado, mas não poderia haver hora mais oportuna para vê-lo, afinal a destruição da floresta amazônica é um dos temas mais preocupantes do momento em nosso país e no mundo.

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Sob a Pata do Boi mostra, nas últimas quatro décadas, as árvores da Amazônia perderam a vez para o pasto. Nos anos 1970, a criação de gado na região era pequena e a floresta estava intacta. No entanto, de lá para cá, uma porção equivalente ao tamanho da França desapareceu, da qual 66% virou pastagem. A pecuária tomou conta da floresta, que abriga 85 milhões de cabeças de gado, três para cada habitante humano.

A Amazônia tem sido um tema recorrente na obra do diretor Marcio Isensee e Sá — cineasta com formação em Ciências Sociais. Ele dirigiu Andes Agua Amazônia (2012) e Um Rio em Disputa (2015) antes de Sob a Pata do Boi, com o qual percorreu festivais na Alemanha, Hungria, Eslováquia e França, onde recebeu uma menção honrosa no FReDD Festival, em Toulouse.

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Serial killer Ted Bundy é tema de série documental na Netflix

História real do filme Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal, com Zac Efron, é contada em quatro episódios

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Ted Bundy: A irresistível face do mal
Foto: Divulgação

No filme Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal, de Joe Berlinger, em cartaz nos cinemas, Zac Efron (foto acima) interpreta um serial killer que decide fazer a própria defesa no julgamento em que é acusado de matar pelo menos 30 mulheres, em sete estados dos Estados Unidos, durante os anos 1970. O longa é baseado em uma história real, contada também em série documental na Netflix, Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy.

Com quatro episódios, a série, por sinal, é do mesmo diretor do longa. E foi realizada quase que ao mesmo tempo em que o filme era rodado. Nela, Berlinger parte de matérias dos jornalistas Stephen Michaud e Hugh Aynesworth, que trouxeram à tona o caso, e segue até o julgamento, em que Ted Bundy foi condenado à pena de morte por eletrocussão.

Para contar a história, utiliza depoimentos de advogados, detetives, jornalistas, de amigos de Bundy e do próprio assassino. Diferente do filme, em que usa como base o livro The Phantom Prince: My Life with Ted Bundy, de Elizabeth Kendall, ex-namorada so serial killer.

Ted Bundy na verdade se chamava Theodore Robert Cowell. Era charmoso e comunicativo, o que o fazia arranjar namoradas com uma grande facilidade. A mesma facilidade com que as matava. Estudante de direito, optou por conduzir ele mesmo seu julgamento de defesa, e por muito tempo conseguiu convencer a todos de sua inocência.

Mas quando as evidências de seus crimes vieram à tona, chocou os Estados Unidos pela perversidade e crueldade com que assassinava suas vítimas. Conseguiu escapar da prisão nas duas vezes em que foi preso, dando continuidade a sua série de crimes, que só foi interrompida após ser julgado e levado ao corredor da morte.

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